
Partilhar um seminário de SES (Sexual Energy School de Tobias) é sempre uma nova jornada de integração.
Os psicólogos falam de auto-estima e as pessoas em geral já se deram conta de quão importante é «reservar tempo para si», «cuidar de si». Mas estas noções tão simples e essenciais ficam sempre a milhas de distância do verdadeiro Amor-a-Si.
Estamos habituados a «amar» os outros, a devotar-nos integralmente aos outros, e achamos muito louvável exaurirmo-nos pelos outros em nome do «Amor». E este «AMOR» engloba os nossos relacionamentos, a família, os filhos, os colegas e os vizinhos. Todos têm prioridade sobre nós no geral, sobretudo quando entramos no mundo da espiritualidade e começamos a fazer as coisas em nome do «serviço à humanidade».
Esse trabalho já está bem feito. Somos catedráticos de serviço aos outros, mas a maioria de nós é ainda caloira no serviço a si mesma. Se não dermos a primazia aos outros, tacham-nos - e tachamos-nos nós mesmos de «egoístas», como se o mundo girasse de facto ao redor dos outros.
Aprender o «Amor por si mesmo» é uma tarefa urgente no caminho novo da Integração. Como vais «ascender» ou «Integrar totalmente» se estiveres ausente de ti? Como é que diz Kuthumi? «O que é que falta na tua Vida?... TU».
Porque o «amor» é muito mal compreendido ainda neste planeta, confundido com partilha desequilibrada - a esmagadora maioria das vezes - de sensações, sentimentos, submissões e possessões, os relacionamentos poucas vezes nos «preenchem as medidas». É sempre um jogo que pode ser facilmente interrompido, desfeito ou desvirtuado, por causa do eterno desajuste entre as nossas expectativas, e aquilo que o «amor» realmente nos traz para preencher a rotina dos dias. E a causa número um desse desequilíbrio é exactamente causado pela «eterna busca» daquilo que nos falta... fora de nós.
É doce o sabor de um novo amor? É .
A «paixão» inspira-nos ao sublime? Sem dúvida.
Um casamento bem sucedido de 5 ou 10 ou 50 anos é uma bênção? Não vamos mentir: tem dias, como todos sabem.
E a alma-gémea? Lamento: É romântico, vende livros, mas não passa duma patranha. TU não és gémeo de ninguém. Tu és único e irrepetível no universo inteiro. Um Deus completo em Ti mesmo.
Apaixonarmo-nos a sério por nós mesmos é uma coisa da Nova Consciência.
Não é preciso excluir ninguém, nem deixar de prestar o auxílio apropriado a quem recorre aos nossos préstimos, nem descuidar a atenção devida a parceiros, filhos e familiares. Mas porque tudo parte dum pilar de equilíbrio dentro de nós, os «jogos» já não «colam», os abusos já não são tolerados, nem a «energia de vítima» tem onde se aninhar dentro ou ao redor de nós.
Apaixonarmo-nos por nós, redimensiona os nossos relacionamentos TODOS para uma nova perspectiva. É incrivelmente ousado e libertador.
E muito polémico também. Mas não viemos nós, os pioneiros, uma vez mais até este planeta azul para quebrar tabus e avançar destemidamente no caminho da Integração?
Então? Não está na hora de experimentarmos o que é isso de nos «apaixonarmos por nós mesmos»?
«Apaixonarmos por nós mesmos» é o que acontece à medida que nos fundimos com a nossa Essência, com o Divino em nós.
A cada respiração consciente cresce esse caso de amor... de nós por nós.
Quando começares a experienciar isso no teu dia-a-dia, vais compreender por fim o que é Amar
de verdade... Tu e a Totalidade.







