
Este último seminário que fiz em Munique deixou-me em «digestão prolongada». E silenciosa. Vão sendo horas de aplicar cada vez mais na prática todas as «dicas» que levam à Integração. E isso passa por um olhar lúcido e desimpedido sobre as minhas próprias manobras de sabotagem.
Ah, a mente! Que instrumento maravilhoso manifestámos, programámos e aperfeiçoámos, desde os tempos da Atlântida! Quem diria que hoje nos enredaríamos no seu controle e na sua limitação, fazendo-nos a muitos de nós verdadeiros prisioneiros das suas redundâncias!...
Como contornar esta voz mecânica, automática, que tudo mede, julga, avalia, codifica, «caixifica» e complica? Só há um método : Começar a escutar a voz da Essência.
A doçura, o calor, a alegria e a fluidez da voz da Essência, ressoa dentro de nós como uma brisa suave e traquina, que nos desafia a abrir o coração.
Se algo em nós diz: «Não podes», «é muito difícil», «é impossível», «mas...», «e se...», é certamente a voz da mente. Do medo. Da carência. Da limitação.
Se algo em nós diz : «Avança!», «ousa experimentar», «confia em ti», «psst, queres uma surpresa?», «sim, tu podes», é a voz da nossa Essência. Em alegria. Em celebração.
Procura dentro de ti: O que é que faz cantar o teu coração? Ouve as vozes que ressoam dentro de ti. E depois escolhe. Ousa.
A mente não sabe «Integrar». Para isso é preciso «sentir» e a mente também não sabe sentir. Ela é um Aspecto a integrar, não o comandante da tua Barca. É uma peça, uma ferramenta apenas.
Quando te resolves a pegar no Leme e a dirigir o rumo da tua Vida? Até lá, essa espécie de «software biológico» far-te-á atravessar todos os filmes de terror, impotência e limitação que conseguir inventar.
Sim, há um lado absolutamente brilhante na mente. Mas esse já está bem integrado e não causa nenhuns problemas. A parte que não vê, não sente, não intui, não ama nem compreende é a que limita, proíbe e bloqueia.
Por aqui poderás ver quem tem governado a tua vida.
Ousarás escutar e seguir a voz que faz cantar o teu coração?
Eu já entendi: Tenho «trabalhos de casa» para vários meses. Mas não importa. Descobrir, abraçar, ouvir e seguir a minha Essência foi decididamente o que me trouxe a esta encarnação.
Desta vez é a sério. Renuncio a «sobreviver» como na velha energia. Custe o que custar, eu escolho VIVER e CELEBRAR nesta nova Consciência, nesta Nova Energia.





