terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Viver e Celebrar!


Os desafios têm sido muitos para todos nós. E o aparente caos do mundo espelha verdadeiramente a agitação interna e externa pela qual todos estamos a passar. Pela primeira vez, que me lembre, Adamus pediu a todos e a cada um de nós que não pensasse em abandonar o Planeta neste momento. O cansaço por vezes é terrível, sobretudo quando deslizamos para a frustração e o desânimo.
Mas, meus queridos Viajantes do Tempo, quem quererá realmente sair de cena neste momento, quando a Integração consciente dos nossos Aspectos está em curso, quando descobrimos o alívio das velhas dores, a incrível leveza do deixar ir das velhas crenças, do abandonar dos fardos antigos? A alegria da descoberta supera tudo o que imaginámos, e quando partilhamos essas coisas uns com os outros ficamos a saber sem sombra de dúvidas que todos estamos a enfrentar os mesmos desafios.
Estes meus últimos 15 dias foram uma bênção, uma coisa absolutamente maravilhosa. Um inigualável presente de fim de ano.
Acabei de fazer um seminário de SES (Sexual Energy School) em Itália (Pádova) e outro de Aspectologia em Barcelona, Espanha. Estes dois seminários superaram tudo aquilo que eu pudesse imaginar. 
Se dúvidas tivesse sobre o quanto eu mesma mudei nestes últimos meses, estas duas Escolas de Tobias foram dois preciosos «barómetros», dois preciosos espelhos onde pude comprovar quanto mudou o meu modo de partilhar estes materiais, ou o mesmo é dizer o quanto alargou a minha própria visão e consciência com o trabalho constante de «aproximação» à Essência. Pois todo o trabalho verdadeiro começa por nós mesmos, como todos sabeis! Definitivamente passei para outro «nível» de ensino, e ver isso reflectido numa receptividade total e partilha profunda com os participantes presentes, deixa-me literalmente sem palavras. Que incrível! Que fantástico! Faltam-me exclamações mais precisas para descrever o quanto estou maravilhada, grata, profundamente tocada pela beleza e vastidão destas duas últimas experiências. A verdadeira Compaixão faz milagres. 
Neste Natal «vou-me embora para uma nova Pasárgada». Eu quero mergulhar de novo bem dentro de Mim, no âmago secreto e silencioso donde brotou esta Alegria Nova. Observar este desabrochar em mim mesma enche-me de um sagrado Amor por Mim. 
E se algo desejo neste Natal para todos vós, é que surja em vós esse mesmo Amor incondicional pela vossa própria transformação progressiva. Não importa o quão sofridos ou desafiantes tenham sido estes últimos tempos, meus amados. 
As nossas Asas de Luz começam realmente a abrir!
E deixo-vos com esta maravilhosa imagem do nosso Planeta Azul que inseri acima: vejam, a Vida pode de facto ser tão Prazenteira quanto Iluminada, tão Alegre quanto Simples, tão Sagrada quanto Consciente.
Quem quererá partir agora, com tanto para descobrir?!
Feliz Nascimento Novo para cada um de nós!!
Ternos Abraços... YYY

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A CRISE E A COMPAIXÃO


Observando as notícias e as inevitáveis conversas sobre a «crise» rapidamente nos damos conta quão útil é esta situação para testar a veracidade da nossa Compaixão, da nossa Aceitação Total de Tudo e Todos, especialmente do Nosso Processo.
Escolho ficar em Serenidade e Compaixão, ou vou deixar-me afligir pela energia caótica que querem a todo o custo vender-nos? Está tudo orquestrado para nos descentrar, nos desequilibrar, nos lembrar quão frágeis somos e quão necessitados estamos da mão forte das «ajudas exteriores».
É certo que temos de viver imersos neste mundo agitado, sofrendo-lhe muitas vezes as consequências. Mas podemos «sentir» as coisas de outro modo, não nos deixando levar pela onda de pessimismo, de derrotismo, pelo jogo ignóbil e mental da limitação.
Se Todos somos Deuses também, porque carga de água permitimos que a nossa vida seja regulada pelo pânico, pelo alarmismo, pelas propostas de miserabilismo e sobrevivência? Trata-se logicamente dum jogo que todos jogamos, chamado: «Deixa ver quanta sensação de insegurança me permito sentir, até me esquecer de Quem Sou». 
A esmagadora maioria dos Anjos-Humanos faz isto com verdadeira inconsciência, acreditando mesmo que é limitada e menor, e que a «força das circunstâncias» é maior que o Deus que há em Si. Ok, divirtam-se quanto queiram, até acharem que o jogo já está chato demais e que está na hora de despertarem.
Mas e Eu? Serei capaz de voar por cima dos meus medos? Serei capaz de agarrar firmemente a mão da minha Essência e saber que tudo o que importa é o Amor que sinto por Mim, o Amor que recebo de Mim, a Confiança que deposito nas Escolhas Conscientes feitas por Mim?
Abençoadas «crises» para testar a nossa Verdade.
Seja qual for a crise que atravessamos, bem-vinda seja. A estabilidade dum farol e a intermitência da luz salvadora, não se perturba com os vagalhões da maré em fúria, que desaba sobre os rochedos. É uma coluna de firmeza e perseverança.
Este coração em labaredas lá no alto é outro símbolo dessa força interior, dessa Quietude. Ele Ama e recebe Amor, está sereno e ardente ao mesmo tempo, em Compaixão Total.
Eu olho para mim, respiro e sinto: Serei eu esse Coração Ardente? 
Talvez não ainda a combustão total, mas uma chama já desperta e viva...
A Cada Respiração Consciente eu escolho incorporar «mais de MIM», desse «Fogo que arde sem se ver», que irradia de Mim.
Eu escolho SENTIR que sou Livre e Ilimitada, serena e esclarecida. No meio das maiores «crises» Eu escolho apaixonar-me por Mim e saber que tudo o que eu faço e escolho é magnífico. E que agora, nesta maravilhosa rota da Integração, não há nada que tenha de ser difícil ou limitado. 
Finalmente eu posso, com toda a propriedade «Viver no mundo sem lhe pertencer», sem temer crises nem dificuldades, pois tudo o que eu preciso está dentro de Mim. 
Que a minha única «crise»... seja o rasgar venturoso, sublime, intrépido, das minhas Asas de Fogo...

domingo, 21 de novembro de 2010

MAIS SOBRE ASPECTOS

Aspecto meu, aspecto meu, quem disse que podes ser maior que EU?
Os Anjos - Nós - revestidos de biologia humana, interagem com outros Anjos e com o meio ambiente através daquilo a que na Nova Consciência se chamam «ASPECTOS». Quando vou almoçar fora com uma amiga, por exemplo, eu crio automaticamente um «aspecto» meu que lida com a situação. É o «Aspecto-almoçar-fora-com-amigos». Ele reveste-se de calor e alegria, de boa-disposição e prazer. A menos que a conversa descambe para coisas traumáticas para ambas, ou crie aspectos magoados entre ambas, esse Aspecto, finda a sua missão regressa «a casa» dentro de nós, alegremente bem integrado, ansiando pela próxima vez de actuar. Ir ao quiosque comprar a nossa revista favorita cria o «aspecto-comprar-no quiosque», o qual vem para casa contente com a revista na mão, e a antecipação duma hora de prazenteira leitura, da qual se encarrega o «aspecto-que sabe-ler-no-sofá». Ambos ficam geralmente bem integrados, prontos para repetir o processo numa próxima vez. Mas imaginemos que o dono do quiosque vendeu por engano a nossa revista, já não tem mais nenhuma, e além disso foi grosseiro connosco. Bem, é muito provável que o «aspecto-comprar-no quiosque» volte para casa com raiva, frustrado e defraudado. Oops! Ficou «magoado». Pode «desbloquear momentaneamente a situação» indo comprar noutro lado e oferecendo à mesma ao «aspecto-que sabe-ler-no-sofá», o prazer da sua leitura. Mas a raiva, a frustração e a desconfiança agarram-se a nós como lapas à rocha. O «aspecto-comprar-no quiosque» nunca mais vai ser o mesmo. Mesmo mudando de ponto de compra, há sempre o «e se...?»
Raiva, desconfiança, depressão, tristeza, ciúme, rejeição, inveja, etc, são energias bloqueadas, desequilibradas. São Aspectos não-integrados. Não são a nossa Essência, é claro. São véus energéticos a tapar o Sol que quer brilhar através de nós.
E meus amigos, aspectos «magoados» temos aos montes, à espera de integração.
Quanto mais forte a «energia bloqueada» se apresenta, tanto mais trabalho dá a integrar. Quem não está dentro destes assuntos, escolhe normalmente fazer "terapia" por vários meses ou anos, mergulhando adicionalmente nos fármacos condicionadores das emoções, os quais «encaixotam» esses aspectos e os carimbam displicentemente por fora como «Caso Encerrado», lá, bem longe de nós.
Mas na Nova Consciência, neste Caminho de Integração, quando menos esperamos, salta literalmente a tampa duma dessas «caixinhas-surpresa» e esses «demónios» tão bem abafados vêm cá para fora fazer-nos caretas. Na verdade, à nossa revelia, na caixa que diz «Raiva Arquivada», por exemplo, juntaram-se todos os similares desde a «raiva miudinha» e a «espera-pela-volta-seu-isto-e-aquilo», até à «raiva raivosa mesmo» já a fervilhar, acabando na potencialmente perigosa ebulição do «eu mato-te». 
Seja qual for o «grau de ebulição» dum Aspecto, não se deixem enganar: são apenas energias bloqueadasdesequilibradas, não são a nossa Essência, a nossa Verdade.
É preciso tomar consciência que eles estão lá, à espreita da ocasião. Aleluia! Sim, aleluia, porque quando isso acontece, quer dizer (na Nova Consciência, é claro) que já estamos suficientemente prontos para «limpar a casa». Nenhum Aspecto é mais forte que a minha Essência, ponto final.
As energias bloqueadas são nossas, mas não são nossas amigas. Escutem bem: elas são energias destruidoras, justamente porque são desequilibradas. A Raiva, a Frustração, a Depressão e a Tristeza, estão entre as mais perniciosas. Sintam isto: Subtilmente levam-nos a «fechar» cada vez mais... a «inibir» progressivamente»... a ficar tão «quietos»... tão «bloqueados»... tão «mortos». Vêem? Acaba sempre ali, literalmente.
Arrancam-nos sem cerimónias a alegria de viver. Envolvem-nos completamente na execrável energia-vítima, antes de devorarem sem escrúpulos o nosso coração. 
Mas se «estamos em Casa», de mãos dadas com a nossa Essência, respirando a alegria da Vida, não há Aspecto que não possa ser integrado, por muito bravo que seja. Respirando e aceitando. Respirando e não julgando, respirando e amando-nos cada vez mais.
Há uns anos atrás, tive um sonho maravilhoso: O nosso exército de guerreiros famintos montou cerco a um promissor castelo, cujos afamados tesouros eram o objecto da nossa cobiça. Mas o castelo parecia inexpugnável para nossa arrelia, e as nossas forças físicas diminuíam a olhos vistos, mantidas apenas pela vã energia da nossa cobiça. Um dia abriu-se a porta do castelo e saiu um Mestre montado a cavalo, brilhante como a luz do sol. «Quereis manter o cerco durante mais tempo, ou entrar em paz e partilhar da nossa abundância»? Fiquei siderada, e ainda nem sabia o que eram Aspectos. Mas nunca esqueci este sonho.
Por isso, quando sentires estas energias a rondar-te, sabe: elas são melosas, pegajosas. Envolvem-te numa baba paralizante como as gibóias na selva, para melhor te comerem.
Vais deixar o exército de loucos tomar conta do teu Castelo, ou convidar os totós para o banquete na Tua Luz?
Não tem que ser difícil nem sequer demorada esta tua Integração. Só depende de Ti e da tua Respiração da Compaixão.
Aspecto meu... quem disse que podes ser maior que EU? :))

domingo, 14 de novembro de 2010

O VASO E A CHAMA



Las Palmas, em tempo de novas descobertas interiores.


Olhar para uma chama acesa dentro do seu recipiente é ver com clareza o conteúdo e o contentor. 
O contentor, a parte nossa humana que é sólida, rígida nos seus contornos, resistente às mudanças. E o conteúdo, a chama divina, bem lá no centro, aquecendo tudo, irradiando luz e calor, transformando o combustível biológico em claridade e radiância.
Tão simples de contemplar e perceber.
Os dois são inseparáveis: o contentor abraça o conteúdo e permite-lhe expressar-se cabalmente através da Chama ígnea. A Chama aquece o contentor, foca-se ao centro e permite-lhe mudar a Substância para que ela mesma se alimente desta união tão íntima.
Ahmyo. Confiança em si.
Vou deixar o «vaso» cego governar a minha vida, ou identificar-me com a Chama que brilha dentro de mim?
Vou alimentar a Chama com a rendição da minha parte biológica e mental à mudança necessária, ou vou deixar «ocultar» a Chama que quer brilhar?
A escolha parece óbvia, mas só até surgirem os «poréns». E estes «mas» e «porques» são mais rígidos do que o aço. Eles têm a força milenar duma permissividade prolongada.
Nestes tempos de mudança profunda, é necessária uma coerência total. É o tempo da Chama, não de mais experiências biológicas. É o tempo de Irradiar, não de limitar. É o tempo de Integrar. 
A Integração requer a rendição do «vaso»ao processo de transmutação. Vejam: não a sua rejeição.  
O vaso é o Templo sagrado onde brilha a Chama. O equilíbrio perfeito: conteúdo e contentor, juntos, unidos, fundidos.
A matéria perecível, o Vaso, só ganha eternidade rendendo-se à Chama Interna.
Esta é o Pilar da Existência, o Ponto da Presença. A Essência do Ser. O Magneto Sagrado que atrai a si todas as partículas dispersas de expressão humana. O «Designado Integrador».
Está na hora de render-me à Chama que sou Eu, criando um «NÓS» Humano e Divino, uma Dimensão inteiramente nova, que é um Deus feito Homem e um Homem irradiando Divindade.
Os tempos da experiência terminaram.
QUEM SOU EU?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A URNA DE LUZ

Sonhei há dias que estava dentro duma espécie de urna energética muito brilhante, transparente e colorida, mas totalmente fechada. Estava aprisionada e debatia-me para me libertar. Era um verdadeiro caixão energético, um envólucro total,  mesmo que feito de luz. Despertei a transpirar e comecei imediatamente a respirar até me passar aquela sensação de sufoco. Mas a imagem foi tão viva que me basta lembrar e ela surge inteira, visual e emocional dentro de mim. Tenho vindo a sentir que a minha vida está bloqueada em muitos sentidos, por mais que eu me esforce para aplicar tudo o que sei. Ai, de que me vale tanta «sabença» se fico ali bloqueada como um principiante qualquer! E esse sonho mais não foi do que uma experiência muito vívida desses bloqueios.
Revisitando o sonho, lembrei-me por fim da Voz que dizia: «Basta escolheres. Basta um sopro e libertas-te». Não devo ter aplicado o conselho durante o sonho, pois acordei aflita, sentindo claramente uma pressão forte ao redor de mim.
Por isso a imagem do Anjo que sopra o seu instrumento foi tão significativa para mim. Ah, que alívio!
Mas ontem mesmo fiz questão de ler até ao fim a última dádiva de Adamus, aparecida mesmo a propósito à última hora, e que se chama «Moving Stuck Energy» (Movendo Energia Bloqueada). (Trata-se do texto das mensagens de Adamus durante o Tour de apresentação do Livro dos Mestres por várias cidades da Alemanha e da Áustria, no mês passado, Setembro de 2010).
De novo, meus amigos: Ah, que alívio!
Fiquei a saber que essa minha sensação, é um «ataque geral» de desconforto.
Muitos de nós estamos a passar pelo mesmo, o que é muito significativo. Não só espelha o que vai pelo Mundo, como é a representação viva dos nossos medos. Adamus sugere várias explicações, desde falta de amor próprio a «transporte» desapropriado dos problemas dos outros, passando pelos eternos jogos do gato e do rato connosco mesmos. Cito Adamus:
 Bem, parte de vós pode dizer: «Seria maravilhoso não ter de carregar toda esta bagagem». Mas parem aí por um momento. Estás a sentir-te culpado se «deixares ir»? Sentes que estás a negligenciar o teu "serviço" à Humanidade? Sentes que estás a ser egoísta? Provavelmente. Será que talvez, talvez, não haja necessidade de estares mais aqui na Terra? E se esses problemas que carregas são aquilo que te mantém aqui, porque tu sabes que não podes "partir" sem os resolver? Eu gostaria que cada um de vós contemplasse isto profunda e amorosamente, antes de saírem daqui esta noite. 
E mais adiante:
Eu disse-vos o ano passado quando falei pela primeira vez (depois de Tobias partir) que eu ia estar convosco a cada passo do caminho. E não estava a brincar. Eu vejo quanto tempo dedicais a vós mesmos e às grandes decisões na vossa vida. Geralmente é limitado ao vosso tempo no chuveiro, e sim, eu estou convosco a cada passo do caminho, até mesmo debaixo do chuveiro, ou às vezes quando  dirigis o carro ou andais de bus. Vocês vão continuar a fingir que esses problemas são vossos, ou vão fazer qualquer coisa a respeito disso? Não existe uma maneira mais fácil? Não há uma maneira melhor de servir a humanidade? Não há uma maneira melhor de resolver a energia bloqueada, escangalhada ou desequilibrada? Não há maneira melhor do que carregá-la convosco e lutar com ela?
E prossegue perguntando qual é o nosso desafio (subentende-se o motivo do bloqueio da energia). E é claro, a maioria das vezes é ... falta de confiança em si mesmo. Ahmyo precisa-se.
Como se desbloqueia a energia?
Espaço Seguro.
Respirar Compaixão.
Mover fisicamente as energias.
Usar a Imaginação.

Respirar... Respirar... Respirar... Expandir!
Os «bloqueios» não são nossos.  São Aspectos a integrar.
Respira e rompe a tua urna energética, ainda que de luz. Confia em Ti. Não no teu pequeno Eu Humano que governa a tua vida. Abre-te e confia plenamente na Voz da tua Essência Divina. No Amor e na Compaixão infinita da tua Essência por Ti. Rende-te ao Melhor de Ti. Apaixona-te por Ti.
Adamus está contigo a cada passo do caminho. Ouve mais um pouco da sua amada voz.
Meus queridos, quem me dera ter uma varinha mágica que eu pudesse agitar para fazer desaparecer todas as vossas dúvidas. Quem me dera poder levar-vos a um lugar onde pudésseis ver Quem Sois. Quem me dera poder olhar profundamente dentro dos vossos olhos e fazer-vos ver o Deus que realmente sois, e o modo como Eu vos vejo. Eu não posso fazer nada no vosso lugar, pois assim jamais descobrireis Quem Sois de verdade. Mas eu gostaria que vocês conhecessem o Amor e a Realização Integral pelo resto dos vossos dias. E na verdade, é isso que Eu imagino para todos e cada um de vocês!
Ah, Companheiros, que grande alívio!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O INSTRUMENTO ADORMECIDO

No último shoud,  Adamus propôs-nos um exercício fantástico: respirar a nossa Essência para dentro das nossas coisas, permitindo-nos assim expandir progressivamente os horizontes abarcados pela nossa consciência. Como se faz isso? Muito simplesmente soprando doce mas intencionalmente sobre as coisas que nos pertencem: jóias, computador, carro, chaves de casa, perfumes, cartão de crédito, caneta, enfim, todo e qualquer "objecto pessoalà nossa escolha. Sem segundas intenções é claro. Infundir a nossa Essência e ver o que acontece. Alguém sugeriu o próprio corpo, e eu achei que era uma ideia genial.
Muitas vezes ouvimos dizer que o corpo é um «instrumento». Podemos imaginá-lo tal como na imagem acima, sendo um instrumento de sopro qualquer, ao sabor da nossa imaginação. Nós, o Anjo Dourado (que "Sou Eu em Mim") damos vida ao instrumento de sopro, respirando conscientemente dentro dele o alento sagrado da Vida. Esse sopro faz com que o instrumento emita uma melodia que é só dele, única e irrepetível, soltando notas e harmonias ao sabor da imaginação desse Anjo que toca inspirado.
Gosto dessa imagem. 
Respirar conscientemente é tocar o instrumento «por dentro de mim». Que melodia é a minha?  Só minha? 
Eu era o instrumento adormecido, mas agora eu sei que praticando muito, um dia eu vou presentear o mundo com uma melodia nova.
Preciso de soltar o Som que dorme em mim e quer vibrar.
A cada respiração eu convido a Energia Nova a entrar em mim. E ela expande em risos largos alimentando a Quietude que se instala dentro de mim. E depois parte ligeira, deixando um  espaço novo e liberto para que um riso novo se derrame, doce e prazenteiro. É um namoro: a cada respiração, o sopro é um beijo cálido e ardente que reverbera um canto mágico saído do instrumento. Um dia, o instrumento e Eu seremos um só, um beijo-alento e um som perfeito.
Que exercício maravilhoso!
E que inspiração fantástica para nos mantermos a respirar conscientemente: Não é verdade que a melodia perfeita sai dos lábios daquele que ama o seu instrumento, que o trata como o mais terno dos amantes?
O virtuoso do grande Som confia totalmente nessa união sagrada: a fusão da Alma daquele que sopra, com o Coração daquele que ressoa o canto.
Ahmyo total.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A JORNADA DOS ANJOS

Uma vez mais, a Confiança.
A Confiança, o Entusiasmo e o Amor ao Espírito, foi aquilo que nos guiou na nossa Jornada desde «Casa» até aos dias de hoje.
A história da Jornada dos Anjos (ou seja, a NOSSA história) contada por Tobias, é simplesmente maravilhosa. Nestes tempos da Nova Consciência trata-se de recordar cada passo do caminho, pois isso incentiva-nos cada vez com mais força a não esmorecer agora, tão perto da realização. Passámos por provas terríveis de auto-confiança desde o alvorecer dos tempos, e só o esquecimento progressivo de Quem Somos nos fez crer que não somos dignos do Amor Maior do Espírito. Acharmo-nos separados de «Casa» foi uma dor tão tamanha, que nos fez esquecer em primeiro lugar o real motivo porque encetámos a dita Jornada. E assim ficámos com a nossa auto-confiança seriamente abalada, uma «nódoa» na nossa memória que nos tem assombrado por incontáveis eons de tempo.
Neste percurso de Integração, tenho notado quão difícil é para mim e para a maioria daqueles com quem tenho falado, recuperar daquela primeira ferida. Eu diria pela minha experiência, que tem sido o aspecto mais difícil de integrar, pois ele «mina» subrepticiamente uma das nossas partes mais íntimas. Por isso Adamus (e todos os outros) insistem tanto na Confiança. Ahmyo.
Ânimo, gentes.
Ganhar confiança é uma coisa que só se faz... fazendo. Insistindo, sentindo. As razões da mente não têm  utilidade nenhuma, pois ganhar confiança não é nem nunca foi algo que se possa «pensar». É «sentir» em toda a asserção da palavra.
Como diria Tobias: Respirar... Confiar... Sentir... Paciência. Respirar... Confiar... Sentir... Paciência.
Por isso esta partilha da Jornada dos Anjos é tão preciosa. Ela ajuda imenso a «curar» a ferida, já que o «porquê» das coisas pode aliviar a carga da dor. Ahmyo.
E ficarmos conscientes do quão corajosos fomos ao longo dos tempos, pode ajudar a desmistificar essa chaga permanentemente aberta dentro de nós.
Deixo-vos aqui um «cheirinho» desta espantosa Jornada que nos vai directa ao coração:

Assim, meus queridos amigos, que incrível Jornada não foi desde «Casa» até aqui. Que tempos maravilhosos. Talvez não apreciem tudo completamente neste momento, mas que tempos incríveis, que tempos de realização!
Agora dizeis: «Bem, Tobias, a estrada foi longa e difícil, e quem diz que não vai continuar a ser longa e difícil?». Ora bem, isso é convosco. É a vossa escolha. É a vossa confiança em vocês mesmos. É a vossa rendição a Quem realmente Sois, baixando as guardas desta ilusão de quem «pensais» ser, para dar esse passo de vos tornardes Tudo o Que Sois. Humanos e Divinos. Trata-se de se permitirem respirar, ser, viver e desfrutar. E queridos amigos, é exactamente por isso que eu quero voltar. Não para «salvar o mundo». Não para dar continuação a nenhum carma pesado do passado, mas para estar aqui na Terra pela alegria pura de viver.
E assim foi que fizemos esta Jornada todos juntos e chegámos a este tempo miraculoso, em que estamos a atravessar as maiores mudanças de todos os tempos. Sim, às vezes difíceis para o corpo e especialmente difíceis para a mente.
Vocês hão-de passar para lá da mente. Não tendes de forçar nada. Não tendes de estudar nada. Não tendes de ter disciplinas nenhumas. Não tendes de fazer rituais. Tendes apenas de autorizar esse próximo passo: a Integração do Corpo, da Mente, do Espírito e da Divindade nesta realidade aqui na Terra.
Nós contámos a história da Criação da Terra num curto período de tempo, mas de certo modo pode-se dizer que nos levou cem vezes mais tempo a explicá-la, do que o tempo real em que isso aconteceu.
É tempo de deixar ir os conceitos de tempo e espaço e passar para lá disso. É por isso que estais aqui neste momento. Sois pioneiros de consciência.

Ahmyo. 
É uma palavra doce para recitar como um mantra. Já falta pouco. Ahmyo precisa-se, muito urgente.
Como? Respirar... Confiar... Sentir... Paciência.
Namasté.
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 Já está pronta a partilhar esta Jornada dos Anjos. Convido-vos para uma Jornada através das vossas memórias, no sentido de fortalecer a vossa auto-Confiança. Este é um fim de semana extraordinário, dedicado inteiramente a Recordar, Sentir e Confiar.

Lisboa, Torre da Aguilha, 30-31 de Outubro de 2010 (Sala N2)
Preço: 150€ (desconto de 20% nas inscrições efectuadas até às 0:00h do dia 26 de Outubro)
Horário: das 9.30 às 18:00h
Inscrições pelo telefone 962857710, ou através do mail:lyspax@gmail.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

AHMYO versus MAKYO


Todos sabemos que existem grupos de pessoas no Planeta que acreditam que os humanos não podem ser responsáveis por si mesmos, e por isso inventaram uma rígida série de dogmas, normas de conduta e crenças para regerem a vida das pessoas em todas as suas facetas, ameaçando-as com severas punições quer físicas, quer mentais, quer "espirituais". Estão nisto religiões e regimes políticos em pé de igualdade, cada um mais perverso que o outro. Outros grupos odeiam mudanças, resistindo teimosamente à evolução natural das coisas, ao desenvolvimento social, educacional, científico e espiritual trazidos pelo avançar dos tempos. Outros ainda acham que as pessoas são essencialmente más e tal como «velhos do Restelo», vão mantendo o «desconfiómetro» permanentemente ligado.
Pensem bem: haverá alguma religião que diga a alguém: «Tu és Deus Também?». Impossível, por incompatibilidade de coexistência mútua de conceitos. As religiões alimentam-se da crença infligida aos seus crentes de que serão sempre «menores que», impuros, incompletos, infantilizados, perdidos e confusos, não merecedores das «graças do Alto», a menos que «elas» sejam as intermediárias entre o «céu e a terra», no papel de "cajado disciplinador" que arrebanha as ovelhas tresmalhadas, pertença exclusiva do Grande Pastor.
O que separa a Nova Consciência destas crenças arraigadas nas cramonas de todos os seguidores da sua FÉ particular, é esta afirmação revolucionária: TU és Deus Também.
E agora? Se És Deus Também, não precisas de intermediários. Em TI, está tudo o que precisas. O Deus em Ti, está à distância duma Respiração Consciente. E se começas a «sentir» isto e a «aceitar» isto dentro de ti, o que hás-de fazer, senão aprofundar esse conhecimento de ti para Ti?
O passo seguinte é perceber que o Espírito quer expandir-se e expressar-se.
E é aí que entram, subreptícias, as resistências ao processo de Integração. Exemplos: Ressentimento com o corpo biológico por nos obrigar a ficar «aqui». A «tralha» toda das crenças constituintes do nosso campo de realidade actual. O medo de magoar ou hostilizar outras pessoas. O querer intelectualizar o processo. A viciação nos dramas, nos abusos e na energia de vítima.
Neste último «shoud», Adamus desafia-nos abertamente:
«Consegues afirmar claramente: Tudo está em perfeita Ordem na minha Vida?»
Ai eu!... (expressão alentejana). (suspiro).
Como chegas lá? Com AHMYO. Praticando AHMYO. Desenvolvendo AHMYO. Respirando AHMYO.
(AHMYO quer dizer Confiança em Ti. É com um som semelhante a este que os Anjos exprimem esta Confiança inata na sua condição).


Como se ganha Confiança em Si? 
Escolhendo e respirando. Escolhendo e respirando.
Só assim se derrubarão os muros de MAKYO. (O contrário de Ahmyo. A resistência a terminar o jogo. A confusão).

E tal como diz Kuthumi:
Não desistas! :))
Tem Confiança na tua Paciência e sê Paciente com a tua Confiança.
Namasté.