Sonhei há dias que estava dentro duma espécie de urna energética muito brilhante, transparente e colorida, mas totalmente fechada. Estava aprisionada e debatia-me para me libertar. Era um verdadeiro caixão energético, um envólucro total, mesmo que feito de luz. Despertei a transpirar e comecei imediatamente a respirar até me passar aquela sensação de sufoco. Mas a imagem foi tão viva que me basta lembrar e ela surge inteira, visual e emocional dentro de mim. Tenho vindo a sentir que a minha vida está bloqueada em muitos sentidos, por mais que eu me esforce para aplicar tudo o que sei. Ai, de que me vale tanta «sabença» se fico ali bloqueada como um principiante qualquer! E esse sonho mais não foi do que uma experiência muito vívida desses bloqueios.
Revisitando o sonho, lembrei-me por fim da Voz que dizia: «Basta escolheres. Basta um sopro e libertas-te». Não devo ter aplicado o conselho durante o sonho, pois acordei aflita, sentindo claramente uma pressão forte ao redor de mim.
Por isso a imagem do Anjo que sopra o seu instrumento foi tão significativa para mim. Ah, que alívio!
Mas ontem mesmo fiz questão de ler até ao fim a última dádiva de Adamus, aparecida mesmo a propósito à última hora, e que se chama «Moving Stuck Energy» (Movendo Energia Bloqueada). (Trata-se do texto das mensagens de Adamus durante o Tour de apresentação do Livro dos Mestres por várias cidades da Alemanha e da Áustria, no mês passado, Setembro de 2010).
De novo, meus amigos: Ah, que alívio!
Fiquei a saber que essa minha sensação, é um «ataque geral» de desconforto.
Muitos de nós estamos a passar pelo mesmo, o que é muito significativo. Não só espelha o que vai pelo Mundo, como é a representação viva dos nossos medos. Adamus sugere várias explicações, desde falta de amor próprio a «transporte» desapropriado dos problemas dos outros, passando pelos eternos jogos do gato e do rato connosco mesmos. Cito Adamus:
Bem, parte de vós pode dizer: «Seria maravilhoso não ter de carregar toda esta bagagem». Mas parem aí por um momento. Estás a sentir-te culpado se «deixares ir»? Sentes que estás a negligenciar o teu "serviço" à Humanidade? Sentes que estás a ser egoísta? Provavelmente. Será que talvez, talvez, não haja necessidade de estares mais aqui na Terra? E se esses problemas que carregas são aquilo que te mantém aqui, porque tu sabes que não podes "partir" sem os resolver? Eu gostaria que cada um de vós contemplasse isto profunda e amorosamente, antes de saírem daqui esta noite.
E mais adiante:
Eu disse-vos o ano passado quando falei pela primeira vez (depois de Tobias partir) que eu ia estar convosco a cada passo do caminho. E não estava a brincar. Eu vejo quanto tempo dedicais a vós mesmos e às grandes decisões na vossa vida. Geralmente é limitado ao vosso tempo no chuveiro, e sim, eu estou convosco a cada passo do caminho, até mesmo debaixo do chuveiro, ou às vezes quando dirigis o carro ou andais de bus. Vocês vão continuar a fingir que esses problemas são vossos, ou vão fazer qualquer coisa a respeito disso? Não existe uma maneira mais fácil? Não há uma maneira melhor de servir a humanidade? Não há uma maneira melhor de resolver a energia bloqueada, escangalhada ou desequilibrada? Não há maneira melhor do que carregá-la convosco e lutar com ela?
E prossegue perguntando qual é o nosso desafio (subentende-se o motivo do bloqueio da energia). E é claro, a maioria das vezes é ... falta de confiança em si mesmo. Ahmyo precisa-se.
Como se desbloqueia a energia?
Espaço Seguro.
Respirar Compaixão.
Mover fisicamente as energias.
Usar a Imaginação.
Respirar... Respirar... Respirar... Expandir!
Os «bloqueios» não são nossos. São Aspectos a integrar.
Respira e rompe a tua urna energética, ainda que de luz. Confia em Ti. Não no teu pequeno Eu Humano que governa a tua vida. Abre-te e confia plenamente na Voz da tua Essência Divina. No Amor e na Compaixão infinita da tua Essência por Ti. Rende-te ao Melhor de Ti. Apaixona-te por Ti.
Adamus está contigo a cada passo do caminho. Ouve mais um pouco da sua amada voz.
Meus queridos, quem me dera ter uma varinha mágica que eu pudesse agitar para fazer desaparecer todas as vossas dúvidas. Quem me dera poder levar-vos a um lugar onde pudésseis ver Quem Sois. Quem me dera poder olhar profundamente dentro dos vossos olhos e fazer-vos ver o Deus que realmente sois, e o modo como Eu vos vejo. Eu não posso fazer nada no vosso lugar, pois assim jamais descobrireis Quem Sois de verdade. Mas eu gostaria que vocês conhecessem o Amor e a Realização Integral pelo resto dos vossos dias. E na verdade, é isso que Eu imagino para todos e cada um de vocês!
Ah, Companheiros, que grande alívio!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
O INSTRUMENTO ADORMECIDO
No último shoud, Adamus propôs-nos um exercício fantástico: respirar a nossa Essência para dentro das nossas coisas, permitindo-nos assim expandir progressivamente os horizontes abarcados pela nossa consciência. Como se faz isso? Muito simplesmente soprando doce mas intencionalmente sobre as coisas que nos pertencem: jóias, computador, carro, chaves de casa, perfumes, cartão de crédito, caneta, enfim, todo e qualquer "objecto pessoal" à nossa escolha. Sem segundas intenções é claro. Infundir a nossa Essência e ver o que acontece. Alguém sugeriu o próprio corpo, e eu achei que era uma ideia genial.
Muitas vezes ouvimos dizer que o corpo é um «instrumento». Podemos imaginá-lo tal como na imagem acima, sendo um instrumento de sopro qualquer, ao sabor da nossa imaginação. Nós, o Anjo Dourado (que "Sou Eu em Mim") damos vida ao instrumento de sopro, respirando conscientemente dentro dele o alento sagrado da Vida. Esse sopro faz com que o instrumento emita uma melodia que é só dele, única e irrepetível, soltando notas e harmonias ao sabor da imaginação desse Anjo que toca inspirado.Gosto dessa imagem.
Respirar conscientemente é tocar o instrumento «por dentro de mim». Que melodia é a minha? Só minha?
Eu era o instrumento adormecido, mas agora eu sei que praticando muito, um dia eu vou presentear o mundo com uma melodia nova.
Preciso de soltar o Som que dorme em mim e quer vibrar.
A cada respiração eu convido a Energia Nova a entrar em mim. E ela expande em risos largos alimentando a Quietude que se instala dentro de mim. E depois parte ligeira, deixando um espaço novo e liberto para que um riso novo se derrame, doce e prazenteiro. É um namoro: a cada respiração, o sopro é um beijo cálido e ardente que reverbera um canto mágico saído do instrumento. Um dia, o instrumento e Eu seremos um só, um beijo-alento e um som perfeito.
Que exercício maravilhoso!
E que inspiração fantástica para nos mantermos a respirar conscientemente: Não é verdade que a melodia perfeita sai dos lábios daquele que ama o seu instrumento, que o trata como o mais terno dos amantes?
O virtuoso do grande Som confia totalmente nessa união sagrada: a fusão da Alma daquele que sopra, com o Coração daquele que ressoa o canto.
Ahmyo total.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A JORNADA DOS ANJOS
Uma vez mais, a Confiança.
A Confiança, o Entusiasmo e o Amor ao Espírito, foi aquilo que nos guiou na nossa Jornada desde «Casa» até aos dias de hoje.
A história da Jornada dos Anjos (ou seja, a NOSSA história) contada por Tobias, é simplesmente maravilhosa. Nestes tempos da Nova Consciência trata-se de recordar cada passo do caminho, pois isso incentiva-nos cada vez com mais força a não esmorecer agora, tão perto da realização. Passámos por provas terríveis de auto-confiança desde o alvorecer dos tempos, e só o esquecimento progressivo de Quem Somos nos fez crer que não somos dignos do Amor Maior do Espírito. Acharmo-nos separados de «Casa» foi uma dor tão tamanha, que nos fez esquecer em primeiro lugar o real motivo porque encetámos a dita Jornada. E assim ficámos com a nossa auto-confiança seriamente abalada, uma «nódoa» na nossa memória que nos tem assombrado por incontáveis eons de tempo.
Neste percurso de Integração, tenho notado quão difícil é para mim e para a maioria daqueles com quem tenho falado, recuperar daquela primeira ferida. Eu diria pela minha experiência, que tem sido o aspecto mais difícil de integrar, pois ele «mina» subrepticiamente uma das nossas partes mais íntimas. Por isso Adamus (e todos os outros) insistem tanto na Confiança. Ahmyo.
Ânimo, gentes.
Ganhar confiança é uma coisa que só se faz... fazendo. Insistindo, sentindo. As razões da mente não têm utilidade nenhuma, pois ganhar confiança não é nem nunca foi algo que se possa «pensar». É «sentir» em toda a asserção da palavra.
Como diria Tobias: Respirar... Confiar... Sentir... Paciência. Respirar... Confiar... Sentir... Paciência.
Por isso esta partilha da Jornada dos Anjos é tão preciosa. Ela ajuda imenso a «curar» a ferida, já que o «porquê» das coisas pode aliviar a carga da dor. Ahmyo.
E ficarmos conscientes do quão corajosos fomos ao longo dos tempos, pode ajudar a desmistificar essa chaga permanentemente aberta dentro de nós.
Deixo-vos aqui um «cheirinho» desta espantosa Jornada que nos vai directa ao coração:
Assim, meus queridos amigos, que incrível Jornada não foi desde «Casa» até aqui. Que tempos maravilhosos. Talvez não apreciem tudo completamente neste momento, mas que tempos incríveis, que tempos de realização!
Agora dizeis: «Bem, Tobias, a estrada foi longa e difícil, e quem diz que não vai continuar a ser longa e difícil?». Ora bem, isso é convosco. É a vossa escolha. É a vossa confiança em vocês mesmos. É a vossa rendição a Quem realmente Sois, baixando as guardas desta ilusão de quem «pensais» ser, para dar esse passo de vos tornardes Tudo o Que Sois. Humanos e Divinos. Trata-se de se permitirem respirar, ser, viver e desfrutar. E queridos amigos, é exactamente por isso que eu quero voltar. Não para «salvar o mundo». Não para dar continuação a nenhum carma pesado do passado, mas para estar aqui na Terra pela alegria pura de viver.
E assim foi que fizemos esta Jornada todos juntos e chegámos a este tempo miraculoso, em que estamos a atravessar as maiores mudanças de todos os tempos. Sim, às vezes difíceis para o corpo e especialmente difíceis para a mente. Vocês hão-de passar para lá da mente. Não tendes de forçar nada. Não tendes de estudar nada. Não tendes de ter disciplinas nenhumas. Não tendes de fazer rituais. Tendes apenas de autorizar esse próximo passo: a Integração do Corpo, da Mente, do Espírito e da Divindade nesta realidade aqui na Terra.
Nós contámos a história da Criação da Terra num curto período de tempo, mas de certo modo pode-se dizer que nos levou cem vezes mais tempo a explicá-la, do que o tempo real em que isso aconteceu.
É tempo de deixar ir os conceitos de tempo e espaço e passar para lá disso. É por isso que estais aqui neste momento. Sois pioneiros de consciência.
Ahmyo.
É uma palavra doce para recitar como um mantra. Já falta pouco. Ahmyo precisa-se, muito urgente.
Como? Respirar... Confiar... Sentir... Paciência.
Namasté.
------------------------------------------------------------------------------------------------Já está pronta a partilhar esta Jornada dos Anjos. Convido-vos para uma Jornada através das vossas memórias, no sentido de fortalecer a vossa auto-Confiança. Este é um fim de semana extraordinário, dedicado inteiramente a Recordar, Sentir e Confiar.
Lisboa, Torre da Aguilha, 30-31 de Outubro de 2010 (Sala N2)
Preço: 150€ (desconto de 20% nas inscrições efectuadas até às 0:00h do dia 26 de Outubro)
Horário: das 9.30 às 18:00h
Inscrições pelo telefone 962857710, ou através do mail:lyspax@gmail.com
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
AHMYO versus MAKYO

Todos sabemos que existem grupos de pessoas no Planeta que acreditam que os humanos não podem ser responsáveis por si mesmos, e por isso inventaram uma rígida série de dogmas, normas de conduta e crenças para regerem a vida das pessoas em todas as suas facetas, ameaçando-as com severas punições quer físicas, quer mentais, quer "espirituais". Estão nisto religiões e regimes políticos em pé de igualdade, cada um mais perverso que o outro. Outros grupos odeiam mudanças, resistindo teimosamente à evolução natural das coisas, ao desenvolvimento social, educacional, científico e espiritual trazidos pelo avançar dos tempos. Outros ainda acham que as pessoas são essencialmente más e tal como «velhos do Restelo», vão mantendo o «desconfiómetro» permanentemente ligado.
Pensem bem: haverá alguma religião que diga a alguém: «Tu és Deus Também?». Impossível, por incompatibilidade de coexistência mútua de conceitos. As religiões alimentam-se da crença infligida aos seus crentes de que serão sempre «menores que», impuros, incompletos, infantilizados, perdidos e confusos, não merecedores das «graças do Alto», a menos que «elas» sejam as intermediárias entre o «céu e a terra», no papel de "cajado disciplinador" que arrebanha as ovelhas tresmalhadas, pertença exclusiva do Grande Pastor.
O que separa a Nova Consciência destas crenças arraigadas nas cramonas de todos os seguidores da sua FÉ particular, é esta afirmação revolucionária: TU és Deus Também.
E agora? Se És Deus Também, não precisas de intermediários. Em TI, está tudo o que precisas. O Deus em Ti, está à distância duma Respiração Consciente. E se começas a «sentir» isto e a «aceitar» isto dentro de ti, o que hás-de fazer, senão aprofundar esse conhecimento de ti para Ti?
O passo seguinte é perceber que o Espírito quer expandir-se e expressar-se.
E é aí que entram, subreptícias, as resistências ao processo de Integração. Exemplos: Ressentimento com o corpo biológico por nos obrigar a ficar «aqui». A «tralha» toda das crenças constituintes do nosso campo de realidade actual. O medo de magoar ou hostilizar outras pessoas. O querer intelectualizar o processo. A viciação nos dramas, nos abusos e na energia de vítima.
Neste último «shoud», Adamus desafia-nos abertamente:
«Consegues afirmar claramente: Tudo está em perfeita Ordem na minha Vida?»
Ai eu!... (expressão alentejana). (suspiro).
Como chegas lá? Com AHMYO. Praticando AHMYO. Desenvolvendo AHMYO. Respirando AHMYO.
(AHMYO quer dizer Confiança em Ti. É com um som semelhante a este que os Anjos exprimem esta Confiança inata na sua condição).
Como se ganha Confiança em Si?
Escolhendo e respirando. Escolhendo e respirando.
Só assim se derrubarão os muros de MAKYO. (O contrário de Ahmyo. A resistência a terminar o jogo. A confusão).
E tal como diz Kuthumi:
Não desistas! :))
Tem Confiança na tua Paciência e sê Paciente com a tua Confiança.
Namasté.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Normal ou padronizado?

O mestre Yeshua, há dois mil anos atrás, não veio para «salvar o mundo». Ele veio para mostrar o que é ser Normal.
Este pensamento veiculado no meu último seminário em Haia, deixou-me impactada. Nunca tinha pensado na coisa por esse ângulo de vista.
Apesar de já me ter libertado da maior parte das crendices católicas, apostólicas e romanas da santa igreja, essa parte ainda não estava bem arrumada dentro de mim. Yeshua, manifestado pela nossa consciência comum, veio de facto abrir caminho para a árdua tarefa da Integração pessoal.
O mundo, claro está, não precisa de ser salvo de coisa nenhuma, uma vez que todos somos «Deus Também» e portanto cada alminha à superfície deste planeta faz os joguinhos que entende necessários à sua evolução espiritual. E tudo está bem. Está perfeito, à luz da Compaixão. E como já percebemos também, este Ser que é um colectivo de Anjos pertencentes à Casa de Sananda, foi chamado aqui por nós, por termos atingido uma «saturação de consciência desperta» suficiente para avançarmos outro passo no caminho.
E este Mestre, ao contrário do que se acredita, não veio já «iluminado».
Yeshua foi instruído nos grandes mistérios nas maiores e mais secretas escolas de mistérios da época, com os Essénios, e particularmente na Índia, como aconteceu a todos nós ao longo dos tempos e das vidas passadas. Desenvolveu depois a Compaixão com Maria Madalena, (a meu ver uma outra incorporação de um aspecto-Kwanin naquela época), ou seja, a Aceitação total e incondicional do percurso de vida de Si Mesmo e de qualquer outro ser, sem excepção. (Daí o absurdo de se pensar que veio para «salvar» o que quer que fosse).
A sua Integração completa demorou 30 anos, mas os seus últimos anos de vida foram o exemplo cabal daquilo que todos somos intrinsecamente por direito de nascimento: Deuses Também. Integrados e Completos. Isso é que é «normal» para nós, anjos esquecidos de Quem Somos.
«Normal» é sermos capazes de nos conectarmos tanto com a nossa Essência, que a nossa vida seja toda ela o reflexo dessa conexão interna. É sermos capazes de sentir, pensar e agir «grande e livre», pois essa é a natureza própria dos anjos. Yeshua veio lembrar que isso é possível realizar, veio dar o sinal de partida para esta grande aventura da Integração. Veio fazer ele mesmo e publicamente, o caminho da Integração.
Como isso foi depois aproveitado e manipulado ao longo destes 20 séculos já todos sabemos, e não vale a pena deitarmos culpas a ninguém porque fomos NÓS mesmos em vidas passadas, que mexemos e entrançámos esses cordelinhos matreiros.
Mas agora, cansados de tantas canseiras, já estamos prontos para recordar Quem Somos. Aleluia. Chegou a hora de tirar os pregos da cruz de tanto «serviço», a coroa pobre de espinhos de tanto «despojamento» e endireitarmos os olhos em bico focados na suspirosa «santidade».
O serviço, particularmente aos outros, já sabemos que está bem aprendido. Falta começar o verdadeiro serviço a Si Mesmo. A «santidade» não existe. É uma redundância, pois somos «santos e divinos» por natureza, e jamais poderemos ser destituídos dessa verdade pura. Quanto ao despojamento, foi uma dura lição de desapego ao longo dos tempos, mas agora podemos deitá-lo com outra consciência às malvas e reinvidicar tudo o que é bom e prazenteiro na vida, sem quaisquer complexos, pois Viver de verdade é desfrutar a vida com Tudo o que ela tem de alegria e bem-estar. Vem-me à memória outra descoberta significativa:
S.Francisco foi o rei do despojamento como todos sabem. Um grande «santo». Mas vejam, para ascender, ele teve de re-encarnar como um brâmane rico na vida seguinte, ou seja, como Kuthumi. Na verdade, como é que ele podia ascender à glória do Terceiro Círculo, todo roto e coberto de pulgas? Aí está.
Normal, meus amigos é fazermos milagres a toda a hora. É sermos completamente equilibrados: tão espirituais quanto abundantes materialmente.
Ninguém fala na riqueza de Yeshua. Mas não está à vista? Se ele podia manifestar pão e peixe para 5000 pessoas duma assentada, andar sobre as águas, parar os ventos, ressuscitar os mortos, fazer a pescaria do século, não era seguramente com a reforma de carpinteiro que ele viajava pelo mundo em busca de instrução. Essa parte é claro, foi completamente escamoteada dos ensinamentos cristãos.
Normal, meus amigos, é ser altamente espiritual e abundante a todos os níveis.
Normal é deixarmos transparecer a nossa Grandeza, o nosso Brilho, a Magnificência das nossas Asas de Fogo.
Normal é voltarmos a ser o que Somos.
Estás esquecido?
Respira e conecta-te a Ti. Onde mais poderia estar o Ponto Central que revela aquilo que TU És de Verdade?
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Lançamento do Livro em Celebração

Amanhã, 23 de Setembro, a Lua-Cheia e o Equinócio de Outono juntam-se para o lançamento do livro «A Sacerdotisa das Águas».
Esta história decorre no século II a.c, quando a Península Ibérica era uma manta de retalhos de povos, entre os quais os Celtas e os primitivos Lusitanos, o núcleo da nossa embrionária Nação.
A acção começa no equinócio da Primavera. Absorvendo crenças e costumes Celtas, a nossa heroína sonha com o dia em que será consagrada ao serviço da Grande-Mãe, a Deusa Lunar tão reverenciada naqueles tempos, cuja presença permeia a rotina da vida dos povos, mostrando as suas sucessivas faces de nascimento, plenitude e maturidade. Na sua citânia, os rituais Celtas intermediários aos equinócios e solstícios marcam a passagem do tempo, pontuada pelos rituais humanos e místicos, tão rítmicos e imutáveis como as estações do ano.
O seu mestre instrutor, um misterioso druida, assiste pacientemente ao desabrochar da alma da sua discípula, tal como a nossa Essência se senta no chão do Templo Interior para, em perfeita compaixão, observar apenas, com um sorriso benevolente, as nossas sucessivas experiências.
Mas o jogo da vida traz-nos à porta as mais inesperadas surpresas.
Dançar com a vida é uma arte. Ela, a aspirante a sacerdotisa, aprenderá na prática a dançar com a Vida sorrindo, ainda que o seu coração se torça no desalento. Só o sussurro da Voz da Deusa importa, só essa Voz dirige o eu-humano com a elegância da visão ampla e límpida de que a nossa Essência desfruta.
Que fazer? Ainda e sempre render-nos a esse âmago de Luz e Sabedoria. Uns mais depressa, outros mais devagar. Aprender a escolher render-se a Si Mesmo é uma tarefa dura. Mas não impossível.
Ela, a aprendiz de sacerdotisa, adentrará todas as fases da Deusa-Lua ao longo da vida. Será jovem Crescente, Mãe-Cheia, e por fim a Sábia Oculta. Será a sacerdotisa das águas onde se espelham as suas visões, e também a Dama do Lago envolta em brumas douradas. A Senhora do Ocidente.
A Lusitânia já tinha os seus segredos, as suas «Galicenas» secretas, habitando uma eterna Ilha invísivel. Já o santuário de Endovélico era destino ansiado por todos os peregrinos, muito antes de existir a norte o «Campo das Estrelas» (Compostela). A Compaixão já tinha morada nesta terra sagrada, e era sussurrada entre as sacerdotisas de Lis.
Buscava-se ainda fora o que sempre esteve dentro. Mas os voos da Alma já eram notáveis.
Pois não é a Essência em nós sempre a mesma desde o alvor dos tempos?
Que magnífico trajecto humano! Que esplendor!
Nada melhor para terminar este trecho do que o comentário de Norma Delaney, a Senhora da Nova Respiração:
I recommend to any and all who are on the dancing journey of discovering "Who am I?" Dare to breathe with this book and inhale its gifts of awakening. I could write much more. I love so much the tribute you have written to the God/Goddess within. Your book is a true gift.
(Tradução: Recomendo a todos que estão na jornada dançante da descoberta de «Quem Sou Eu?». Ousem respirar com este livro e inspirar as suas dádivas de despertar. Podia escrever muito mais. Adoro o tributo que prestas ao Deus/Deusa dentro de nós. O teu livro é uma verdadeira dádiva).
Do meu coração para o vosso, deixo fluir este vento de memórias existentes em todos nós. No final de tudo, ainda e sempre, só a Voz Interna dirige a nossa Barca Humana, e esta maravilhosa experiência de dançar com a Vida...
Namasté!
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Este livro é uma edição de autor.
Estará disponível para venda na Papelaria Arco-Íris em Portalegre. Mas através do correio pode ser enviado a qualquer parte, com encomendas através do mail: lyspax@gmail.com
PVP: 18.00€
Envio à cobrança em envelope almofadado+portes de correio: 23.13€
Versão inglesa «The Priestess of the Waters» igualmente disponível: 20.00€ (maior nº de páginas). Envio à cobrança em Portugal 25€.
Envio para o Brasil e outros países, a combinar com a autora através do mail atrás mencionado.
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