quarta-feira, 10 de março de 2010

Isis Revisitada

O périplo pelo Egipto foi uma jornada de Consciência. Mas foi também um somatório de momentos de «Awareness».
Esta palavra inglesa é difícil de traduzir. Usualmente traduz-se por «consciência», mas ela quer dizer também estar «ciente de», estar «desperto para», estar alerta, dar-se conta. Adamus falou muito de «awareness» neste último shoud, da necessidade de estarmos despertos e cientes de tudo o que nos acontece ou que vai passando por nós. É essencial estarmos despertos, especialmente para o que sentimos, pois o «feeling» é a chave do «dar-se conta» que leva à Integração.

E no Egipto, tudo o que nós sentimos foi avassalador. Para uns mais que para outros, naturalmente, mas creio que todos estávamos despertos para a incessante mexida das energias dentro e fora de nós.
Há 20 anos atrás eu olhava para tudo com olhos profanos, porém lembro-me que tive uma experiência de desconforto imenso no Templo de Filae, dedicado a Isis. Dei comigo inexplicavelmente angustiada e não via a hora de apanhar de novo o barco que me levasse de volta ao hotel flutuante. Filae fica numa ilha a meio do Nilo, perto da barragem de Assuã.

Lembro-me de acariciar os relevos das paredes do Templo e de sentir os olhos marejados de lágrimas e um peso no coração. As figuras recortadas na pedra são duma beleza, duma elegância estonteante. Os contornos dos corpos são revelados através de vestes transparentes magicamente expressas na pedra. Os adornos, os desenhos, é tudo duma elegância, duma delicadeza infinita. Tomei a minha emoção como deslumbramento da alma perante a mão dos artistas, mas tão intensa foi a sensação que ainda hoje me recordo com clareza dos sentimentos punjentes que me surgiram ali, vindos duma sensibilidade profunda e intensa. Um momento de «awareness», de estado desperto, sem dúvida, ainda que eu não soubesse porquê.

Percebi anos depois que fora sacerdotisa de Isis numa vida passada, por sinal uma vida muito rica e profunda, dedicada ao trabalho do Templo. Mas isso não explicava a minha angústia. Como tudo tem o seu tempo, foi necessário encontrar primeiro Norma Delaney e a Respiração da Compaixão, para perceber o resto da história e a razão profunda do meu «desconforto».

Quando observo desapaixonadamente este percurso, percebo quão brilhantes criadores somos, quão cuidadosa e terna é a nossa Essência, levando-nos amorosamente de passo em passo, à medida do nosso despertar, guiando-nos ao encontro dos grandes traumas do passado, para que eles possam ser curados e integrados.
A Escola das Sacerdotisas de Isis começou a ensinar os passos da Integração, a mostrar que o «poder» da cura está em nós e não nos «deuses», começou a ensinar a magia da Respiração da Compaixão. E tão bons resultados advinham dali, que o seu prestígio começou a incomodar os grandes sacerdotes dos templos de Rá, os quais não tardaram em recear uma feroz competição no campo dos óbulos e oferendas e é claro, se apressaram também a denegrir a Escola apresentando-a como uma desleal concorrente ao poder supremo do Faraó, o Sumo Sacerdote da Nação.
Receoso da supremacia moral e espiritual alcançado na Escola de Isis, e ciente do seu inigualável apoio por parte do povo, foram as sacerdotisas exterminadas com requintes de malvadez, violadas, massacradas e mutiladas sob o olhar da sua grã-sacerdotisa, obrigada pela força das armas a contemplar a destruição total dum verdadeiro Templo do Espírito. Diz-se que foram massacradas 6000, em todo o país. A força de Isis recolheu-se, dissolveu-se. Foi o final duma era de iluminação. Mas nós prometemos voltar a pisar aquelas pedras com uma Nova Consciência. E cumprimos.

Só com a luz da nova «awareness» fomos capazes de integrar estes aspectos traumáticos do passado, duma forma serena, suave, sem dramas nem sobressaltos. Foi apenas uma vida, uma experiência. Muitas outras aguardam o mesmo tratamento.

Ao mesmo tempo que respiramos conscientemente para nos conectarmos com a nossa Essência, cada vez mais e mais profundamente, mais cientes nos tornamos das partes e peças que são muito nossas e andam por aí, desligadas de nós. Foram precisos muitos ciclos e muitos milénios para retomarmos o ponto interrompido. Mas que diferença na nossa consciência! Quanta «awereness» conquistámos!

Chegou a era da Integração total.
Chegou a hora da celebração!


sexta-feira, 5 de março de 2010

A Experiência de Sekhmet

5 de Março de 2010

Karnak é um complexo de 29 templos de várias épocas. Muitos deles em reconstrução lenta pelas equipas de arqueólogos de várias partes do mundo.
Há 20 anos atrás, quando lá fui como turista, Karnak era um colosso rodeado de pedras derrubadas à espera de classificação. Mas as impressionantes colunas já estavam lá no sítio, as estátuas e os obeliscos erectos, a imponente entrada ladeada de estátuas mutiladas. Estacionava-se praticamente à porta do monumento, vejam bem.

Hoje está tudo diferente com bilheteiras à distância adequada, tudo pavimentado ao redor, iluminado e ajardinado. O abençoado progresso. Naquela altura, ainda completamente alienada das «coisas do espírito» senti «coisas» tão fortes (mal se começava a falar em «energias»...) que só me lembro de querer sair dali para fora o mais depressa possível. Sei hoje com toda a clareza que tive um encontro de «3ºgrau» com Aspectos meus do passado que permaneciam ali presos das suas angústias e das suas vivências. E se eu não estava pronta para reconhecê-los, muito menos estava para os integrar em Mim.

Por isso esta jornada foi tão preciosa. Estar consciente de tudo (ou quase tudo, ainda) faz toda a diferença. Fomos ali não só absorver o eco dos nossos próprios passos, mas também acordar as energias dos «deuses» com os quais trabalhámos no passado. Eles mantiveram-se ali á espera que um dia os viéssemos substituir nas suas funções. Acordaram da letargia onde foram soterrados e passaram-nos agora o bastão da Nova Consciência. Há deuses novos despertos, pisando as pedras antigas. E as energias soltaram-se, abriram-se, deram-se a conhecer em reverência e celebração. Sim, bastava fechar os olhos e sentir: o chão vibrava e ondulava, o ar soprava bafos cálidos, brisas doces e aromas delicados, o som reverberava por dentro das velhas paredes em resposta ao nosso canto.

Entrámos em Karnak ainda antes do amanhecer, antes que a equipa de arqueólogos franceses recomeçasse o seu trabalho no local, antes que a horda de turistas envadisse o espaço sagrado e em silêncio (98 pessoas em silêncio é mesmo Silêncio!...) e em silêncio deslizámos por entre o labirinto das pedras classificadas até ao pequeno Templo de Ptah vedado ao público em geral, para um encontro extraordinário com uma poderosa energia do passado, de Força e Escuridão.

Um mar de pedras já classificadas, espalhadas em volta, um pequeno templo parcialmente re-erguido, amparado por andaimes e tapumes. Lá dentro um tesouro: a «capela» de Sekhmet, a deusa com cabeça de leão. Tudo escuro cá fora, a aurora começava apenas a fazer-se anunciar, lá longe ainda. Um por um entrámos para um encontro privado com a «deusa». Nada de lanternas.
O lugar tem luz negra própria -à falta de melhor explicação. 3 metros de comprimento por 2 de largura, a porta única de entrada, lateral, à retaguarda. Nem uma janela. Ao fundo, Ela. Uma estátua de granito negro com cerca 1,80 de altura, Sekhmet toda inteira olhando-nos olhos nos olhos. Empurrando um bastão negro e longo na nossa direcção. O ar espesso, morno e perfumado. Uma escuridão de veludo e abraços. Um encontro no Tempo e no Espaço. Uma energia tão negra quanto límpida e envolvente, tão terna... Um silêncio tão fundo! E quando senti que começava a «diluir-me» era hora de dar lugar a outro. Cá fora, ainda em silêncio, estendiam-nos braços para nos recolher da vertigem súbita. Sentávamo-nos mudos nas pedras envoltos ainda em magia e êxtase.

Sekhmet, a Força.
Sekhmet, a Energia que cura e que destrói.
Sekhmet, a Firmeza do Equilíbrio.
Sekhmet, o ardente impulso para a Integração.
Sekhmet, a Fusão da Luz e da Sombra.
Sekhmet estava lá, oferecendo o seu Bastão.
A cada um de nós.


Há 5000 anos atrás eu estive lá. Com medo da escuridão. Rendendo homenagens e fazendo oferendas para aplacar a «fúria» da Deusa. A energia era acutilante e severa aos meus sentidos, sem sombra de ternura. A Deusa era a estátua negra e dura, e as potentes emanações que vinham dela, que vinham de fora de mim. Se fizeres «google» a Sekhmet, vais entender. Era tudo muito mais verdade do que podes ler nas descrições.

Mas hoje... 5000 anos de evolução de consciência depois... encontrei Sekhmet em mim, abri-me integralmente à Luz e à Escuridão que EU Sou, porque tudo é belo e apropriado, a caminho da Fusão dentro de MIM.

O encontro foi todo em Mim.
O ciclo fecha-se docemente, suavemente.

A Vida e o crescer por dentro é toda uma celebração!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Viagem Interior ao Alto e Baixo Egipto

3 de Março de 2010

Acabei de chegar de uma Viagem Interior ao Alto e Baixo Egipto, deixando que tudo em mim fluisse ao ritmo da corrente do grande Nilo. O Crimson Circle organizou uma «peregrinação» pelos locais antigos onde tantos de nós deixámos Aspectos de tonalidades múltiplas, desde os mais feridos e negros aos mais claros, alegres e luminosos.
Foram tantas as bençãos quanto os passos dados pelos velhos lugares de culto. Adamus falou-nos e esclareceu-nos. Foi uma viagem de «recolha de Si Mesmo», um périplo de Integração e Maestria.
Ainda me sinto debaixo da magia e do fluxo indescritível das energias, e portanto pouco propensa a grandes comentários e descrições.

Cumpri a minha promessa feita há milénios atrás, de regressar conscientemente áquele chão do templo de Ísis onde iniciei o reencontro comigo mesma, e donde fui expulsa e massacrada pelo ódio e a intolerância de tempos de escuridão. Revi-me a mim mesma de olhos abertos, pisando o chão sagrado. Reconciliei-me com essa mágoa e chamei-a a mim, aliviado o fardo da minha dor em compaixão e entendimento. Esta é a época da Integração, da Nova Consciência. A época em que prometi a mim mesma completar o ciclo das experiências. E cumpri. Estive lá, de novo, e tão diferente. Tão diferente! Sorrio para mim mesma. Cumpri.

Agora é um tempo novo, uma nova vida. Descobri (ou relembrei) a minha nota musical única, límpida e clara, tal como foi reverberada no âmago da câmara das Iniciações da Grande Pirâmide. Estava lá ainda o meu eco, e o de todos os que se permitirem ouvir. Entrei dentro dos meus próprios passos antigos, vesti as energias que eram minhas e que estiveram ali presentes por tanto tempo. Agora estão dentro de mim. E onde quer que eu vá ou pise, elas caminham agora comigo, fazendo parte de mim. Já não ficaram lá mais, sozinhas, à espera do meu regresso.

O Nilo é tão doce! Fluir na sua largueza de águas e cores, é em si mesmo um acto místico. Respirar ali conscientemente, não é um esforço. É fundir-se no fluxo da maré e do vento, na doçura do ar e no mistério das águas fundas. As íbis voavam por cima de nós em celebração. Os corvos vinham roubar-nos descarados os biscoitos servidos no deck. Vinham ver se era verdade que estávamos ali... de regresso ao local onde emergimos da grande gruta interna.

O grande ciclo fechou-se. Tudo o que eu viver agora será de facto... Novo.

Obi-on!...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sexual Energy School (SES em Lisboa)

Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Na introdução ao anterior Shoud de Adamus, foram referidas como de costume as actividades levadas a cabo por Geoff e Linda por esse mundo fora. Desta vez estiveram no Brasil e na Colômbia onde foi apresentado o seminário «Interdimensional», como lhe chamamos, algo realmente extraordinário e revelador das nossas insuspeitadas capacidades de expansão multidimensional e dos maravilhosos potenciais daí advindos.

Disseram eles (Linda e Geoff) que ficaram surpreendidos com o alto grau de receptividade que tiveram nos dois países, ambos com um número enorme de participantes tanto em S.Paulo como em Bogotá. E fizeram questão de referir que estes dois cursos tiveram duas particularidades. No primeiro país pela elevada presença de pessoas «novas» que foram atraídas, e em Bogotá pela extraordinária preparação dos participantes. E em breve perceberam que a esmagadora maioria dos participantes de Bogotá tinha feito anteriormente a Escola de Energias Sexuais de Tobias, a que chamamos abreviadamente o SES.

Não pude deixar de sentir uma alegria enorme pelo meu contributo pessoal, pois o ano passado estive lá para fazer dois seminários com a minha querida amiga e co-professora Colombiana Hilda Diaz, um de SES e outro de Aspectologia. E foram ambos tão especiais, que voltei lá depois, a seu pedido para o seminário da Respiração e Compaixão, seguido pelo Dreamwalker da Morte. Outros cursos foram lá feitos, naturalmente, durante os últimos dois anos, com outras professoras graduadas (Malu e Raiza). E foi também assinalado que este curso parece ser o que originou até agora, mais intercâmbio de professores de diferentes países. Búlgaros em França, Americanos no Japão e na Venezuela, Australianos na Índia, Eslovenos no Brasil, Portuguesas na Colômbia e em Espanha, etc, etc. Os Shaumbras, meus queridos, vão mesmo ao fim do mundo! Andam literalmente Shaumbras a cruzar os céus e os continentes em todas as linhas aéreas! E o SES é sem dúvida o curso mais popular e mais requisitado de todos!

A maioria dos participantes de todo o mundo, numa espécie de avaliação de dados recente, declarou sem sombra de dúvida que este seminário foi um marco fundamental na sua vida, absolutamente «LIFE-CHANGING».

Eu não só subscrevo essa apreciação, como tenho obtido a mesma opinião expressa pelos participantes dos meus cursos aqui em Portugal, quer com Foelke Feenders inicialmente, quer depois com Tânia Castilho, uma querida amiga que eu vi florescer «a olhos vistos» depois de participar num dos ditos seminários comigo e com a Foelke, tornando-se presentemente a minha preciosa co-Teacher para o SES (e vice-versa, naturalmente, e também para Aspectologia). Por isso vamos apresentar de novo e em conjunto, um novo seminário SES, desta vez em Lisboa, nos dias 19-20-21 de Março de 2010. E estamos a programar para Maio, o de Aspectologia.

Na Nova Energia é absolutamente fundamental ficar ciente das «dinâmicas do abuso», ponto fulcral do SES, que de forma absolutamente maravilhosa nos obriga a encarar este doloroso assunto e nos liberta de forma espantosa para um «ser e estar» no mundo muito mais apropriado, claro e lúcido. Não é pois de estranhar que se distingam as pessoas «antes» e «depois» dum SES. Esse é um facto incontornável. Quem se atreve a deixar-se guiar por Tobias nos meandros desses desequilíbrios dentro de nós, nunca mais é a mesma pessoa.

O que distingue estes cursos da Nova Energia, uma vez mais, é que eles são essencialmente aberturas de consciência absolutamente individuais, onde a experiência desse alargar de vistas sobre a vida ( e a sua espiritualidade) é também absolutamente único e intransmissível.

Por isso lanço daqui o meu convite: se acham que a vossa vida está bloqueada por redundâncias, se o vosso nível de alegria de viver é baixo ou confuso, se vos sentis de algum modo atraídos por este seminário - mesmo sem saber cabalmente «do que se trata»... não tenham dúvidas: É mesmo para vocês! Ousem. Permitam-se ver-se a si mesmos e ao mundo dum modo completamente novo. É impossível não saírem de lá com outro entendimento, outra postura, a menos que vão exclusivamente por «curiosidade», desconfiados (bloqueados), e se mantenham impermeáveis ao imenso desafio de Tobias.

O seu imenso amor guia-nos com mão firme e amorosa para uma luz mais brilhante, um olhar muito mais claro e libertador dos jogos que fazemos connosco e com os outros para mantermos a ilusão da separação, o eterno drama da vítima e do abusador.

Esta é uma formação básica e essencial, a caminho da Nova Energia.

Pode-se chegar lá sem fazer este curso?

Claro que sim, meus queridos. :))
Boa viagem na carroça de bois. Os que já por lá passaram, desejam-vos uma alegre jornada, acenando-vos da janelinha do avião a jacto. Afinal de contas, estamos no século 21. Não querem experimentar??


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O que disse Adamus? Shoud 6

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

O 6º shoud de Adamus foi para mim tremendamente impactante. Tanto que precisei de uns dias para «digerir» o que senti, antes de poder escrever estas linhas e partilhar um pouco o que ali se passou.

Aliás, não vou alongar-me muito sobre o assunto, pois desta vez creio ser mais importante que cada um leia (veja ou escute) por si mesmo e sobretudo... «sinta» ressoar em si mesmo aquelas palavras. Adamus partilha connosco a sua visão clara dos vertiginosos acontecimentos que se sucedem nas nossas vidas agora. Estamos claramente a atravessar momentos absolutamente especiais, únicos mesmo.
Ao invocarmos constantemente a nossa Essência, algo importante acontece: Ela VEM! E ao começar a integrar-se aos poucos em nós, faz com que caminhemos literalmente entre dois «mundos». Estamos a largar conscientemente as amarras à Velha Energia, como barca que parte para uma viagem, e ao aceitarmos em nós algo absolutamente Novo e ainda pouco conhecido, faz com que a viagem seja uma autêntica aventura.
Deixamos conscientemente os «controles», os sistemas de crenças, as «referências» materiais e... espirituais também. Sim, estamos a ganhar outra dimensão dentro de nós. Por isso tudo parece ainda confuso, abstracto, nebuloso.
Os velhos métodos já não funcionam, e ainda não dominamos as novas capacidades. Mas elas ESTÃO lá. Bem como os infinitos potenciais inerentes a cada Criador.

Adamus reitera o quão importante é confiarmos em Nós Mesmos agora. Tudo, absolutamente TUDO é apropriado agora na nossa vida. Desde a aparente confusão mental aos desiquilíbrios corporais (passageiros), desde a perplexidade com a falta de objectivos (ter "objectivos" é tarefa mental que está a ir embora...) até à desconcertante perda do nosso entusiasmo com tudo o que se passa à nossa volta.
Meus queridos Amigos, que alívio!! Eu pensava que estava a «entrar em parafuso» com tantas confusões na minha vida, neste momento. Mas não, assegurou Ele. Estamos no lugar certo, a sentir a coisa certa.
E isso é MARAVILHOSO! Significa literalmente que estamos MESMO a entrar na Nova Energia, onde tudo vai ser diferente. Como evitar pois esta fase de serena mas firme transição para um «registo» integralmente novo?

Todos os exercícios ganham um novo sentido e um novo alento. Invocar a Essência a entrar em nós cada vez mais, respirá-La, absorvê-La totalmente, é a única saída. Quem quer retornar sobre os seus passos? Aliás... é impossível. Então meus amigos, caminhemos para a frente sem temor. Estamos a cruzar o «ponto-limite», aquele que separa o «antes» do «depois», aquele que os Anjos-corajosos atravessam sem pestanejar um só vez. (Porque tremes, carcassa? Não foi para isto que vieste? Então avança, e não olhes para trás.)

Se estivesse lá em Cool Creek Canyon, eu beijaria as mãos de Adamus. Que Mestre maravilhoso Ele é. Quão profundo é o seu Amor por nós e a sua lucidez. Como me sinto abençoada e priveligiada e amparada ao partilhar com Ele e com todos vós estas vivências!... Estamos de facto a viver tempos de excepção!!

E o desafio final que ele nos lançou? Mal posso esperar para sentir!...
(Adamus anunciou que durante o tempo que vai até ao próximo shoud em março, TODOS nós vamos ter uma experiência consciente da Nova Energia, algo que tem a ver consigo mesmo, nada de coisas exteriores. E que isso nos vai deixar completamente espantados e maravilhados).

Are you ready?? Estão prontos??
Precisamos duma cenoura na frente do nariz? Venha ela, meus irmãos, venha ela, e JÁ!!!!!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E que tal começar o seu JORNÁRIO?

Acabei de ouvir Patrícia Aburdene* falar sobre «Journaling» e fiquei a pensar que o nosso Português precisa urgentemente de mais palavras. E como é uma língua viva, só temos de inventar e recriar.
Journal em Inglês quer dizer fazer um «registo pessoal de experiências e reflexões»(1ª entrada no dicionário). Também significa naturalmente «jornal» e «diário». Procurei «journaling», o termo que Patricia usa tanto como substantivo como tempo de verbo, e não existe nem numa forma nem noutra. Pelo menos no meu dicionário americano (The American Heritage Dictionary) que tem mais de 70.000 palavras registadas e actualizadas.

Isso significa que ela inventou (?) um novo termo para descrever maravilhosamente aquilo que nós, na Nova Energia, podemos fazer para conseguirmos um «registo pessoal de experiências e reflexões». A ideia do velho «diário» cheira a bolor, não só pelo conceito mas sobretudo por se tratar dum termo intrinsecamente inexacto. Fazer journaling não é preciso ser diáriamente.

Por outro lado, com a nova consciência que temos, trata-se mais de um diálogo interno sobre a nossa jornada espiritual - o caminho para a Integração - que compreende naturalmente os meandos da dura e áspera realidade terráquea, e sobretudo o que vamos sentindo, experienciando e descobrindo nesta nossa maravilhosa JORNADA.

A CAMINHADA ou JORNADA espiritual de Integração, bem merece um nome adequado. Daí a vantagem do termo inglês «fazer um journal», «journaling» sempre que nos apetece, mesmo que seja só uma vez por mês. Journey em inglês quer dizer justamente caminhar e caminhada de um lugar para outro. Logo, ambos os termos são muito sugestivos e evocativos disto mesmo que estamos aqui a fazer, muito longe do velho conceito de «diário».

À falta de melhor ocorreu-me «Jornário» porque evoca a Jornada também. E «jornalar» é o verbo. Se alguém for capaz de inventar um termo melhor e mais adequado, por favor não hesite. Sou toda ouvidos!

Então, com vossa licença, Adamus sugeriu-nos que fizéssemos um Jornário do nosso percurso. Segundo as suas palavras, dedicar algum tempo a essa tarefa fortalece a nossa conexão com a nossa Voz Interna. Lança clareza sobre as nossas dúvidas, ansiedades e medos, dá respostas às nossas perguntas, e permite-nos avaliar o nosso progresso nesta senda da consciência. Mas há muitíssimas mais vantagens acessórias. Registar as nossas reflexões, sonhos e experiências, permite-nos eventualmente retirar elementos para criar artigos, desenhos, pinturas, textos e livros que nos dê prazer de concretizar e que possam quiçá, ser úteis a outras pessoas. Tudo isso sem esquecer que se trata dum testemunho vivo do percurso dum Novo Mestre, na eventualidade de ser lido por alguém no futuro.

Evidenciei a palavra «futuro» porque no presente, «jornalar» é um acto absolutamente privado. É como escrever uma carta íntima a si mesmo. É mesmo privado. Como não é à partida para ser visto por ninguém, não precisas de te preocupar com a gramática nem com a elegância das frases. Aliás, se gostas mais de desenhar do que escrever, podes fazer a tua B.D. à vontade, sem dares cavaco a ninguém. Só precisa de fazer sentido para TI.
Digo isto muito a sério, porque uma das coisas que me passou logo pela cabeça é que como sempre gostei de escrever «bem», é chato ter razuras no texto. É claro que podes escrever no p.c. se gostares mais. Estamos no abençoado tempo das novas tecnologias. Mas eu pessoalmente gosto mais da caneta e do papel para essa coisa tão íntima. Mas depois de perceber que esse «porém» não passava duma desculpa, quero que se amolem no tal futuro, se houver rabiscos no texto.

Apareceram muitas outras desculpas para não fazer o jornário (nos diálogos do público com Patrícia): já se sabe: o TEMPO em primeiro lugar. Em segundo, imaginem, o MEDO de alguém ler o que escrevemos. E até desculpas esfarrapadas, inacreditáveis, do tipo «dói-me a mão se escrever muito». Bulshit!!, diria Adamus imediatamente.

Se não tens 5 minutos num dia inteiro para TI, andas 24h do dia ocupada com quem?? Aliás, estás neste planeta a fazer o quê??

Se tens medo que o teu/tua partner devasse a tua privacidade, o que raio estás tu a fazer num relacionamento desses, nesta altura do campeonato?? Embarcado numa canoa furada??

Não foi só Anne Frank que ficou famosa pelo seu diário. E Thomas Edison? E Leonardo Da Vinci? Sabiam que o Bill Gates pagou 80 milhões de euros por 18 páginas do diário do Leonardo?
Pensem bem: o que não darão no futuro para saberem como é que nós nos desenrascámos com a nossa própria abundância, por exemplo, mesmo não sendo dotados para o desenho??

E...Ah, antes de começarem, respirem fundo e entrem no Espaço Seguro e Sagrado dentro de vós. Ou querem que o «complicómetro» comece a debitar tolices a granel?


* Patrícia Aburdene publicou o best-seller mundial "Megatrend 2000" sobre o capitalismo consciente. É rica pra burro e shaumbra também. Saravá Patrícia.




terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Mais Difícil Tarefa

Norma Delaney confidenciou em tempos que uma das mais árduas tarefas para ela tinha sido o «apaixonar-se» por Si mesma. Por INTEIRO.

Na verdade temos tantos sistemas de crenças agregados a esse sentir essencial na nossa vida, que «apaixonar-nos» por nós mesmos é coisa que jamais nos «passaria pela cabeça». Literalmente.
Sem dúvida que a «cabeça», a mente, sempre tão ocupada com o bem-estar (ou não) dos outros, não nos deixa muito espaço para sequer imaginarmos isso. E se não são os outros, são os afazeres do nosso emprego, e se não são os afazeres é a religião (ou pior ainda o antigo «despojamento» da velha busca espiritual) que nos tachava imediatamente de egoístas e desumanos. E se não é a religião é a falta de auto-estima que engloba a ideia de que somos «imperfeitos», logo não merecedores de semelhante benesse. Ah, e falta a desculpa dos filhos, dos maridos ou das mulheres, dos avós, das tias solteiras. Delegámos nessa avalanche de gente a prioridade absoluta na nossa vida, o primeiro lugar. Não foi sempre assim? Morremos, voltamos, e o ciclo perpetua-se. Por isso se chama lá nos orientes «A Roda da Vida», o «Karma».

Mas esta vida é diferente. Podemos abandonar com elegância essas velhas crenças que nos foram úteis durante tantas e tantas vidas (tantas experiências), e simplesmente começar a olhar para dentro de Nós.

Quem Sou Eu?

Serei capaz de me ver como o mais corajoso dos Seres que veio até este planeta em missão de reconhecimento, em nome do Espírito?

Serei capaz de me ver como o mais destemido dos Seres que não se poupou a descer ao mais fundo do fundo para ver como é?

Serei capaz de me ver como o mais Iluminado dos Seres, que estando numa dimensão de tremenda dureza e limitação chegou aos pináculos devocionais e excelsos do amor humano Total?

Serei capaz de me ver como o solitário caminhante das Estrelas que venceu a rude Matéria?

Serei capaz de lembrar o meu vertiginoso trajecto de DESBRAVAR CONSCIÊNCIA desde que deixai a Casa do Espírito Único?

Se a magnificência das minhas experiências humanas me granjeou para sempre o reconhecimento e a honra suprema das mais elevadas Ordens dos Anjos (às quais Eu pertenço), porque deixo que a minha mente me continue a achar «pequena», «limitada», «imperfeita»?
Quando, mas oh quando é que eu me liberto deste julgamento acerca de Mim?!

Olha, a Tua Essência não deve nada aos mestres Ascensos. Nem a Buda, nem à Virgem Maria. És TU DIVINA. Só não sabes ainda o Teu Nome. Só não conheces ainda a Tua Doçura. Nem imaginas a Tua Compaixão. Não fazes a mínima ideia da Tua Alegria. Ah, e muito menos da Tua Sabedoria.

Por isso, olha, continua a chamá-La todos os dias pois quando começares a sentir essa Presença na tua Vida, o mínimo que te acontece é apaixonares-te por... TI.

Queres fazer isso agora mesmo, só para TI, ou tens de ir antes mudar a areia do gato?
Tss,tss.