segunda-feira, 17 de maio de 2010

COMPAIXÃO - O Grande DESAFIO

Dizem que para se tornar Bodisatwa, e ter direito a sentar-se à direita de Buda, foi posto um desafio a Kwanin: ressuscitar um pássaro.
A Deusa olhou para o pássaro morto na sua mão e perguntou-lhe docemente se queria viver. A Essência do pássaro disse que sim. E só então Kwanin soprou gentilmente sobre ele a sua cálida Respiração da Compaixão e o fez retornar alegremente à vida.
Esta atitude de respeito absoluto pela escolha de outro ser, chama-se COMPAIXÃO.

E assim, a palavra Compaixão precisa urgentemente de ser reformulada no nosso dicionário.
Os significados antigos eram «simpatia», «pena», «piedade», misturados todos com uma vontade quixotesca e compulsiva de aliviar o sofrimento dos outros. Era o modo antigo de medirmos a nossa real tendência para o «serviço aos outros». Era saber o quão atentos estávamos àqueles que se mostravam de algum modo «carentes» do que quer que fosse, e portanto
mais incompletos e/ou menores que nós.

Esse jogo terminou na Nova Consciência.

COMPAIXÃO -trazida neste novo tempo à consciência humana, uma vez mais, pelo Amor que Kwanin nos tem - significa na Nova Consciência, Aceitação Total e Incondicional do processo de vida de cada ser individual, e do desenvolvimento espiritual respectivo, incluindo as experiências pelas quais passamos, por mais dolorosas e desnecessárias que nos possam parecer.

A Compaixão começa sempre connosco. E já sabemos até que ponto nós temos dificuldade em nos aceitarmos a nós mesmos e a tudo o que escolhemos que aconteça dentro e fora de nós.
Compaixão é observar sem julgar, sem querer emendar nem concertar, sem querer catequisar, mudar ou «trabalhar» de modo diferente. Nem a nós nem aos outros.

Quando compreendemos este novo sentido da Compaixão, percebemos logo porque é que é uma falta de respeito para com os outros acharmos que eles são «deuses escangalhados», inábeis com o tipo de experiências que escolheram para si mesmos, a precisarem de uma «mãozinha» nossa para fazerem as experiências (que são DELES) do modo como Nós achamos melhor.

Vi recentemente uma reportagem na televisão, exemplo maravilhoso a ilustrar esta escrita, feita na sequência duma vaga de frio prolongada na nossa capital, mostrando a distribuição de cobertores e de sopa quente aos sem-abrigo num dado recanto da cidade, por entre os inevitáveis caixotes do lixo. E a repórter estava numa excitação tremenda porque descobrira um belo furo de reportagem, um «drama» fresquinho ali mesmo à sua frente. Uma jovem mulher sem-abrigo, exibia uma barriga evidente de gravidez avançada. A repórter contorcia-se de comiseração, tentado passar o drama e injustiça daquela condição aos espectadores, tecendo considerações sobre o que devia ser feito para subtrair a infeliz futura-mãe ao seu amargo destino, e indicando-lhe logo ali o abrigo mais próximo que estaria desejoso de resgatá-la da rua.
Mas para sua surpresa, tudo o que a jovem disse foi que «aceitava o cobertor a mais que lhe davam, mas estava muito bem onde estava, que tinha saúde e amigos, que nada lhe faltava entre eles, e que não tencionava ir para abrigo nenhum». Um horror. Mais que depressa, a repórter deu o assunto por encerrado e voltou-se para outro ser logo ali ao lado que, esse sim, muito mais promissor em termos de interesse jornalístico, debitava lamúrias «decentes» sobre o seu abandono.

Compaixão. Aceitação total e incondicional das escolhas dos outros.

É difícil de engolir? É.
É difícil de praticar? Não.

À medida que compreendemos a verdadeira Compaixão por nós mesmos, adoça-se o nosso olhar sobre o mundo. Podem chegar-nos lágrimas aos olhos ao vermos quão difícil é a jornada que alguns anjos escolheram para si mesmos. E nada nos impede de os ajudar sempre que eles solicitem directamente esse serviço. Mas a agenda salva-mundo, salva tudo e todos a qualquer preço, pode ser deixada de lado com elegância.
Com uma Nova Consciência: Não temos de carregar os fardos dos outros. Não temos MESMO.


Por caminhos diferentes, oh, anjos de luz, vamos todos um dia por certo, recuperar a memória de Quem Somos.
Mas até lá, cabe aos mais conscientes fazerem o verdadeiro serviço aos outros: descobrirem dentro de si a Divindade unida ao sagrado Humano em nós. Tornarmo-nos o Exemplo. O Farol a iluminar a escuridão dos dias daqueles que escolheram lições cármicas duras para o seu crescimento, e mostrar-lhes como é possível agora, que o Novo Humano-Divino possa viver e estar neste belo Planeta, apenas em Alegria e Celebração. Em perfeita Compaixão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Seulement Pour Le Plaisir - Só pelo Prazer de...

Poderei Fazer Realmente a Escolha Que Me Dá Mais Prazer?
Uma das coisas mais libertadoras que aprendi na Nova Consciência, é que finalmente podemos autorizar-nos a fazer na vida, as escolhas que nos dão mais prazer.
Parece muito básico? Não é.

Basta olharmos para as escolhas que temos feito até aqui, e ver quantas fizemos por condicionamentos vários, por «obrigação», ou porque «parece mal» fazer doutra maneira. Quantas vezes pusemos de lado a escolha mais natural e prazenteira para nós mesmos, em nome dum «sacrifício esperado» por filho, parceiro, familiar ou amigo. Ou muito simplesmente porque achamos que não «temos direito a» ou «não somos capazes de».
Não estão em causa naturalmente as «responsabilidades» que assumimos com outros, em casa ou no trabalho.
Mas as coisas podem começar a deixar de ser feitas por uma suposta obrigação. Podem mesmo. Sem culpas nem remorsos.
Nós somos como aqueles prisioneiros que viveram a maior parte da sua vida entre as grades do cárcere, e depois quando se vêem cá fora, não sabem muito bem o que fazer do seu tempo e da sua liberdade.
Os sistemas de crenças, são espartilhos muito apertados, e as pessoas têm muito medo das mudanças, dos desafios e dos confrontos. Estão mais «seguras» dentro da «caixa» mesmo que esta tenha uma data de grades.
Assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e não ter medo das consequências nem do julgamento dos outros, é um passo de gigante.

Viajando há uns anos, de carro, entre Paris e Chartres, fui abençoada com a visão maravilhosa de um canteiro de lindas flores que fora semeado na berma direita da estrada, por vários kilómetros (2 ou 3). Um regalo para a vista. No final, estava uma simples tabuleta pintada toscamente à mão, que dizia: «Seulement pour le plaisir». Só pelo prazer -(de ver, sub-entende-se).
Fiquei tão tocada pela dádiva dum semeador anónimo cultivador da beleza,
pelo simples prazer que dá olhar para ela, que nunca mais me esqueci. Que lição maravilhosa! (Foi muito mais proveitosa do que percorrer o labirinto de Chartres, na catedral da dita cidade). Que louco gastaria o seu tempo a semear uma beira de estrada rural, senão alguém que valoriza realmente o que é importante?

Quando começamos a descobrir que a coisa mais importante na Integração é o amor que temos por nós, a confiança que depositamos em nós, e a certeza de que os outros não são «deuses escangalhados» à espera de serem resgatados por nós, podemos começar a permitir-nos o prazer de fazer certas coisas, «seulement pour le plaisir».

E se fosses realmente livre de fazeres as escolhas que queres? Das mais sérias às mais divertidas? Das mais tolas às mais sábias? E «Seulement pour le plaisir»?

A cada respiração consciente, compreende que nada te está vedado. Os limites estão dentro da tua cabeça, não do teu coração. E quanto mais dizes sim à vida, mais apropriadas e prazenteiras são as tuas escolhas. E tudo isso, acredita, «seulement pour le plaisir» de existir, de estar aqui incorporado na vida que TU escolheste, em primeiro lugar.
Quando é que te permites deixar de ser responsável pelos outros e passas a ser responsável por TI? Quando é que assumes as TUAS escolhas?

sábado, 1 de maio de 2010

Permites-te Aceitar que Não Há Escolhas Erradas?



Sentidos proibidos,
Multas e Condenações
O Pequeno Eu Humano olha para tudo através dos parâmetros da mente, e na maioria dos casos julga impiedosamente as nossas escolhas. Muitas das nossas «dores de barriga» vêm das culpas, dos remorsos, da sensação de não sermos «merecedores» da felicidade ou de não termos as capacidades devidas para chegar lá. E estou apenas a referir aquilo que diz respeito só a nós mesmos, não estou a considerar as culpas, remorsos, não merecimento e incapacidades no trato e relacionamento com os outros, que é outro capítulo tão grande como o primeiro.

A Nova Consciência lança-nos um desafio: Estás disposto a considerar que não fizeste nunca escolhas erradas? A mente fica logo histérica, não é verdade? E isto, e aquilo, e aquela vez que...?

A Nova Consciência fala de experiências. E vêm-nos logo à ideia uma data de experiências «falhadas«, dolorosas, traumáticas, não é verdade?

É interessante que Adamus tenha falado no ante-penúltimo shoud do Corpo de Consciência, pois é disso que se trata em todo este assunto.
Para aqueles que não leram o shoud, Adamus disse que na Nova Energia deixa de haver corpo-mente-espírito, para o Ser passar a ser simplesmente um Corpo de Consciência.
Se considerarmos a nossa Jornada e o seu propósito - experienciar a incorporação na matéria - e se admitirmos que entrámos num campo de limitação de consciência, podemos deixar ir sem remorsos nem culpas o resultado das nossas experiências. E isso só por si, já colide com muitos dos nossos sistemas de crenças.
Já «A Mãe» dizia no seu belo livro «Preces e Meditações» no dia 24 de março de 1914, o seguinte:
Porém, na presença dum erro ou de um descuido cometido, o verdadeiro pensamento que deveríamos ter não é dizer: «Deveria ter feito melhor, deveria ter feito isto ou aquilo». Melhor seria:«Não estava suficientemente identificada com a Consciência eterna, é preciso esforçar-me para realizar esta união definitiva e integral».

Esta nossa amiga estava lá muito perto! Naturalmente que naquela altura ela ainda identificava a Consciência eterna com o «Amado Mestre» que ela tanto invocava nas suas escritas. E ainda não sabia que não era preciso «esforçar-se», bastava escolher. Aqui se vê muito bem a diferença entre a Velha e a Nova Consciência. A Consciência suprema estava «fora» dela, não era ainda sua de pleno direito.

Quando começamos a Respirar «Compaixão» (aceitação total e incondicional de todo o nosso ser e também de todos os nossos actos) começamos lentamente a perceber que se trata apenas de consciência. Pois à medida que cresce a nossa Consciência, cresce a satisfação e a realização individual com as nossas experiências. E o julgamento dissolve-se, levando com ele as culpas e os remorsos.

A visão alargada das nossas experiências à luz da Nova Consciência causa um grande alívio. Percebemos quão destemidos fomos por ousar todas as gamas da experiência em nome do enriquecimento da Consciência do nosso espírito. Percebemos também porque ele tanto quer incorporar em nós aqui neste planeta para partilhar connosco essa experiência directa. E definitivamente pomos de lado as culpas e os remorsos.
A gloriosa responsabilidade e a escolha inteligente dos actos mais esclarecidos e vivificantes para experiência da vida, traz-nos finalmente uma alegria íntima que raramente desfrutámos. Por isso a Nova Consciência é tão atraente e tão desafiadora.
Quem não se cansou já de viver deprimido?
Ainda achas que fizeste escolhas erradas?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Permites que as tuas crenças mudem?



Reflexão sobre a
Nova Consciência


Uma das coisas mais importantes que acontece com a Nova Consciência é mostrar-nos a que ponto estamos mergulhados em sistemas de crenças restritivos e castradores, incluindo dentro do
chamado «esoterismo» e da «espiritualidade». Assim foi - ou assim deixámos que fosse durante muitos séculos - porque enfronhados que estávamos no jogo da limitação da consciência, tornou-se necessário que alguém nos apontasse o caminho «para o alto», nos mostrasse a saída dos nossos múltiplos labirintos e redundâncias, da nossa perda de referências e até dos nossos esquecimentos. As religiões foram as guardiãs do «mais além do humano», mas confinaram-nos a regras e leis que nos escravizam a dogmas forjados pelos próprios humanos, acenando-nos com castigos e «rejeições divinas» que nos forçavam a ver-nos como muito menores que os seus Deuses. As Escolas de Mistério do passado foram as que estiveram mais perto do caminho da Integração, mas recorreram a instrução mental maciça, aproximando-se cada vez mais ao longo do tempo, duma verdadeira «ciência profana». O «alvo» estava à vista... mas a flecha estava «emplumada» demais.
E umas e outras levaram-nos sempre, vida após vida, a um esgotamento de horizontes, a uma perplexidade angustiante, a uma irremediável decepção.
Esgotaram-nos os horizontes colocando-nos metodologias complexas à frente do nariz, análises exaustivas dos fenómenos para convencer os leigos e os próprios adeptos, um desparrame de informação que os tempos modernos da net levaram à exaustão. E à nossa frente os inevitáveis Mestres Ascensos, os Gurus iluminados, o milenar Deus judaico-cristão, o Alá muçulmano, o Buda e os Avatares, a Deusa e os Arcanjos, e os mais recentes Seres das longínquas estrelas ou dos mais próximos centros intra-terrenos. Um estendal de deuses, todos maiores do que nós.
A «perplexidade angustiante» seguiu-se em todos aqueles que se acharam bloqueados com o exces
so de informação e a incapacidade real de pôr as coisas em prática, pela exacerbada complexidade e impraticabilidade das vias propostas para alcançar a Integração.
A «irremediável decepção» aparece quando o ser se sente impotente para ver a luz ao fundo do túnel.
Tudo isto, meus queridos Anjos, foi absolutamente apropriado. Fascinados com o trabalho mental desde os tempos da Atlântida, era necessário chegar a um ponto de esgotamento tal, que inevitavelmente conduzisse à simplificação total de teorias e métodos. Por isso, quando encontro hoje pessoas fascinadas porque descobriram a Astrologia, a Claire Profet, ou o Guru de Santa Eulália, dá-me uma dor no coração. Como eu gostaria de poupar-lhes um pouco das suas futuras decepções!
Mas não é apropriado alterar uma vírgula dos seus percursos, como bem sabemos, a menos que elas nos peçam. Terão de percorrer por si mesmos a via-sacra esotérica que os levará mais cedo ou mais tarde (quantas mais vidas?) - a chegar a uma Consciência inteiramente Nova. A consciência pura e simples de que TU ÉS DEUS TAMBÉM. Sempre foste e sempre serás.
Só falta assumires-te como tal, e é aí que começam as complicações.
Os sistemas de crenças atacam-nos ferozmente com desmerecimento intrínseco, com falta de confiança própria, com medo de cometer «infracções» ou de«ofender» o Espírito com a nossa «soberba». Pelo que tenho observado e partilhado nestes últimos anos, só conheço um tratamento de choque: entrar na Nova Respiração ou permitir-se passar pela
experiência dum seminário da Nova Consciência. A quantidade de sistemas de crenças que fica logo ali «arrumada» de vez, é claramente superior a tudo quanto eu já vi, lá li, já ouvi e já pratiquei. É um facto incontornável.
Chegar à SIMPLICIDADE absoluta, meus amigos... já é obra! Concordar em entrar nela... é um desafio total. Começar a praticá-la... bem, é a «loucura» total!
Por isso as coisas têm andado a passo de caracol... até à fase em que as pessoas «concordam» em entrar nela. A partir daí, é literalmente entrar num foguetão espacial.

Mas a inércia... a inércia da mudança é terrível. Vencer o fascínio dos mantras e dos rituais, das iniciações e das meditações, é um bico de obra tramado.
Na Nova Consciência estás nu frente a Ti mesmo. Sem enfeites nenhuns, sem Gurus nem redes de segurança nenhumas. Mete medo ao princípio.
Depois... ah, depois embriagas-te de TI, começas a descobrir o que sempre esteve escondido dentro de Ti: Tu, o Eu Divino que quer conhecer e abraçar o Eu-Humano aqui, e quer sentir através de ti o que é estar incorporado a pisar o pó deste planeta azul. Descobres uma alegria nova, ao atirares descaradamente um monte de «proibidos» pró lixo. Descobres um novo sentido para a vida: o verdadeiro.

Mas tirar os teus olhos dos altares, das alturas dos céus ou da «posição mais elevada e esclarecida» ou até «ascendida» dos Gurus que contactas directamente ou através de terceiros, é coisa muito difícil.

Se queres entrar na Nova Consciência, oh Anjo das mil cores, vais ter de responder às perguntas:
Permites que as tuas crenças mudem?
Permites-te olhar para Ti mesmo e saber que tudo o que tu precisas está dentro de TI?

Se estás indeciso, o mesmo é dizer «se ainda não esgotaste o fascínio pelas coisas que achas que desconheces... não ouses dizer que sim.
Sabes, é que se provares desta Nova Consciência, podes até ficar na mesma casa, com o mesmo partner e os mesmos filhos, o mesmo emprego e a mesma família. Mas acredita, TU... NUNCA MAIS ÉS A MESMA PESSOA! :))
Vais até querer entender como foi que sobreviveste até aí.

Esta é a experiência mais radical que existe. Qual asa delta qual nada... frente às tuas Asas de Fogo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A BORBOLETA


A «ferramenta» essencial da Nova Consciência é a Respiração.
É uma respiração consciente sim, mas muito fácil e muito prazenteira. Não tem técnicas nenhumas como o yoga, nem o tantra nem nada dessas coisas. É NATURAL.

Se recuares no tempo até à tua primeira respiração, vais lembrar-te como foi essa invocação da VIDA. Se não tivesses feito essa respiração, não estavas a ler estas linhas. É a respiração de RECEBER a VIDA. Os traumas pelos quais passámos depois, fizeram-nos respirar dessincronizados desse chamamento vital e absolutamente natural. Ficámos com medo de viver a vida, e desde então permitimo-nos receber só um pouquinho, só o suficiente para não morrermos já.

Um dos principais entraves à sua prática é pois a RESISTÊNCIA a introduzi-la na nossa vida comum. Tenho ouvido as desculpas mais «descabeladas» :)) para justificar o boicote a uma coisa tão simples como eficaz. E isso está bem: cada um decide por si mesmo o tamanho da sua passada, o QUANTUM de Vida que está disposto a experienciar neste momento.

A Respiração Consciente trata dum simples convite: Psst! Não queres aliviar o teu fardo? Não queres respirar «em grande» em vez de dares apenas umas «cheiradelas» à vida?

Se começares a respirar conscientemente e a conhecer o «Ponto de Presença» em ti, é certo que te arri
scas a uma mudança radical de vida. E isso, sair da «zona de conforto», do conhecido e do expectável, (ainda que incómodo ou miserento) é algo que nem toda a gente está disposta a fazer dum dia para o outro. Sair do «certinho» da caixa, (lembram-se?) ou até mesmo das dores e restrições conhecidas, é sempre uma aventura.

E assim, estás tu no «quentinho» da tua vidinha «just enough», feita crisálida da futura borboleta. Hibernar é o máximo. Mas até quando?


Permites que a tua vida mude? Ou vais agarrar-te com os dedos dos pés e das mãos ao casulo, com medo de sair cá para fora? Se sim, vais ficar uma lagarta cada vez mais verde e mais gorda, é certo. Mas não passas disso. E mesmo isso... tem prazo. Um dia, ou morres ou sais. Vais ter de ir de medo em medo... até ao último medo. Se não sais... empurram-te. Ou morres e pronto.

Para seres a bela Borboleta de Asas Magníficas... tens de aceitar as mudanças que chegarem à tua vida, através da Respiração Consciente. A Nova Respiração.


Quanto é que estás disposta a mudar? Só 5 cm? Olha, a Nova Energia trata de mudanças Kilométricas.

Vê, a lagarta enfronhada no seu medo, não imagina sequer a maravilhosa transformação que a espera no final da «fase lagarta».


Se te abres a respirar a Vida e a deixar-te respirar pela Vida, sabe que essa Vida, no seu incomensurável AMOR POR TI, só sonha com o dia em que deixes o casulo e ouses desfraldar as tuas Asas de Luz. Tu e a tua vida mudarão de forma absolutamente extraordinária, inesperada, mas muito apropriada.
É claro. Passas a funcionar no «modo» Inteligência Criativa, não mais no «just enough» da lagarta, enroladinha na sua dormência.

Psst!.. Não queres abrir uma janelinha na caixa?

Respira Sim à Vida... Sim... Sim!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Publicação do meu Primeiro Livro


INTERVALO PARA CELEBRAR!!!

O meu gosto pela escrita acaba de dar os primeiros frutos. Este é o meu Primeiro Livro, um romance histórico passado no séc.II a.c. , na época dos primeiros Lusitanos, e imediatamente pré-Viriato, para aqueles que se interessam pelos pormenores. Conta a vida duma Sacerdotisa nas 3 etapas lunares clássicas: A Jovem - A Mãe - A Sábia.

Partilho convosco que foi maravilhoso escrever este livro, canalizado pelo meu Eu Sou, sem dúvida. É que quando eu comecei a escrevê-lo não tinha a menor ideia do que se ia passar, não tinha construído nenhuma história, nem sabia que personagens ia encontrar. Sentei-me e literalmente pus os dedos no teclado e deixei começar a fluir. É certo que tinha algumas «dicas interessantes» de vidas passadas, e isso é tudo o que importa dizer. Lembro-me que no final de cada capítulo eu perguntava a mim mesma o que se iria passar no capítulo seguinte. Enfim, foram alguns meses de estado de graça e a escrita fluiu muito simples e muito natural.

Contente com a minha obra, pus-me em campo a tentar arranjar editor. Enviei o livro a alguns editores e esperei para ver o que acontecia. Um deles declarou que queria publicá-lo logo que lhe fosse possível, o que me deixou muito feliz. Chegamos a combinar pormenores da edição e do lançamento. Mas passaram quase 2 anos... e nada. Era para o Natal, depois para a Páscoa, depois para o Verão... e para o Natal de novo. Enfim, tive de perguntar o que estava a acontecer e foi-me dito que a empresa estava «nas lonas» e só publicava agora nomes conhecidos com venda limitada mas garantida. (Vendo aquilo que eles continuam a publicar... não admira que estejam aflitos. Adiante!)
Balde de água fria. Logo mais recebi a resposta doutro editor entusiasmado: o livro tinha potencial de «best-seller»... mas as condições do contrato, como novata nas lides, eram simplesmente atrozes.
Resumindo: todos gostaram, todos adorariam publicar... mas nada. Todos avançavam e depois inexplicavelmente recuavam sem nenhuma explicação. (Quem, mas quem é que em tempos de crise deixa fugir um «potencial best-seller»?!!) Era esquisito demais!
Entretanto pus-me a escrever outro (que está em fase de revisão) e o tempo a passar.


Numa das minhas idas aos Estados Unidos, (abençoado Kauai do outro lado do mundo, do outro lado de Portugal - Anu Tea, lembram-se?) tive a sorte de poder fazer uma pergunta directa a Tobias e recebi esclarecimentos sobre isso: O livro já está impregnado da Nova Energia, e não admira que os editores se sintam imediatamente atraídos, mas também imediatamente rejeitem inconscientemente uma Energia tão Nova. Aconselhou-me a usar a publicação na net, pois ela já veicula a Nova Energia e o livro chegará aos leitores que estão sintonizados com ela. Voilá!


Foi pena Tobias não me ter dado logo o nome do site onde podia ter publicado (:)), pois tive de esperar mais uns meses até ir à Colômbia e receber essa informação através dum dos meus estudantes de SES. As voltas que o mundo dá!... Abençoada seja Bogotá para sempre e o SES também!


Como se tratava dum site americano (www.lulu.com) e há muitos Shaumbras à espera de ler a minha "obra de arte", dei o livro para tradução em inglês. Demorou cerca de um ano, mas já está! E está óptimo. (Bom trabalho, Tânia!)

E a mesma altura em que recebi o texto já traduzido, trouxe-me «por acaso» uma boa amiga uma revista de negócios com uma referência a uma recente editora on-line em Portugal. (Boa, Aline! Muito obrigada mesmo, por TUDO!) Foi preciso re-desenhar a capa e os mapas que existem no interior (em português e inglês, está claro - Obrigada, Pedro Elias!). Mas também já está. Tarãaamm...
E assim, tenho o prazer de anunciar que já está disponível para quem quiser ler, tanto em e-book como impresso a pedido, o meu Livro «A Sacerdotisa das Águas»:

eBook : www.bubok.pt/libros/1259/A-Sacerdotisa-das-Aguas

livro encadernado: www.bubok.pt/libros/1246/A-Sacerdotisa-das-Aguas

Não é um livro «espiritual» nem «esotérico» no sentido da Velha Energia. É uma vida que flui e um ser que se observa a si mesmo dançando com a Vida, interagindo com outras pessoas. Porque ele saiu de dentro de mim, é um espelho dos meus próprios padrões de comportamento, e foi sumamente interessante para mim ver como em geral - os Anjos que nós somos aqui em experiência na Terra - tendemos a recriar vida após vida os mesmos desafios e experiências. E sobretudo como vamos construindo dentro de nós, lentamente, abnegadamente, esse Templo de Consciência que nos trouxe até aqui.

Um livro que se entrega ao mundo é como um filho que parte de nós, disse alguém e eu subscrevo inteiramente. Está aí esse filho do meu coração, para quem quiser abraçá-lo.

Eu respiro fundo e deixo-o ir de mim... sorrindo.

Espero que sintam tanto prazer ao lê-lo como eu ao escrevê-lo!...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Convidar a Essência


Perguntam-me como se contacta a Essência.

Sabe, Dear One, que nesta incrível Jornada de Limitação, confinado que estavas a um recipiente biológico, (tu Humano), em grande Amor pelo Espírito - (TU, Espírito) - permitiste-te o maior leque de experiências possíveis, dentro desta preciosa Barca Azul. Cedo descobriste que a matéria pode ser dura e cruel, escorregadia e redundante, e sem perderes a coragem empenhaste-te em continuar as tuas experiências. Algumas foram tão duras que não aguentaste muito tempo incorporado na tua biologia. Outras foram absolutamente fascinantes, longas e prazenteiras. Mas as experiências difíceis deixaram em ti um sabor tão amargo, uma dor tão funda, que achaste melhor tapar caridosamente os olhos à tua parte Espírito - tão pura e tão inocente - e mantê-la bem afastada do campo dos sofrimentos. «Não vejas, não olhes, não ouças. Isto aqui é feio, escuro e assustador. Mantém-te longe de mim, bem longe do meu lado humano».

Sabe, amado, que se te achas cansado agora, eons depois de teres começado esta Aventura, confuso sobre o sentido de tudo o que experienciaste, desiludido na tua busca dum Deus que é só uma figura mental com atributos humanos -que tu mesmo inventaste - sabe que chegou a hora de recuperares a memória de TI.
A Essência continua lá, respeitando e aceitando integralmente a tua magnífica e corajosa parte Humana, que lida directamente com o campo das experiências terrestres.

Amando-te mais do que se poderá alguma vez descrever, Ela, a Tua Essência, jamais interferirá com o processo humano que desenvolves em favor do Conhecimento Global do Espírito, sem que tu expressamente a convides a participar inteiramente desde agora, na tua vida.

É muito simples. Recolhe-te num sítio que gostes. Fecha os olhos e SENTE. Respira conscientemente e sente o ar dançar dentro de ti, descendo dentro de ti, até mover o teu ventre. Lembras-te do 2º chacra de antigamente? O chacra da Criatividade, da Vitalidade - voilá, o lugar onde a Essência (o Deus-Criador) se conecta contigo.
Não sabes como? Simples. Observa uma criança dormindo. Ou um gato. A respiração é rítmica, lenta, sem pausas entre inspiração e expiração. Inspira e expira pelo nariz. Essa é a Respiração Natural. Todos nos dessincronizámos a partir do primeiro medo, da primeira dor ou mágoa profunda. Suspendemos a respiração em grande susto e passámos a hiperventilar acima do diafragma. Se assim decidires, escolhe regressar ao que é natural.
Respira ao teu ritmo, serenamente, sem esforço algum. Em breve notas uma Quietude especial que invade o teu Ser. Estás na tua própria PRESENÇA SAGRADA. A biologia é dual, feita de acções e reacções contínuas (químicas, eléctricas, mecânicas), não sabe o que é Quietude. As tuas energias estabilizam. Esse é o PONTO DE PRESENÇA em ti, o teu Espaço Sagrado.
Agora, fala a partir do teu coração: «Essência de Mim, convido-te de volta para mim!». Pronto, já está.

Quando abrires os olhos pela manhã diz simplesmente nas tuas palavras: «Essência, convido-te a estares presente em todas as experiências deste meu dia». Inventa tu as palavras. Não precisas de repetir 3 vezes. Ela não é burra nem surda. E está desejosa de regressar a ti! Precisa apenas de perceber que o convite é sincero e claro como cristal. Ela não sabe o que é ser humano, mas lê as tuas energias como num livro aberto. Portanto, amado, só não virá a ti se te «ler» confuso, indeciso, medroso. Ou a fazer jogos de novo. Então, esconder-se-á de novo de ti, na concha que lhe preparaste intencionalmente e conscientemente, obedecendo ao teu requisito.

Quando lavares os dentes, convida-a a saborear contigo a pasta de dentes. Toma banho com ela. Fá-la cheirar e provar contigo o café da manhã. Veste-te com ela. Anda de metro com ela. Lê o jornal com ela. Trabalha e almoça com ela.
Quando te irritares, chama por ela. Se sentires vontade de esganar alguém, fá-lo na presença dela. Ser humano só, às vezes é chato mesmo, e ela adoraria perceber como te sentes. Convida-a para as coisas «menos boas», tanto como para as coisas «boas». Para ela a experiência dum abraço, é tão deliciosa como a chatisse duma fila de supermercado. Tudo é novo, tudo é apropriado, nem bem, nem mal. Tu humano, és a parte do TODO que sabe deslizar com mestria por entre os afazeres e experiências da Terra. Ela segue-te fascinada.
Faz amor com ela presente. Vê um filme. Ri ou chora na presença dela. Faz jogging com ela ou deita-te a preguiçar na presença dela.

A Essência és TU. A forma mais Pura, mais Sensível, mais Inteligente e Sábia de TI.
Chama-a simplesmente de volta a TI.
Respira conscientemente, docemente... uma vez... duas ... três... mil.

Ah, sem joguinhos nenhuns!
Se ela te apanha a quereres negociar, ou controlar, ou a pedinchar... Ela sorri simplesmente, em profundo respeito por ti e recolhe-se de novo lá longe: «A parte humana deste Ser está ainda ocupado com os jogos da sua experiência. Ainda não é a hora da reunião final. Vamos esperar mais um pouco».

Mas se o teu convite é sincero... coisas incríveis começam a acontecer. Mas isso só TU Inteiro é que sabes.

Sente isto: Como será um Humano-Divino, totalmente Integrado e Incorporado, aqui mesmo , vivendo livremente à superfície da Terra?


Dear One, a Essência está aí... à distância duma Respiração...
Manda-me notícias...