quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E que tal começar o seu JORNÁRIO?

Acabei de ouvir Patrícia Aburdene* falar sobre «Journaling» e fiquei a pensar que o nosso Português precisa urgentemente de mais palavras. E como é uma língua viva, só temos de inventar e recriar.
Journal em Inglês quer dizer fazer um «registo pessoal de experiências e reflexões»(1ª entrada no dicionário). Também significa naturalmente «jornal» e «diário». Procurei «journaling», o termo que Patricia usa tanto como substantivo como tempo de verbo, e não existe nem numa forma nem noutra. Pelo menos no meu dicionário americano (The American Heritage Dictionary) que tem mais de 70.000 palavras registadas e actualizadas.

Isso significa que ela inventou (?) um novo termo para descrever maravilhosamente aquilo que nós, na Nova Energia, podemos fazer para conseguirmos um «registo pessoal de experiências e reflexões». A ideia do velho «diário» cheira a bolor, não só pelo conceito mas sobretudo por se tratar dum termo intrinsecamente inexacto. Fazer journaling não é preciso ser diáriamente.

Por outro lado, com a nova consciência que temos, trata-se mais de um diálogo interno sobre a nossa jornada espiritual - o caminho para a Integração - que compreende naturalmente os meandos da dura e áspera realidade terráquea, e sobretudo o que vamos sentindo, experienciando e descobrindo nesta nossa maravilhosa JORNADA.

A CAMINHADA ou JORNADA espiritual de Integração, bem merece um nome adequado. Daí a vantagem do termo inglês «fazer um journal», «journaling» sempre que nos apetece, mesmo que seja só uma vez por mês. Journey em inglês quer dizer justamente caminhar e caminhada de um lugar para outro. Logo, ambos os termos são muito sugestivos e evocativos disto mesmo que estamos aqui a fazer, muito longe do velho conceito de «diário».

À falta de melhor ocorreu-me «Jornário» porque evoca a Jornada também. E «jornalar» é o verbo. Se alguém for capaz de inventar um termo melhor e mais adequado, por favor não hesite. Sou toda ouvidos!

Então, com vossa licença, Adamus sugeriu-nos que fizéssemos um Jornário do nosso percurso. Segundo as suas palavras, dedicar algum tempo a essa tarefa fortalece a nossa conexão com a nossa Voz Interna. Lança clareza sobre as nossas dúvidas, ansiedades e medos, dá respostas às nossas perguntas, e permite-nos avaliar o nosso progresso nesta senda da consciência. Mas há muitíssimas mais vantagens acessórias. Registar as nossas reflexões, sonhos e experiências, permite-nos eventualmente retirar elementos para criar artigos, desenhos, pinturas, textos e livros que nos dê prazer de concretizar e que possam quiçá, ser úteis a outras pessoas. Tudo isso sem esquecer que se trata dum testemunho vivo do percurso dum Novo Mestre, na eventualidade de ser lido por alguém no futuro.

Evidenciei a palavra «futuro» porque no presente, «jornalar» é um acto absolutamente privado. É como escrever uma carta íntima a si mesmo. É mesmo privado. Como não é à partida para ser visto por ninguém, não precisas de te preocupar com a gramática nem com a elegância das frases. Aliás, se gostas mais de desenhar do que escrever, podes fazer a tua B.D. à vontade, sem dares cavaco a ninguém. Só precisa de fazer sentido para TI.
Digo isto muito a sério, porque uma das coisas que me passou logo pela cabeça é que como sempre gostei de escrever «bem», é chato ter razuras no texto. É claro que podes escrever no p.c. se gostares mais. Estamos no abençoado tempo das novas tecnologias. Mas eu pessoalmente gosto mais da caneta e do papel para essa coisa tão íntima. Mas depois de perceber que esse «porém» não passava duma desculpa, quero que se amolem no tal futuro, se houver rabiscos no texto.

Apareceram muitas outras desculpas para não fazer o jornário (nos diálogos do público com Patrícia): já se sabe: o TEMPO em primeiro lugar. Em segundo, imaginem, o MEDO de alguém ler o que escrevemos. E até desculpas esfarrapadas, inacreditáveis, do tipo «dói-me a mão se escrever muito». Bulshit!!, diria Adamus imediatamente.

Se não tens 5 minutos num dia inteiro para TI, andas 24h do dia ocupada com quem?? Aliás, estás neste planeta a fazer o quê??

Se tens medo que o teu/tua partner devasse a tua privacidade, o que raio estás tu a fazer num relacionamento desses, nesta altura do campeonato?? Embarcado numa canoa furada??

Não foi só Anne Frank que ficou famosa pelo seu diário. E Thomas Edison? E Leonardo Da Vinci? Sabiam que o Bill Gates pagou 80 milhões de euros por 18 páginas do diário do Leonardo?
Pensem bem: o que não darão no futuro para saberem como é que nós nos desenrascámos com a nossa própria abundância, por exemplo, mesmo não sendo dotados para o desenho??

E...Ah, antes de começarem, respirem fundo e entrem no Espaço Seguro e Sagrado dentro de vós. Ou querem que o «complicómetro» comece a debitar tolices a granel?


* Patrícia Aburdene publicou o best-seller mundial "Megatrend 2000" sobre o capitalismo consciente. É rica pra burro e shaumbra também. Saravá Patrícia.




terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Mais Difícil Tarefa

Norma Delaney confidenciou em tempos que uma das mais árduas tarefas para ela tinha sido o «apaixonar-se» por Si mesma. Por INTEIRO.

Na verdade temos tantos sistemas de crenças agregados a esse sentir essencial na nossa vida, que «apaixonar-nos» por nós mesmos é coisa que jamais nos «passaria pela cabeça». Literalmente.
Sem dúvida que a «cabeça», a mente, sempre tão ocupada com o bem-estar (ou não) dos outros, não nos deixa muito espaço para sequer imaginarmos isso. E se não são os outros, são os afazeres do nosso emprego, e se não são os afazeres é a religião (ou pior ainda o antigo «despojamento» da velha busca espiritual) que nos tachava imediatamente de egoístas e desumanos. E se não é a religião é a falta de auto-estima que engloba a ideia de que somos «imperfeitos», logo não merecedores de semelhante benesse. Ah, e falta a desculpa dos filhos, dos maridos ou das mulheres, dos avós, das tias solteiras. Delegámos nessa avalanche de gente a prioridade absoluta na nossa vida, o primeiro lugar. Não foi sempre assim? Morremos, voltamos, e o ciclo perpetua-se. Por isso se chama lá nos orientes «A Roda da Vida», o «Karma».

Mas esta vida é diferente. Podemos abandonar com elegância essas velhas crenças que nos foram úteis durante tantas e tantas vidas (tantas experiências), e simplesmente começar a olhar para dentro de Nós.

Quem Sou Eu?

Serei capaz de me ver como o mais corajoso dos Seres que veio até este planeta em missão de reconhecimento, em nome do Espírito?

Serei capaz de me ver como o mais destemido dos Seres que não se poupou a descer ao mais fundo do fundo para ver como é?

Serei capaz de me ver como o mais Iluminado dos Seres, que estando numa dimensão de tremenda dureza e limitação chegou aos pináculos devocionais e excelsos do amor humano Total?

Serei capaz de me ver como o solitário caminhante das Estrelas que venceu a rude Matéria?

Serei capaz de lembrar o meu vertiginoso trajecto de DESBRAVAR CONSCIÊNCIA desde que deixai a Casa do Espírito Único?

Se a magnificência das minhas experiências humanas me granjeou para sempre o reconhecimento e a honra suprema das mais elevadas Ordens dos Anjos (às quais Eu pertenço), porque deixo que a minha mente me continue a achar «pequena», «limitada», «imperfeita»?
Quando, mas oh quando é que eu me liberto deste julgamento acerca de Mim?!

Olha, a Tua Essência não deve nada aos mestres Ascensos. Nem a Buda, nem à Virgem Maria. És TU DIVINA. Só não sabes ainda o Teu Nome. Só não conheces ainda a Tua Doçura. Nem imaginas a Tua Compaixão. Não fazes a mínima ideia da Tua Alegria. Ah, e muito menos da Tua Sabedoria.

Por isso, olha, continua a chamá-La todos os dias pois quando começares a sentir essa Presença na tua Vida, o mínimo que te acontece é apaixonares-te por... TI.

Queres fazer isso agora mesmo, só para TI, ou tens de ir antes mudar a areia do gato?
Tss,tss.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Está Alguém em Casa?

Nos meus workshops de Respiração & Compaixão costumo lembrar aos participantes que como Criadores brilhantes que somos, manifestamos TUDO o que queremos, porém, se não estivermos «em Casa» não há ninguém para receber as «encomendas», e elas ficam a vagar por outras dimensões à espera que as consigamos trazer para a nossa realidade tridimensional.

Estar em Casa é naturalmente estar «centrado» dentro de si mesmo, estar no «Agora», estar no «Ponto de Presença» dentro de nós. Sentindo e Convidando a Essência a estar presente em nós.

A grande maioria das pessoas vive «fora do corpo», literalmente. Normalmente deixa o «complicómetro» (a mente) a funcionar em piloto automático e fica em modo «off» até que alguém lhe dirija a palavra ou dê um encontrão em qualquer coisa. Aí, o corpo faz-se presente através dum dos sentidos, ou acusa a pancada, seja ela qual for.

Esta semana ouvi a confirmação vinda de três importantes fontes, da necessidade imperiosa de estar de facto INCORPORADOS para que as coisas se manifestem NESTA dimensão. Já pensaram nisso?

Kuthumi diz que «é dentro do corpo» que fazemos o encontro com o nosso Espírito, a nossa Essência. É dentro do corpo que somos brindados com os deliciosos «A-Ahs!» do nosso espanto com os «milagres» que acontecem, as sincronicidades. É estando dentro do corpo que sentimos o calor do Amor que a Essência tem por nós, Aspecto Humano. É dentro do corpo que está a «Internal Guide Assistance» para a nossa Integração. Mas nós os «Silly, Silly Humans», insistimos em vagar no espaço, normalmente perseguindo em círculos a nossa própria cauda. (Eu chamo-lhe as redundâncias do complicómetro).

Jean Tinder que pertence ao Staff do Crimson Circle, costuma escrever deliciosas crónicas na revista mensal dos Professores, chamada Inspiring Counscience. Desta vez ela falou justamente sobre aquilo que eu tenho vindo a reflectir ultimamente, ou seja o porquê do falhanço e frustrações com as nossas criações. Ela acabou de descobrir que pensava que estava incorporada, mas só agora se deu conta que era isso mesmo: PENSAVA. Grr.

Para estar incorporado, tem que se SENTIR o Corpo, desde a unha do pé ao topo da cabeça. Sentir a respiração, os músculos e o sangue que corre nas nossas veias, enquanto fazemos a nossa Respiração. Não basta «pensar que».

Coisas que nos fazem sair imediatamente do corpo: Preocupações, cogitações, insegurança, medo, raiva, dúvida, falta de confiança. Preocupação com a vida dos outros, incluindo filhos e familiares chegados. As notícias da TV. Os filmes. Ter «Peninha» do mundo. Fazer de vítima. Em suma, os nossos «jogos».

E para terminar, Garret Annofsky, o companheiro de Norma, brindou-nos este mês com uma magnífica e curta intervenção sobre o «estar dentro do corpo». Onde pensas que vais fazer a integração: TU (Divino) aqui e o tu (Humano) na lua? Os humanos resistem porque a maioria das pessoas não gosta do seu corpo. E resiste, é claro a estar dentro dele. Só o suficiente para as tarefas do dia-a-dia. De resto, o mal estar por isto ou por aquilo faz com que nos refugiemos rapidamente na Pasárgada mental, onde imperam as redundâncias.

As coisas manifestam-se quando a tua Escolha Consciente envolve os átomos do teu Corpo, as células, os órgãos, a pele, a cabeça, tronco e membros, (foste tu que CRIASTE tudo. Pensaste que era castigo de Deus? Hmm. Acorda), as tuas vidas passadas e todos os teus Aspectos. TU, biologia humana por inteiro, a permitires que a Tua Essência te respire a Ti, se funda em Ti. Aqui, no Planeta Azul.

Trancrevo a alegria da Jean:

Queridos amigos, é tempo de tornarem isso REAL. Não é preciso «aprender» mais nada, só a entrar profundamente em TI, e no Teu Corpo. E funciona! A minha vida já começou a mudar por causa das escolhas que fiz em Completude, Confiança e Conexão com o meu Corpo! Afinal de contas, o meu Corpo é a parte de MIM que está aqui na Terra, portanto é através DELE que tenho de tornar as coisas reais.

«NENHUMA escolha se torna verdadeira enquanto não estiveres completamente presente aqui na Terra. Entra no teu corpo. Sente-o. Respira-o. E o teu coração guiar-te-á para um novo mundo, criado inteiramente por TI!»

Capice?




sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Continuas a manter a tua Essência ao Longe?

Kuthumi com toda a sua simplicidade e sabedoria deu no seu seminário «What´s Missing?», algumas «dicas» verdadeiramente estimulantes.

Vou partilhar algumas passagens sobre este tema acima referido.

Os Anjos - homens e mulheres -têm tentado compreender «Deus» desde que saíram do círculo da Primeira Consciência. Vamos olhar para isto agora duma forma diferente:
DEUS tem tentado compreender o Homem!

Breve pausa enquanto contemplas esta afirmação.


Deus tem tentado compreender a realidade em que tu vives, tem tentado compreender a mente com que operas, tem tentado compreender como trabalha e não trabalha a tua consciência. O «Espírito», «Deus», a «Essência», o «Divino», chama-lhe como quiseres, compreende que é TEU. Que és TU.
Esta Essência tem estado à espera de compreender aquilo em que te tornaste, como é que fazes (ou não) escolhas. Quer saber como é estar dentro da realidade física, mas vê bem, ao longo do percurso tu bloqueaste-Lhe o acesso. Disseste: «Essência, Espírito que Eu Sou, fica aí atrás!».

Talvez quisesses que esse teu aspecto humano experienciasse as coisas por si mesmo, sem se lembrar do seu próprio Espírito. Querias ir sozinho explorar a terceira dimensão. Talvez Lhe tenhas bloqueado o acesso porque a certa altura (depois dumas tantas experiências difíceis) pensaste que «não eras digna dele». Pensaste ter feito coisas «erradas», e essa é uma das maiores razões porque alguém pode manter a sua Essência afastada, o pensar que houve uma «ofensa», que o território do seu corpo não é sagrado nem santo, nem a sua mente está «limpa», nem a sua realidade aqui na Terra é«perfeita».
Talvez tenhas pensado que ofendeste o Espírito, que Ele está «desapontado» contigo, que devias ter feito «mais e melhor», e portanto algures no tempo tu criaste uma barreira entre Ele e o teu aspecto Humano, para o resguardares da tua «imperfeição».

Mas olha, TU és perfeita assim mesmo como estás. Não fizeste nada «errado». Talvez tenhas feito umas experiências melhor sucedidas que outras, talvez tenhas estado umas vezes mais consciente que outras. Mas a tua Essência não te sabe nem te quer julgar. Na verdade, vendo o teu esforço e as tuas lágrimas, ela pergunta-se muito seriamente como foi que tu sobreviveste a tanto sofrimento.

Mas ainda agora ELA continua à espera. Agora que já te deste por satisfeita nas tuas explorações da terceira dimensão, sentes naturalmente um «vazio» inexplicável. Acabou o «jogo», foi isso apenas. Amando-te e respeitando para lá de tudo o que possas entender agora- em perfeita Compaixão - a tua Essência aguarda o TEU CONVITE para poder regressar a Ti, Aspecto Humano.

Ela quer saber TUDO sobre ti. Quer vivenciar contigo o calor do sol na pele, o gosto da pasta de dentes pela manhã, a arreliadora pressão duma conta por pagar, o calor do abraço dum filho. TUDO. Mas TUDO mesmo.

Olha, a NOVA ENERGIA, é essa vontade de voltares à INTEGRAÇÃO total de TI em ti.

O que acontece durante e sobretudo depois dessa FUSÃO... ah, isso é o que estamos a descobrir a passo e passo.

Só tenho até agora uma certeza. A coisa mais importante da minha vida é convidá-la a regressar a mim, respirando a minha Essência para dentro de MIM.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Sagrada Casa do EU

A Sagrada Casa do Eu Divino tem estado vazia dentro de nós.
A nossa Essência foi mantida fora de nós durante todo este tempo, (desde que começámos as experiências de incorporação na biologia), porque rapidamente nos demos conta de que viver na Terra gerava experiências muito traumáticas e devastadoras tanto física como emocionalmente. E sempre achámos que a parte mais pura e mais sagrada de nós deveria ser poupada aos horrores dos sofrimentos mais profundos, enquanto explorávamos as potencialidades da limitação.
Mas agora, tantos eons depois, já nos demos por satisfeitos com as situações extremas de carência e dor, e podemos começar a desenvolver mais as experiências prazenteiras que já outrora experimentámos também, a beleza e a alegria de partilhar certas coisas deste nosso extraordinário «Projecto Terra». Podemos viver em equilíbrio e serenidade, usufruindo deste belo Planeta Azul.

E por isso, porque foi afastada da nossa convivência, a nossa Essência não sabe nada sobre nós, sobre este pequeno humano que somos nós, e está desejosa de nos conhecer, abraçar e incorporar também, para terminarmos em maior grau de consciência esta aventura que iniciámos há tanto tempo atrás.

Ela não vem para nos julgar. Na verdade está muito simplesmente fascinada com as nossas «habilidades», e se algo tivesse que fazer - e faz - seria olhar para nós em absoluto êxtase. Ela interroga-se certamente como conseguimos sobreviver a certas coisas, tão limitados nos achávamos no entendimento geral das nossas vivências. E por ter assistido a tantas lágrimas e suspiros que não pôde entender - porque a afastávamos sempre das «desgraças» para não a «conspurcar», Ela está - agora que nos sente mais equilibrados nas nossas escolhas e prontos a avançar -desejosa de conhecer a nossa vida. Desejosa de nos fazer partilhar da sua sabedoria e lucidez, desejosa que nos assumamos como os Criadores que somos realmente e possamos por fim fazer da vida, a grande e tão esperada celebração da Completude.

E tudo o que é preciso é um convite. Convidar a Essência a vir até nós e a incorporar também. Na biologia, no corpo emocional, na mente e nos nossos pensamentos, nas nossas alegrias e tristezas, nos nossos sucessos e nas nossas frustrações. E da maneira mais simples possível: Respirando e Escolhendo.
E ao ousarmos ceder-lhe o bastão do comando da nossa vida, que receio poderemos ter de manifestar o Melhor que há em nós? Com a Sagrada Casa do Eu Divino totalmente preenchida e incorporada, o Anjo Magnífico que somos nós, poderá enfim desfraldar plenamente as suas Asas de Fogo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

«Cow Dung Seminar»

Em Março de 2008 Kuthumi fez um seminário em Columbus, Ohaio, a que deu inicialmente o sugestivo nome de «Cow Dung Seminar», que significa literalmente «Seminário da Caca de Vaca». Kuthumi já nos tinha habituado ao seu humor muito especial, nos poucos channels que tem feito através de Geoffrey Hoppe. Ele empregou esta expressão num desses shouds, para nos lembrar a nossa terrível tendência a nos depreciarnos a nós mesmos. «O que é que Eu Sou? Cow Dung?» Perguntou ele em alto e bem som.
Mas o seminário (o 1º e único que ele fez no Crimson Circle até agora), deixou todos surpreendidos. A verve humorística foi deixada de lado, e Kuthumi fez um dos seminários mais intensos a que já tive acesso. Foi lançado agora com o nome de «What´s Missing?», pergunta fundamental que já comentei nestas linhas por várias vezes.
Trata-se de convidar a tua Essência a partilhar contigo o teu dia-a-dia. A estar presente em Ti. A Incorporar em Ti.
Sempre que estás ocupada a ruminar coisas com a mente... a Essência fica de lado. Sempre que te preocupas com doenças ou o estado das tuas finanças, ou com o relacionamento que não vai bem... a Essência fica de lado.
Ela tem uma infinita paciência e compaixão (Aceitação Total) pelos teus jogos de carência, misantropismo, vitimização, depreciação pessoal. Coloca-se pacientemente de lado enquanto estás ocupada a «sentir» as tuas «misérias». Ela aceita totalmente e sem qualquer jugamento que explores esse campo do comportamento humano da dilaceração dos sentimentos e das sensações. Afinal de contas, tu és um Grande Anjo criador que veio aqui abaixo ao «Projecto Terra» explorar essas potencialidades de interagir com as limitações. Mas ficaste tão viciado que escolhes preferentemente o sofrimento e as restrições. (ainda).

Se ainda te fascinam esses jogos, mesmo que inconscientemente, está muito bem. É a tua escolha.
Mas se achas que já estás diplomada em ferimentos e dores de vária ordem, podes pousar elegantemente de lado essas experiências e fazer a ti mesma a pergunta fundamental: Mas o que diabos é que eu sou? Caca de Vaca? Ou o mesmo é dizer, com uma Nova Consciência: O que diabos falta na minha Vida?? EU... é claro.

E trata de começares a convidar e a sentir a chegada da tua Essência à tua vida.

Não há método. Não há programa. A Integração é pessoal, única e intransmissível. Ninguém pode fazer por ti. Mas não compliques tudo com «floreados» da velha energia.
Tobias, Adamus e o próprio Kuthumi descreveram como chegaram «lá». É FAZENDO. Não há outra maneira. Descobre-se sozinhos.
Podes fazer o pino, sentar-te em lótus, deitada, sentada ou de cócoras. A tarefa mais importante da tua vida é só uma: Convidar a tua Essência a entrar na tua Vida.

A ferramenta da Nova Energia que Kwanin nos deu, funciona maravilhosamente. Respira. Inspira para dentro de ti o Teu EU Divino, a tua Essência. Diz-lhe palavras de amor até que seja mesmo verdade. Chama por Ela. Lembra-te continuamente de a chamares aos mais comezinhos actos da tua Vida. O Espírito não sabe o que são dores de barriga, nem o que é varrer uma sala, nem ter um pensamento de desespero ou de frustração. Isso são coisas HUMANAS.
Mas o que é que estás a fazer aqui??!! Não é a integrar o teu Divino no teu Humano? Então?
Convida a tua Essência quando tomares o xanax, e pode ser que daqui a dois meses já não precises disso. Apetece-te dar um estaladão em alguém? Convida a tua Essência a sentir contigo um pensamento de raiva. Pode ser até que ela ache que se calhar era bem merecido. Fala com ela. (Já agora sem palavras, para ires fazendo o TPC de Adamus. Não sabes como? SENTE, bolas!)

Não há parte nenhuma tua que Ela não queira conhecer e amar. Enquanto fores só humana com uma aurazinha divina, vais continuar a ser muito humana. Mas se OUSARES chamar a Essência e mostrar-lhe terra-a-terra o que é mesmo estar aqui nesta cow dung de vida difícil, Kuthumi garante que vais ter uma grande e grata surpresa.

Gentes! Ele estava na Velha Energia (há 200 anos atrás, quando ainda se andava de mula) e demorou só dois anos a perceber como se faz a coisa. Agora que estamos na NOVA ENERGIA e
somos impulsionados a «pitrol» de foguetão espacial, não havemos de fazer a coisa em dois meses??!!

Eu cá já comecei de verdade, assim que comecei a traduzir o seminário. Demore o tempo que demorar!! Não querem lá ver??!! O que é que EU SOU? Caca de Vaca, não??


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Estás a confiar em ti mesmo?

Trancrevo um excerto do Livro de Adamus «Os Mestres da Nova Energia»:

«O Mestre confia em si mesmo em qualquer nivel concebível, sem ajuda exterior, sem intervenção exterior, e inicia uma firme, ousada e corajosa acção. Ter confiança implícita em si mesmo necessita de um nivel de coragem para além de qualquer coisa que tenhas feito até aqui, na vida. Esta confiança, é a parte principal do ser que é Mestre, pois é confiança em si mesmo, que resulta em todas as outras coisas de que iremos aqui falar, relacionadas com a maestria. Mas, primeiro, tu tens que atravessar esta ponte de confiança em ti mesmo.

Respirem fundo.

Vocês não podem forçar-se a acreditar em vocês mesmos. Não podem exigir isso, não podem fazer planos, nem desencantar programas ou métodos para isso. Isso só acontece quando vocês escolhem. Talvez seja necessário um passo atrás doutro, um degrau após outro, mas vocês vão ver que isso é a maior e mais profunda coisa que já fizeram na vida – este regresso à confiança em si mesmos.

Eu, Adamus Saint-Germain, falo por experiência própria. Eu falo como Mestre porque eu passei por isto. Todos os grandes dons que eu tenho – as minhas magnificentes capacidades, a minha habilidade para manifestar literalmente grande abundância, para manifestrar corpos físicos, ser um grande amante, ter um intelecto para lá de tudo o que possais conceber – nada disto me foi dado nem atribuido. Eu não regateei os meus dons, nem vendi a alma para os possuir. Eu aprendi a confiar em mim!».

Et voilá!

É preciso juntar isto urgentemente aos «Trabalhos de Casa».

Respirar. Escolher. Confiar.