terça-feira, 22 de junho de 2010

Escolher Sem Medo

Falei há dias com uma pessoa «muito certinha», muito «pés na terra», nada de «passos maior que a perna». Já não é filiada na religião feroz do «ver para crer», mas ainda é adepta ferrenha do «nós temos responsabilidades (leia-se condicionantes) para com ou outros a que não podemos fugir», por exemplo. Foi um diálogo de certo modo surrealista, porque os meus parâmetros neste momento não têm correspondência no mundo dos «muggles», sem desrespeito algum por nenhuma das partes.
Mas essa «cortina» que havia entre nós e nos punha cada um a falar estrangeiro para o outro, serviu-me para ver com nitidez uma coisa: o quanto «eu» mudei nestes últimos 5 anos. Minha nossa, mas que grande diferença!!
Tentar mudar as crenças dos outros, é realmente uma tarefa totalmente insana. Sosseguem, eu não fui por aí. Já deitei fora a agenda salva-mundo, Deus a tenha em eterno descanso. Limitei-me a afirmar claramente as minhas novas convicções, com uma paixão (e alegria!) genuína. E já não me importa o que os outros pensam de mim, quando dou testemunho de MIM.

Daí a pergunta: Sabendo que de tolo não passas para os outros, o que mais te impede de fazer escolhas conscientes?

Sabendo que se seguires o que «sentes» no teu coração, o que faz sentido para ti e ressoa dentro de ti, sabendo que o atreveres-te a escolher a tua própria alegria te pode acarretar ser posto de lado como louco, irresponsável, mal orientado, hipnotizado, ou até mesmo tendo "parceria com o diabo em pessoa"... o que hás-de fazer? Dar ouvidos ao medo dos outros? «Empatizar» outra vez com os seus velhos sistemas de crenças? Voltar à estaca zero?
Nada disso é possível já, bem sabes. Nunca mais.

Então, se o mundo acha que tu és louco de qualquer maneira que coloques essa questão, porque hás-de preocupar-te com o que os outros acham da tua loucura? Não é de todo, assunto que te diga respeito. Por isso segue em frente e não olhes para trás.

Mais do que nunca o processo é só TEU. Tão privado, tão pessoal, tão único quanto possível.
Lembra-te, tu estás a inventar um Caminho Novo. Não tem mapa. Não tem manual. Não tem Gps. O caminho está a surgir literalmente por debaixo dos nossos pés. Até aí, ainda não existia. Uau, que frisson!!

Dear One, escolhe conscientemente como queres que seja a tua vida, sem medo nem culpas de espécie nenhuma. Escolhe BIG, XXL, o maior que houver. Se escolheres a partir da tua Essência Divina, só para ti, o que achas que vai acontecer?

Sente isto. Respira isto. Observa isto.
Até que ponto confias nessa Essência que tens dentro de ti?
Melhor: até que ponto
acreditas mesmo que podes escolher o que queres para ti???????

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Escolhas Conscientes


Adamus encoraja-nos a manifestarmos a nossa vida segundo os nossos sonhos e desejos. Há 10 ou 5 anos atrás isso parecia uma coisa irreal, uma aspiração utópica, um sonho belo e impossível de realizar.
Saltavam à vista as nossas limitações, os condicionantes cármicos, a prisão do despojamento e do serviço aos outros, sempre postos à frente de nós mesmos. Já nem falo da missão «salva-mundo» e da «missão 5ºImpério» da nação Portugal. Onde isso já vai, benza Deus todas essas nossas alienações!...
Mas hoje, com a Nova Consciência acelerada e expandida, sabemos sem sombra de dúvida que manifestar a nossa vida segundo os nossos sonhos e desejos é algo muito real e perfeitamente ao nosso alcance.

Tens que «limpar» muita tralha dentro de ti até ficares suficientemente vazia para começar do zero? Tens.
Tens que deitar fora toneladas de crenças velhas? Ai, tens, tens.
Tens que renunciar ao conforto da «protecção» dos anjos e das «hierarquias? Sem dúvida.
Tens que crescer depressa e assumir a total responsabilidade pela tua vida? É claro. Senão, o que é que estás a pensar que fazes aqui, na Nova Consciência?

Tens medo de começar a escolher? É natural. Estás enferrujada, não tens prática nenhuma.
E se escolheres mal, o que é que acontece? Aprendes mais depressa quais são as tuas «verdadeiras escolhas», mas sem medo, porque um Criador faz... e desfaz sem complexos.

E se as tuas escolhas afectarem os outros? Aí tropeças no «1º mandamento» das escolhas conscientes: Quando escolhes conscientemente, escolhes só para ti. Para a TUA vida. Não sabes que é uma falta de respeito querer escolher pelos ou para os outros? É mesmo.

Então e os que são casados e querem coisas diferentes? Pois. O que é que estás a fazer numa relação onde cada um puxa para o seu lado? Se fizeres as escolhas certas para TI, a tua vida harmoniza-se apropriadamente. APROPRIADAMENTE. O teu Espírito não tem nada de burro, ama-te para lá de tudo o que possas imaginar, e sabe como levar as coisas certas à tua vida.
Se houvesse «mandamentos» nesta coisa das escolhas conscientes, eu diria que o seguinte é «saber receber sem medo». Porque na verdade, tens de estar preparada para que as coisas comecem a mudar. Se receias mudanças (sejam elas quais forem), então para que é que escolhes? Deixa-te estar onde estás, muito quentinha na tua inércia. Não é bem nem mal, só demoras mais uns mileniozitos a chegar lá. Sabes? O teu Espírito é muuuuuito paciente. Só ele é que tem pachorra para as tuas hesitações.

Mas se fazes parte do «bando dos loucos» que querem à viva força avançar na senda da Integração, vais ver que fazer escolhas conscientes é muito divertido. Vai cair-te o queixo de espanto com as coisas que acontecem.
Começa por respirar a Presença da tua Essência. Escolhe com clareza e simplicidade. Sente a energia já presente no teu campo de realidade. E larga, deixa ir a tua escolha.
Confia em TI, e vê como o Universo se põe em bicos dos pés para te abençoar com as tuas escolhas conscientes...

Como é que diz Adamus? Um dia vocês vão ficar zangados com vocês mesmos por terem demorado tanto tempo a fazer uma coisa tão simples.

Gentes, abaixo o «complicómetro» nas nossas vidas!!

sábado, 12 de junho de 2010

Quem cria a Tua Realidade? (II)


Um dos passos de gigante da Nova Consciência, é perceber claramente quem cria a nossa realidade.
Enquanto formos «vítimas» de alguém - dos familiares, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos e desconhecidos, estamos claramente a apontar na direcção errada.
Por muito que nos custe reconhecer, Quem cria a Nossa Realidade... Somos Nós. Tudo. Absolutamente tudo. Sem nenhuma excepção.
Neste Syncrothise da Nova Energia, que estou a descobrir de novo, Adamus entra «a matar». Como queres fazer escolhas conscientes, se achas que és o joguete de forças exteriores a ti, que governam a tua vida?
Não adianta arranjar desculpas nem fazer como a avestruz, que esconde a cabeça no chão para não ver o que vem por aí.
Estás pronta a aceitar que tudo o que tens neste exacto momento na tua vida, foste tu que escolheste?
Não foi «castigo» de Deus. Seguramente conheces o velho resmungo «Que mal fiz eu a Deus para merecer isto?». Não se trata de merecer ou não. Trata-se sim de escolhas conscientes ou inconscientes.
O que é que isto te diz?
Muito simplesmente que está na hora de começares a escolher mais concientemente as coisas que queres que aconteçam ou apareçam na tua vida.
E olha... não basta «querer».
Se as coisas que «queremos» se manifestassem só com esse pensamento, estávamos todos numa santa paz. Por aí já vês a distância que te separa do que «queres» e do que «escolhes».
Bem, meus amigos, a distância é abissal.

E o que é que andas cá a fazer neste momento - neste exacto momento aqui na Terra - senão a descobrir urgentemente como se fazem essas escolhas conscientes?

(Se continuares a preferir pôr velinhas a Nª Sª de Fátima, também está bem. Os padres agradecem imenso. Agradecem menos se só esfolares os joelhos na passadeira de mármore que vai até à capelinha das aparições... Bem, não vamos por aí adiante. O «ponto», é que não há ninguém para escolher por ti. Não há mesmo).

Como se fazem escolhas conscientes?
Não vou poder debitar o Syncrothise completo aqui nestas linhas. Aliás, nem adianta. Porque reconhecer que criáste tudo na tua vida é apenas o primeiro passo. Vem muito mais por aí! Chumbo grosso, mesmo. E para isso precisas de estar num espaço onde te permitas ficar sozinho em frente de um grande espelho, que Adamus segura com firmeza na frente do teu nariz.
Uma dica: Respira.
Respira conscientemente como se disso dependesse a tua vida.
Porque na verdade, depende mesmo.
«Sobreviver»... todos sabem.
Mas VIVER, meus amigos, viver em Soberania e Completude... só os Mestres.
Que tempos maravilhosos estes! E que desafio!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O NOVO DESPERTAR


Neste último «Shoud» Adamus perguntou a várias pessoas o que tinha levado cada uma delas ao «despertar» (espiritual - subentende-se). E houve várias respostas: Uns disseram que foi a «curiosidade», outros o «cansaço com o drama permanente da vida», outros ainda que tinha sido a vontade de «se encontrar», de «regressar de volta a si mesmo», ou ainda de «preencher um vazio inexplicável na sua vida».
«COMO» foi que chegámos lá, acho que já não interessa muito. Chegámos, duma maneira ou de outra, pois a nossa Essência marcou, com a nossa conivência, um tempo apropriado no tempo para o inevitável tropeço com a nossa própria verdade.
Quando olho para mim mesma, acho que foi o somatório de todas essas razões, mais a noção muito firme de que se não houvesse «mais nada» para além da insuportável monotonia a que a minha vida tinha chegado, mais valia eu «ir embora daqui». Nem são precisos mais comentários, pois inúmeras pessoas fizeram exactamente este mesmo percurso e sentiram essa mesma agonia.
Mas aquilo que eu observo quando olho para trás, é uma espiral em crescendo daquilo que eu inicialmente pensava ser «o despertar».
Adamus põe nomes às fases sucessivas:
1-«O Fruto da Rosa» - (o tal «como» se começa o processo, o «click», a abençoada «rampa de lançamento», ou o mais prosaico «pontapé no traseiro»).
2- A fase do «Ouch!» (em português seria mais ou menos: Ui, e agora?) Muita gente ainda anda aqui enredada. É a fase do «querer saber tudo», da leitura desenfreada de TUDO o que aparece, dos cursos que vão desde o reiki aos retiros de silêncio, passando pelas taças tibetanas, pelo culto das Hierarquias e pelo fascínio dos gurus - Todos, sem excepção. Tudo o que engorda a mente e a mantém afastada da fase seguinte.
3-A fase do «Meld» (meld em inglês tanto significa «mostrar ou exibir o jogo», isto é assumir as cartas que se têm na mão, como significa também «absorver, depois de misturar vários ingredientes»). Tanto uma como outra definição, dariam uma razoável tradução portuguesa tipo «fase do Assumir». Aqui sabe-se que a coisa é «real» e que já não há volta atrás. Acaba-se a ingenuidade e os «enlevos» com a «instrução». E é aqui, sem dúvida, que começa a «verdadeira aventura», quando se descobre a doçura do «apaixonar-se por si mesmo».
4-Mas antes do salto definitivo para a Integração Total, vem a fase do «Sans» (em francês, «sem nada»). E aqui, com vossa licença, é que é mesmo «lixado». As distracções são imensas, a par da horrível tendência para se «aborrecer» de verdade, com a aparente inércia das coisas. Apetece-me gritar «Ó da guarda!», mas não há ninguém que responda. Sinto-me «encalacrada» com tanta «sabença». Tive a sorte de poder perguntar a Adamus, na Roménia, como se sai dessa enrascada. sabeis o que ele disse? Foi mais ou menos assim: Sai da mente, e diverte-te a PRATICAR.
Faz sentido para vocês? Pra mim faz, mas custa pra caramba! Logo agora nos «finalmentes» é que parece tudo «emperrado».
É certo que eu não trocaria esta fase por nada no mundo(Quêê? Passar OUTRA VEZ por tudo isto??!! Bolas!...), mas tem dias que me apetece gritar.

Diz-me lá tu: Estás «meld» ou estás «sans»?
Olhem lá gentes, há para aí algum «sans» a «apanhar bonés» como eu?
Venham de lá esses ossos. Olha, conta-me tudo, para eu saber como te estás a safar.
Ai se não fosse a Respiração Consciente... Chiça!

domingo, 30 de maio de 2010

Revisitar a Transilvânia com uma Nova Consciência


Quando chegamos a Bucareste, os taxistas gostam de saudar os turistas com um caloroso «Welcome to Dracula Land!» (Benvindos à Terra do Drácula). E essa saudação ridícula dissolve-se pouco depois na luminosidade ambiente, na verdura exuberante das matas e jardins que existem por todo o lado, pelo menos no maravilhoso trajecto entre o aeroporto e a «baixa» da cidade. Um mar de verdes. Desta vez o seminário para Treino de Professores de Synchrotize, (New Energy Synchrotize de Saint-Germain) até era mesmo na Transilvânia, em Poiana-Brasov, 180 km a norte de Bucareste, e a uma escassa quinzena de kms do célebre Castelo do Drácula, situado em Bran. Poiana é uma estação de esqui encarrapitada nos montes Cárpatos verdejantes, ainda com restos de neve nos picos mais altos, e extensos prados enfeitados pelas flores silvestres de Maio. Lindo.

Uma vez mais senti que outra peça do puzzle se encaixava nesta aventura suprema de recordar Quem Somos, ao aprofundarmos todos juntos os meandros das nossas «Escolhas». Não me tinha dado conta há 3 anos atrás da intensidade deste seminário.

Porque tudo trata de escolhas e do quão sinceros somos ao fazê-las, estes cinco dias de reclusão na montanha obrigaram cada um de nós a uma reflexão profunda sobre o real «ponto da situação» das nossas escolhas íntimas. Foi difícil passar pelo Treino apenas com o olhar do Professor que vai pôr à disposição dos estudantes estes materiais, pois a tendência era envolvermos-nos irremediavelmente no processo particular que decorria dentro de cada um de nós.

Tal como assumir a Maestria diz respeito apenas a cada um de nós, fazer as Escolhas Certas é em primeiro lugar um exercício muito privado e particular desta Nova Consciência. Por isso interessa imenso ter clareza total sobre o que tem impedido que façamos as escolhas certas na nossa vida, sobre a qualidade das próprias escolhas, e sobretudo o que fazer para nos assegurarmos de que vamos manifestar exactamente aquilo que escolhemos. É um olhar alargado, incisivo e franco ao mesmo tempo, sobre o que nos vai no íntimo, sem qualquer possibilidade de utilizar «jogos ocultos» nem «paninhos quentes» para encarar as nossas reais experiências. Exige tremendas doses de coragem e honestidade. Na verdade, tive de reconhecer que eu subestimei a intensidade e profundidade desta abordagem de Saint-Germain sobre o tema que ele mais expande ultimamente - as nossas escolhas - ou então, «não estava ainda suficientemente consciente» na altura em que fiz o seminário, há 3 anos atrás, para me aperceber de tão importantes nuances.

E com o cerrar deste círculo dentro do círculo, é pois com prazer que anuncio poder proporcionar também aos «estudantes» da Nova Consciência, mais uma abordagem, mais uma ferramenta de Integração. Tenho agora pela frente a tarefa de traduzir e legendar os dvds, de modo a disponibilizar a todos -falantes e não-falantes de inglês - estes maravilhosos materiais.
E a par das sessões individuais de Respiração e Integração, estou agora habilitada a fazer sessões individuais de «Synchrotize».
Pelo testemunho que deram Geoff e Linda dos resultados obtidos com este seminário, só comparáveis ao «life-changing» do SES (Sexual Energy School), posso deixar aqui a mesma pergunta crucial:
Quanto estás disposto/a a mudar a tua vida?



Ps- O castelo do Drácula em Bran é um desapontamento. Ainda bem que só gastei 20 lei de entrada(5€) para 1 rápida e cansativa hora de tédio!

sábado, 22 de maio de 2010

1º Encontro de Celebração

1º Encontro da Nova Consciência - A Celebração

Já estou habituada. Vermo-nos, reconhecermo-nos e amarmo-nos! É assim nos 4 cantos do mundo.
Todos temos algo que faz com que basta olharmos uns para os outros, para sabermos que somos velhos amigos e conhecidos, e começarmos a falar como se tivéssemos interrompido a conversa ontem mesmo.
Que entusiasmo, que alegria... e que energia! Em vez de 2 horas foram quase 3 e meia, e foi com pena que nos despedimos até à próxima. Ficou tanto por dizer e partilhar!
De uma coisa estamos todos certos: TODOS estamos a passar pelos mesmos desafios, a ter os mesmos «problemas» na Integração, todos estamos a sentir-nos um pouco isolados, mas a passar sem dúvida pela melhor época das nossas vidas!! Ninguém quer trocar este tempo por coisa nenhuma. Estamos TODOS a adorar estar ainda aqui neste Planeta Azul, a recuperar a memória de Quem Somos. Não é absolutamente FANTÁSTICO??
O próximo Encontro já tem data: 24 de Junho, 5ª feira entre as 20:30 e as 22:30h. Local e hora a confirmar logo que possível.
Oh-Bi-Ahn, Caminhantes! Até breve!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

COMPAIXÃO - O Grande DESAFIO

Dizem que para se tornar Bodisatwa, e ter direito a sentar-se à direita de Buda, foi posto um desafio a Kwanin: ressuscitar um pássaro.
A Deusa olhou para o pássaro morto na sua mão e perguntou-lhe docemente se queria viver. A Essência do pássaro disse que sim. E só então Kwanin soprou gentilmente sobre ele a sua cálida Respiração da Compaixão e o fez retornar alegremente à vida.
Esta atitude de respeito absoluto pela escolha de outro ser, chama-se COMPAIXÃO.

E assim, a palavra Compaixão precisa urgentemente de ser reformulada no nosso dicionário.
Os significados antigos eram «simpatia», «pena», «piedade», misturados todos com uma vontade quixotesca e compulsiva de aliviar o sofrimento dos outros. Era o modo antigo de medirmos a nossa real tendência para o «serviço aos outros». Era saber o quão atentos estávamos àqueles que se mostravam de algum modo «carentes» do que quer que fosse, e portanto
mais incompletos e/ou menores que nós.

Esse jogo terminou na Nova Consciência.

COMPAIXÃO -trazida neste novo tempo à consciência humana, uma vez mais, pelo Amor que Kwanin nos tem - significa na Nova Consciência, Aceitação Total e Incondicional do processo de vida de cada ser individual, e do desenvolvimento espiritual respectivo, incluindo as experiências pelas quais passamos, por mais dolorosas e desnecessárias que nos possam parecer.

A Compaixão começa sempre connosco. E já sabemos até que ponto nós temos dificuldade em nos aceitarmos a nós mesmos e a tudo o que escolhemos que aconteça dentro e fora de nós.
Compaixão é observar sem julgar, sem querer emendar nem concertar, sem querer catequisar, mudar ou «trabalhar» de modo diferente. Nem a nós nem aos outros.

Quando compreendemos este novo sentido da Compaixão, percebemos logo porque é que é uma falta de respeito para com os outros acharmos que eles são «deuses escangalhados», inábeis com o tipo de experiências que escolheram para si mesmos, a precisarem de uma «mãozinha» nossa para fazerem as experiências (que são DELES) do modo como Nós achamos melhor.

Vi recentemente uma reportagem na televisão, exemplo maravilhoso a ilustrar esta escrita, feita na sequência duma vaga de frio prolongada na nossa capital, mostrando a distribuição de cobertores e de sopa quente aos sem-abrigo num dado recanto da cidade, por entre os inevitáveis caixotes do lixo. E a repórter estava numa excitação tremenda porque descobrira um belo furo de reportagem, um «drama» fresquinho ali mesmo à sua frente. Uma jovem mulher sem-abrigo, exibia uma barriga evidente de gravidez avançada. A repórter contorcia-se de comiseração, tentado passar o drama e injustiça daquela condição aos espectadores, tecendo considerações sobre o que devia ser feito para subtrair a infeliz futura-mãe ao seu amargo destino, e indicando-lhe logo ali o abrigo mais próximo que estaria desejoso de resgatá-la da rua.
Mas para sua surpresa, tudo o que a jovem disse foi que «aceitava o cobertor a mais que lhe davam, mas estava muito bem onde estava, que tinha saúde e amigos, que nada lhe faltava entre eles, e que não tencionava ir para abrigo nenhum». Um horror. Mais que depressa, a repórter deu o assunto por encerrado e voltou-se para outro ser logo ali ao lado que, esse sim, muito mais promissor em termos de interesse jornalístico, debitava lamúrias «decentes» sobre o seu abandono.

Compaixão. Aceitação total e incondicional das escolhas dos outros.

É difícil de engolir? É.
É difícil de praticar? Não.

À medida que compreendemos a verdadeira Compaixão por nós mesmos, adoça-se o nosso olhar sobre o mundo. Podem chegar-nos lágrimas aos olhos ao vermos quão difícil é a jornada que alguns anjos escolheram para si mesmos. E nada nos impede de os ajudar sempre que eles solicitem directamente esse serviço. Mas a agenda salva-mundo, salva tudo e todos a qualquer preço, pode ser deixada de lado com elegância.
Com uma Nova Consciência: Não temos de carregar os fardos dos outros. Não temos MESMO.


Por caminhos diferentes, oh, anjos de luz, vamos todos um dia por certo, recuperar a memória de Quem Somos.
Mas até lá, cabe aos mais conscientes fazerem o verdadeiro serviço aos outros: descobrirem dentro de si a Divindade unida ao sagrado Humano em nós. Tornarmo-nos o Exemplo. O Farol a iluminar a escuridão dos dias daqueles que escolheram lições cármicas duras para o seu crescimento, e mostrar-lhes como é possível agora, que o Novo Humano-Divino possa viver e estar neste belo Planeta, apenas em Alegria e Celebração. Em perfeita Compaixão.