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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SERENIDADE e CONFIANÇA


Respira fundo para dentro de ti...
Cada respiração é uma ponte entre ti e Ti.
Entre tu, Humano e tu, Essência.
Torna-te familiar com esse Espaço Novo dentro de Ti.
Respira.
Percorre essa ponte vezes sem fim,
não te canses de procurar por Ti.
Lá no fundo de ti está um mar de doçura,
estão águas cálidas suaves
à espera de te envolver e amar.
Não precisas de fazer nada.
Respira fundo e abre-te para receber,
receber apenas,
o amor que vem de Ti por ti. 
Ó Viajante cansado de tanto buscar...
Respira e deixa ir esse velho tu 
a cada respiração,
para que o novo TU possa entrar
e expandir-se dentro do teu espaço humano.
Respira e consente.
Respira e liberta.
Respira e aceita.
Sente o alívio da rendição total a Ti.
Onde mais queres encontrar esse azul líquido
 infinito e quente
esse azul tão doce
da Serenidade e Confiança,
senão Dentro de Ti?


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

JOGOS. JOGOS E MAIS JOGOS


Os jogos da dualidade, além de serem esgotantes para o corpo físico, para a mente e para a Alma, mantêem-nos a andar em círculo sobre os nossos próprios passos. É um modo de nos afastar do nosso Centro.
Por «jogos» entendam-se os dramas, as emoções, o caos, as confusões e tudo o resto que nos faz distrair do Essencial.
Quando paramos para olhar de frente para estes jogos, podemos reconhecer - às vezes com dificuldade - muitas situações repetitivas que ocorrem na nossa vida, padrões de comportamento expontâneo e  inconsciente, que tendemos a associar com drama e desconforto. 
Se a tua vida não está a correr como queres, minha amiga, é porque estás a jogar um jogo desses e a sentir o seu efeito limitante. Não é por culpa do fulano a,b,c, nem do gato da vizinha. És tu mesmo que te estás a sabotar. Esse jogo está a impedir que te reconheças como Ser Soberano que és, está claro.
Está a impedir que os milagres aconteçam, está a impedir que os ohs! e ahs! temperem de alegria as horas e o remanso dos teus dias.
Ao conectares com a tua Essência, pede-lhe que te faça ver claro esses teus jogos. Não consegues? (outro jogo...) Não faz mal. Oferece esse "seja o que for" à tua Essência e permite que aos poucos ela te revele a verdade por detrás desses teus medos, ou apegos, ou carências, rejeição ou desconfianças. É quase certo que se trata dum destes aspectos mencionados, a tentar comandar a tua vida. E nem penses em deitar culpas ao "aspecto": foste tu mesmo que o criáste para a missão que ele está a desempenhar com tanto êxito.
Trata-se pois, uma vez mais, de Consciência. 
Antes de mais, identificar o jogo e perceber o modo como ele continua em serviço activo, obediente ao «mestre».
Depois, responder com verdade à pergunta que se impõe:
Estás pronta a deixar ir embora esse jogo?
Estás pronta para te expressares no teu dia-a-dia dum modo inteiramente diferente?
Queres realmente entregar esse «aspecto» à tua Essência?
Estás pronta a reconhecer o seu "serviço" e a permitir que ele termine, sem julgamentos nem recriminações?
Respira «sim». 
Expande o teu «sim». 
Sente a verdade do teu «sim».
Não precisas de "fazer" mais nada, senão receber o alívio do teu DEIXAR IR.
E ao largares as amarras com coragem, ó incansável Viajante do Tempo, permites uma vez mais que a tua barca navegue «por mares nunca dantes navegados». 
Não és tu um Pioneiro desta Nova Consciência?
Quem eu?!
Rsrsrs...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

TIRAR ÁGUA DO POÇO



Teresa de Ávila nas suas «Moradas», descreveu esse crescendo de amor dentro de si, pelo seu Deus Interno - o seu «Senhor» como então lhe chamava - dum modo que nunca mais esqueci. Dizia ela que cultivar esse amor era como "tirar água dum poço".
Essa imagem de ir tirando baldes de água do poço, é a imagem perfeita do «trabalho» que podemos fazer para nos reconectarmos com a nossa Essência. Cada respiração profunda é descer ao fundo de nós, permitirmo-nos «encher o balde» dessa Serenidade líquida e quente, dessa Radiação que brota do fundo de nós, e absorvê-la mais e mais a cada respiração.
Ninguém pode fazer isto por nós. É um trabalho totalmente solitário e pessoal. Cada um sabe a exacta medida em que essa tarefa é - ou não - a coisa mais importante da sua vida. Só cada Ser por si mesmo pode avaliar o progresso desse aprofundamento, dessa descoberta. Não há «Deus» nem «Mestres» em parte nenhuma que façam o trabalho por nós. E esse Divino - que somos nós, a Essência dentro de nós, é muito paciente. Esperará mais 1, ou 10 ou mil vidas mais que nos disponhamos à Integração.
O ciclo das experiências não tem limite marcado, justamente porque sendo «O Deus» que somos, cada um de nós experiencia quanto quer, pelo tempo que quer. E só retorna ao Centro de Si quando ele mesmo escolhe que o tempo do «recreio» acabou. Aí, pode terminar a sua Integração Total, retomar a sua Soberania, a Consciência total de SI, enriquecido pelas experiências que praticou e viveu sem limitações.


A Essência é a fonte dentro de nós. É o «veio da água» que enche o tal poço, donde nos alimentamos.
A simbologia da água é perfeita para a Essência: fluida, livre, macia, quente, envolvente, maternal, amorosa. Companheira.
Por isso é tão doce imaginarmos um lago de amor dentro de nós, onde a Essência espera por nós. Ou o poço donde sai a Água da Vida.
A imagem lá do alto vale por mil palavras.
Quando me deixarei chegar ao ponto de não mais ter de tirar balde a balde a água do poço? Ao ponto do caudal de Água no fundo de mim ser tanto, que jorra continuamente de dentro de mim?
Mas já sabemos: Todo o caminho começa por um passo.
No poço dentro de nós, vale o mesmo: um balde de cada vez.
Uma Respiração de cada vez... :))
Mãos à obra, companheiros Viajantes do Tempo!

domingo, 19 de junho de 2011

ESTAR CONSCIENTE

Nestes tempos que correm, a coisa mais necessária é mesmo estar consciente de tudo o que se passa à nossa volta.
Todos podemos notar os momentos que gastamos na inconsciência, quando deixamos que os outros façam exigências sobre o nosso tempo, quando não nos ouvimos a nós mesmos, quando «pensamos» mais do que «sentimos», quando temos comportamentos repetitivos sem estarmos alerta para as nossas ações, ou ainda quando permitimos que alguém tome decisões importantes por nós, respeitantes à nossa vida.
Estar inconsciente é um entrave total à nossa autenticidade, à nossa soberania. Bem sei que lhe perdemos o «jeito», mas há que recuperá-lo rapidamente. Sobretudo agora.
O tempo tem estado tremendamente acelerado, com incríveis movidas de energia. Ele é altibaixos de humor, ele é dores corporais várias, ele é sensibilidades agudas nos cheiros, ele é uma sensação inquietante de caos. Mas o mais curioso para mim, é que isso não me importa pra nada, pois estou simultaneamente a sentir uma paz abençoada, uma distância das coisas, dramas e crises, verdadeiramente saudável. E, é claro, já sabemos: Não se trata de nós. Great! 
Respiremos. 
Regressemos ao nosso âmago de vez em quando, só para sentirmos a Casa e sabermos que o que importa está «», e não fora de nós.
Respiremos para estarmos conscientes do nosso Corpo de Consciência: corpo físico, mente, gnost e Espírito.
Basta uma escolha e seguir a dança do ar dentro de nós. Estamos a re-conectar-nos às coisas de modo diferente. Estamos sem dúvida mais «amplos» (não notaram isso depois da inscrição no Keahac?), estamos mais desafiados do que nunca, mas muito mais serenos. 


Há momentos em que sinto uma necessidade imperiosa de mandar tudo às malvas, respirar e cuidar só de mim. E quando sinto isso, é sagrado, paro e faço mesmo.E depois sinto-me muito melhor. Experimentem.


Escolhamos estar conscientes sempre que nos lembrarmos. É como um hábito qualquer. Só se pega se praticarmos muito. E quem quer perder os detalhes fascinantes desta viagem final de Integração?
Respirar conscientemente e estar ciente das coisas é a única maneira de expressarmos totalmente a nossa autenticidade, aquela que vem da Essência dentro de nós.

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Se alguém precisar de uma ajuda em termos de Respiração, pode escolher aqui um destes. Ora vejam:
Cds de TEMAS de RESPIRAÇÃO:

  • O Jardim da Abundância 
  • O Corpo de Consciência
  • O Spa dos Anjos
  • Encontro com a Alma
Encomendas e informações: lyspax@gmail.com


Para quem não fez ainda  a SES (Sexual Energy School):
Dias 1-2-3 de Julho em Oeiras, uma nova oportunidade de um encontro de 3º grau consigo mesmo. Inscreve-te!



quinta-feira, 21 de abril de 2011

O FIM DE UMA ERA



Todos nós passamos por diferentes Eras, transições  e revoluções ao longo da nossa vida. E de cada vez que mudamos radicalmente de vida isso parece-nos muito assustador.
Aqueles que chegaram ao Planeta ao redor do meio século passado, ou mais ou menos, como eu e a maior parte dos que vieram para desbravar a Nova Consciência, passaram já por muitas Eras distintas. Dou-me conta disto ao observar o meu percurso de vida tão agitado, tão variado, tão intenso e tão cheio de «fins» tão marcados.
Todos tivemos Eras de criança, adolescente, adulto, mãe, pai, (e até avós para muitos de nós), casamentos e divórcios (vários de cada um), empregos e mudanças de emprego, mudanças de casa, de ambiente geográfico e até de país, doenças e recuperações, eras de abundância, de remedeio ou de carência. Perda de amigos e familiares, amigos e familiares novos a chegar à nossa vida. Tudo isto sem falar das nossas várias «revoluções espirituais». A Vida é dinâmica como sabemos, e até certa altura, ela simplesmente nos «acontecia» à nossa revelia. 
Mas agora, a partir duma consciência nova, podendo escolher realmente aquilo que nos acontece, vemo-nos muitas vezes bloqueados na nossa última «Era».
Mudar radicalmente um padrão qualquer, seja de vida ou de pensamento, é complicado e por vezes doloroso. Mas ao olharmos para trás, podemos ver e aceitar que todas as nossas «Eras extintas» nos levaram a um patamar novo, de maior consciência. Pode ser realmente «doloroso» mudar algo na nossa vida, mas não é menor o motivo para celebramos. Na verdade, quando deixamos ir a última Era da nossa vida, abrimo-nos totalmente ao Novo e aos novos potenciais.
A que é que eu me agarro tão tenazmente neste últimos tempos, que não me deixa avançar? O que é que eu não quero que acabe?
Aaah! Responda cada um por si.
Dou por mim muitas vezes confusa: será um Aspecto para chamar e integrar, ou um Jogo para deixar ir? Aceitar ou abrir mão de?
Estou a aprender a duras penas que na dúvida... é a voz da mente que eu estou a ouvir, não a voz da minha Essência. O medo, a dúvida, a confusão, a frustração... dá sempre no mesmo: Falta de Confiança na voz interior. Falta de contacto interior, abandono ou esquecimento da Respiração consciente.
Tenho de me lembrar constantemente que todas as minhas Eras foram apenas «histórias» que me trouxeram até aqui onde estou. Cada uma serviu o seu propósito... mas não são EU.
Integrar, oh totó, também é deixar ir. Parece que nunca mais aprendo. Só a mente divide e confunde esta coisa tão simples.
Que Era te mantém presa, bloqueada, encalhada no mar dos teus dias? 
Não queres antes escolher deixar ir essa Era para começar uma novinha em folha?
Respira. Conecta-te com a tua Essência. Ouve. 
Quando estiveres pronta e serena, lá no centro de Ti, oferece cada Era da tua vida à tua Essência. Sente o respeito, sente a gratidão por todas as tuas experiências e ciclos de vida. Oferece-Lhe a tua Era encalhada, agora mesmo. Respira o calor do seu Amor e da tua libertação.
Se podes escolher alegria em vez de tristeza, abundância em vez de carência, liberdade em vez de prisão, coragem em vez de medo... porque continuas a tirar a água duma canoa furada?



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Viver e Celebrar!


Os desafios têm sido muitos para todos nós. E o aparente caos do mundo espelha verdadeiramente a agitação interna e externa pela qual todos estamos a passar. Pela primeira vez, que me lembre, Adamus pediu a todos e a cada um de nós que não pensasse em abandonar o Planeta neste momento. O cansaço por vezes é terrível, sobretudo quando deslizamos para a frustração e o desânimo.
Mas, meus queridos Viajantes do Tempo, quem quererá realmente sair de cena neste momento, quando a Integração consciente dos nossos Aspectos está em curso, quando descobrimos o alívio das velhas dores, a incrível leveza do deixar ir das velhas crenças, do abandonar dos fardos antigos? A alegria da descoberta supera tudo o que imaginámos, e quando partilhamos essas coisas uns com os outros ficamos a saber sem sombra de dúvidas que todos estamos a enfrentar os mesmos desafios.
Estes meus últimos 15 dias foram uma bênção, uma coisa absolutamente maravilhosa. Um inigualável presente de fim de ano.
Acabei de fazer um seminário de SES (Sexual Energy School) em Itália (Pádova) e outro de Aspectologia em Barcelona, Espanha. Estes dois seminários superaram tudo aquilo que eu pudesse imaginar. 
Se dúvidas tivesse sobre o quanto eu mesma mudei nestes últimos meses, estas duas Escolas de Tobias foram dois preciosos «barómetros», dois preciosos espelhos onde pude comprovar quanto mudou o meu modo de partilhar estes materiais, ou o mesmo é dizer o quanto alargou a minha própria visão e consciência com o trabalho constante de «aproximação» à Essência. Pois todo o trabalho verdadeiro começa por nós mesmos, como todos sabeis! Definitivamente passei para outro «nível» de ensino, e ver isso reflectido numa receptividade total e partilha profunda com os participantes presentes, deixa-me literalmente sem palavras. Que incrível! Que fantástico! Faltam-me exclamações mais precisas para descrever o quanto estou maravilhada, grata, profundamente tocada pela beleza e vastidão destas duas últimas experiências. A verdadeira Compaixão faz milagres. 
Neste Natal «vou-me embora para uma nova Pasárgada». Eu quero mergulhar de novo bem dentro de Mim, no âmago secreto e silencioso donde brotou esta Alegria Nova. Observar este desabrochar em mim mesma enche-me de um sagrado Amor por Mim. 
E se algo desejo neste Natal para todos vós, é que surja em vós esse mesmo Amor incondicional pela vossa própria transformação progressiva. Não importa o quão sofridos ou desafiantes tenham sido estes últimos tempos, meus amados. 
As nossas Asas de Luz começam realmente a abrir!
E deixo-vos com esta maravilhosa imagem do nosso Planeta Azul que inseri acima: vejam, a Vida pode de facto ser tão Prazenteira quanto Iluminada, tão Alegre quanto Simples, tão Sagrada quanto Consciente.
Quem quererá partir agora, com tanto para descobrir?!
Feliz Nascimento Novo para cada um de nós!!
Ternos Abraços... YYY

domingo, 21 de novembro de 2010

MAIS SOBRE ASPECTOS

Aspecto meu, aspecto meu, quem disse que podes ser maior que EU?
Os Anjos - Nós - revestidos de biologia humana, interagem com outros Anjos e com o meio ambiente através daquilo a que na Nova Consciência se chamam «ASPECTOS». Quando vou almoçar fora com uma amiga, por exemplo, eu crio automaticamente um «aspecto» meu que lida com a situação. É o «Aspecto-almoçar-fora-com-amigos». Ele reveste-se de calor e alegria, de boa-disposição e prazer. A menos que a conversa descambe para coisas traumáticas para ambas, ou crie aspectos magoados entre ambas, esse Aspecto, finda a sua missão regressa «a casa» dentro de nós, alegremente bem integrado, ansiando pela próxima vez de actuar. Ir ao quiosque comprar a nossa revista favorita cria o «aspecto-comprar-no quiosque», o qual vem para casa contente com a revista na mão, e a antecipação duma hora de prazenteira leitura, da qual se encarrega o «aspecto-que sabe-ler-no-sofá». Ambos ficam geralmente bem integrados, prontos para repetir o processo numa próxima vez. Mas imaginemos que o dono do quiosque vendeu por engano a nossa revista, já não tem mais nenhuma, e além disso foi grosseiro connosco. Bem, é muito provável que o «aspecto-comprar-no quiosque» volte para casa com raiva, frustrado e defraudado. Oops! Ficou «magoado». Pode «desbloquear momentaneamente a situação» indo comprar noutro lado e oferecendo à mesma ao «aspecto-que sabe-ler-no-sofá», o prazer da sua leitura. Mas a raiva, a frustração e a desconfiança agarram-se a nós como lapas à rocha. O «aspecto-comprar-no quiosque» nunca mais vai ser o mesmo. Mesmo mudando de ponto de compra, há sempre o «e se...?»
Raiva, desconfiança, depressão, tristeza, ciúme, rejeição, inveja, etc, são energias bloqueadas, desequilibradas. São Aspectos não-integrados. Não são a nossa Essência, é claro. São véus energéticos a tapar o Sol que quer brilhar através de nós.
E meus amigos, aspectos «magoados» temos aos montes, à espera de integração.
Quanto mais forte a «energia bloqueada» se apresenta, tanto mais trabalho dá a integrar. Quem não está dentro destes assuntos, escolhe normalmente fazer "terapia" por vários meses ou anos, mergulhando adicionalmente nos fármacos condicionadores das emoções, os quais «encaixotam» esses aspectos e os carimbam displicentemente por fora como «Caso Encerrado», lá, bem longe de nós.
Mas na Nova Consciência, neste Caminho de Integração, quando menos esperamos, salta literalmente a tampa duma dessas «caixinhas-surpresa» e esses «demónios» tão bem abafados vêm cá para fora fazer-nos caretas. Na verdade, à nossa revelia, na caixa que diz «Raiva Arquivada», por exemplo, juntaram-se todos os similares desde a «raiva miudinha» e a «espera-pela-volta-seu-isto-e-aquilo», até à «raiva raivosa mesmo» já a fervilhar, acabando na potencialmente perigosa ebulição do «eu mato-te». 
Seja qual for o «grau de ebulição» dum Aspecto, não se deixem enganar: são apenas energias bloqueadasdesequilibradas, não são a nossa Essência, a nossa Verdade.
É preciso tomar consciência que eles estão lá, à espreita da ocasião. Aleluia! Sim, aleluia, porque quando isso acontece, quer dizer (na Nova Consciência, é claro) que já estamos suficientemente prontos para «limpar a casa». Nenhum Aspecto é mais forte que a minha Essência, ponto final.
As energias bloqueadas são nossas, mas não são nossas amigas. Escutem bem: elas são energias destruidoras, justamente porque são desequilibradas. A Raiva, a Frustração, a Depressão e a Tristeza, estão entre as mais perniciosas. Sintam isto: Subtilmente levam-nos a «fechar» cada vez mais... a «inibir» progressivamente»... a ficar tão «quietos»... tão «bloqueados»... tão «mortos». Vêem? Acaba sempre ali, literalmente.
Arrancam-nos sem cerimónias a alegria de viver. Envolvem-nos completamente na execrável energia-vítima, antes de devorarem sem escrúpulos o nosso coração. 
Mas se «estamos em Casa», de mãos dadas com a nossa Essência, respirando a alegria da Vida, não há Aspecto que não possa ser integrado, por muito bravo que seja. Respirando e aceitando. Respirando e não julgando, respirando e amando-nos cada vez mais.
Há uns anos atrás, tive um sonho maravilhoso: O nosso exército de guerreiros famintos montou cerco a um promissor castelo, cujos afamados tesouros eram o objecto da nossa cobiça. Mas o castelo parecia inexpugnável para nossa arrelia, e as nossas forças físicas diminuíam a olhos vistos, mantidas apenas pela vã energia da nossa cobiça. Um dia abriu-se a porta do castelo e saiu um Mestre montado a cavalo, brilhante como a luz do sol. «Quereis manter o cerco durante mais tempo, ou entrar em paz e partilhar da nossa abundância»? Fiquei siderada, e ainda nem sabia o que eram Aspectos. Mas nunca esqueci este sonho.
Por isso, quando sentires estas energias a rondar-te, sabe: elas são melosas, pegajosas. Envolvem-te numa baba paralizante como as gibóias na selva, para melhor te comerem.
Vais deixar o exército de loucos tomar conta do teu Castelo, ou convidar os totós para o banquete na Tua Luz?
Não tem que ser difícil nem sequer demorada esta tua Integração. Só depende de Ti e da tua Respiração da Compaixão.
Aspecto meu... quem disse que podes ser maior que EU? :))

domingo, 14 de novembro de 2010

O VASO E A CHAMA



Las Palmas, em tempo de novas descobertas interiores.


Olhar para uma chama acesa dentro do seu recipiente é ver com clareza o conteúdo e o contentor. 
O contentor, a parte nossa humana que é sólida, rígida nos seus contornos, resistente às mudanças. E o conteúdo, a chama divina, bem lá no centro, aquecendo tudo, irradiando luz e calor, transformando o combustível biológico em claridade e radiância.
Tão simples de contemplar e perceber.
Os dois são inseparáveis: o contentor abraça o conteúdo e permite-lhe expressar-se cabalmente através da Chama ígnea. A Chama aquece o contentor, foca-se ao centro e permite-lhe mudar a Substância para que ela mesma se alimente desta união tão íntima.
Ahmyo. Confiança em si.
Vou deixar o «vaso» cego governar a minha vida, ou identificar-me com a Chama que brilha dentro de mim?
Vou alimentar a Chama com a rendição da minha parte biológica e mental à mudança necessária, ou vou deixar «ocultar» a Chama que quer brilhar?
A escolha parece óbvia, mas só até surgirem os «poréns». E estes «mas» e «porques» são mais rígidos do que o aço. Eles têm a força milenar duma permissividade prolongada.
Nestes tempos de mudança profunda, é necessária uma coerência total. É o tempo da Chama, não de mais experiências biológicas. É o tempo de Irradiar, não de limitar. É o tempo de Integrar. 
A Integração requer a rendição do «vaso»ao processo de transmutação. Vejam: não a sua rejeição.  
O vaso é o Templo sagrado onde brilha a Chama. O equilíbrio perfeito: conteúdo e contentor, juntos, unidos, fundidos.
A matéria perecível, o Vaso, só ganha eternidade rendendo-se à Chama Interna.
Esta é o Pilar da Existência, o Ponto da Presença. A Essência do Ser. O Magneto Sagrado que atrai a si todas as partículas dispersas de expressão humana. O «Designado Integrador».
Está na hora de render-me à Chama que sou Eu, criando um «NÓS» Humano e Divino, uma Dimensão inteiramente nova, que é um Deus feito Homem e um Homem irradiando Divindade.
Os tempos da experiência terminaram.
QUEM SOU EU?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A URNA DE LUZ

Sonhei há dias que estava dentro duma espécie de urna energética muito brilhante, transparente e colorida, mas totalmente fechada. Estava aprisionada e debatia-me para me libertar. Era um verdadeiro caixão energético, um envólucro total,  mesmo que feito de luz. Despertei a transpirar e comecei imediatamente a respirar até me passar aquela sensação de sufoco. Mas a imagem foi tão viva que me basta lembrar e ela surge inteira, visual e emocional dentro de mim. Tenho vindo a sentir que a minha vida está bloqueada em muitos sentidos, por mais que eu me esforce para aplicar tudo o que sei. Ai, de que me vale tanta «sabença» se fico ali bloqueada como um principiante qualquer! E esse sonho mais não foi do que uma experiência muito vívida desses bloqueios.
Revisitando o sonho, lembrei-me por fim da Voz que dizia: «Basta escolheres. Basta um sopro e libertas-te». Não devo ter aplicado o conselho durante o sonho, pois acordei aflita, sentindo claramente uma pressão forte ao redor de mim.
Por isso a imagem do Anjo que sopra o seu instrumento foi tão significativa para mim. Ah, que alívio!
Mas ontem mesmo fiz questão de ler até ao fim a última dádiva de Adamus, aparecida mesmo a propósito à última hora, e que se chama «Moving Stuck Energy» (Movendo Energia Bloqueada). (Trata-se do texto das mensagens de Adamus durante o Tour de apresentação do Livro dos Mestres por várias cidades da Alemanha e da Áustria, no mês passado, Setembro de 2010).
De novo, meus amigos: Ah, que alívio!
Fiquei a saber que essa minha sensação, é um «ataque geral» de desconforto.
Muitos de nós estamos a passar pelo mesmo, o que é muito significativo. Não só espelha o que vai pelo Mundo, como é a representação viva dos nossos medos. Adamus sugere várias explicações, desde falta de amor próprio a «transporte» desapropriado dos problemas dos outros, passando pelos eternos jogos do gato e do rato connosco mesmos. Cito Adamus:
 Bem, parte de vós pode dizer: «Seria maravilhoso não ter de carregar toda esta bagagem». Mas parem aí por um momento. Estás a sentir-te culpado se «deixares ir»? Sentes que estás a negligenciar o teu "serviço" à Humanidade? Sentes que estás a ser egoísta? Provavelmente. Será que talvez, talvez, não haja necessidade de estares mais aqui na Terra? E se esses problemas que carregas são aquilo que te mantém aqui, porque tu sabes que não podes "partir" sem os resolver? Eu gostaria que cada um de vós contemplasse isto profunda e amorosamente, antes de saírem daqui esta noite. 
E mais adiante:
Eu disse-vos o ano passado quando falei pela primeira vez (depois de Tobias partir) que eu ia estar convosco a cada passo do caminho. E não estava a brincar. Eu vejo quanto tempo dedicais a vós mesmos e às grandes decisões na vossa vida. Geralmente é limitado ao vosso tempo no chuveiro, e sim, eu estou convosco a cada passo do caminho, até mesmo debaixo do chuveiro, ou às vezes quando  dirigis o carro ou andais de bus. Vocês vão continuar a fingir que esses problemas são vossos, ou vão fazer qualquer coisa a respeito disso? Não existe uma maneira mais fácil? Não há uma maneira melhor de servir a humanidade? Não há uma maneira melhor de resolver a energia bloqueada, escangalhada ou desequilibrada? Não há maneira melhor do que carregá-la convosco e lutar com ela?
E prossegue perguntando qual é o nosso desafio (subentende-se o motivo do bloqueio da energia). E é claro, a maioria das vezes é ... falta de confiança em si mesmo. Ahmyo precisa-se.
Como se desbloqueia a energia?
Espaço Seguro.
Respirar Compaixão.
Mover fisicamente as energias.
Usar a Imaginação.

Respirar... Respirar... Respirar... Expandir!
Os «bloqueios» não são nossos.  São Aspectos a integrar.
Respira e rompe a tua urna energética, ainda que de luz. Confia em Ti. Não no teu pequeno Eu Humano que governa a tua vida. Abre-te e confia plenamente na Voz da tua Essência Divina. No Amor e na Compaixão infinita da tua Essência por Ti. Rende-te ao Melhor de Ti. Apaixona-te por Ti.
Adamus está contigo a cada passo do caminho. Ouve mais um pouco da sua amada voz.
Meus queridos, quem me dera ter uma varinha mágica que eu pudesse agitar para fazer desaparecer todas as vossas dúvidas. Quem me dera poder levar-vos a um lugar onde pudésseis ver Quem Sois. Quem me dera poder olhar profundamente dentro dos vossos olhos e fazer-vos ver o Deus que realmente sois, e o modo como Eu vos vejo. Eu não posso fazer nada no vosso lugar, pois assim jamais descobrireis Quem Sois de verdade. Mas eu gostaria que vocês conhecessem o Amor e a Realização Integral pelo resto dos vossos dias. E na verdade, é isso que Eu imagino para todos e cada um de vocês!
Ah, Companheiros, que grande alívio!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Permites que a tua Vida mude?












Uma das coisas que nos acontecem na jornada de integração é olhar de frente para o medo da mudança. Li há dias uma frase impactante: «Mudar custa, mas não mudar mata».

Quando não confiamos em nós nem na Voz da nossa Essência, a mente sente-se livre para comandar a nossa vida. E ela não sabe ver para lá dos seus limitados horizontes, esses limites que se tornaram de certo modo confortáveis para nós. São a área «conhecida», a «rede de segurança» a que nos agarramos por temermos o que a mente não consegue imaginar.
Mas quando a Essência em nós começa a ser autorizada a revelar-se, as coisas começam inevitavelmente a sair da «zona protegida». Os paradigmas mudam. Os sistemas de crenças evaporam-se. O vácuo assusta antes de vermos o que vai acontecer. E porque a Essência Criadora em nós não conhece limites, a Vida corre o risco de se tornar uma vertigem, um mundo de surpresas. Mas estas duas palavras «vertigem» e «surpresas», porque estamos a filtrá-las pela mente, imediatamente se transformam em «sarilhos» e «complicações». Não é verdade?
Por isso há que «senti-las». Sem mais explicações.
A nossa Essência é Amor Total por nós. Tendo estado separada há eons de nós, porque quereria juntar-se a nós para nos infernizar a vida?
Criar sem limites assusta. A mente fica logo em modo de alarme. Mas chegou a hora de darmos ouvidos a uma outra Voz dentro de nós.
Quando escolhes ser Quem Tu Realmente És, a tua vida pode mudar de formas que nem sequer consegues imaginar. Pode ir até na direcção contrária àquilo que «esperavas».
Mas olha, trata-se da Essência Divina dentro de TI. Da suprema Inteligência Criativa em TI.
Percebes o medo que a mente tem de ser «ultrapassada»? E aonde leva o medo? À inibição. À estagnação. À morte.
Sente isto: «Mudar custa, mas não mudar mata».
Até que ponto vou permitir que a Essência me desafie?
Até que ponto vou realmente abrir-me às mudanças?
Até que ponto estou disposta a RECEBER o Novo?
Tenho que perceber isto, a cada respiração.
Senão... «Mudar pode matar-me de susto, mas não mudar pode custar-me mais 100 vidas para alcançar a Integração».
Boas escolhas, companheiros!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O QUE FAZ CANTAR O TEU CORAÇÃO?


Este último seminário que fiz em Munique deixou-me em «digestão prolongada». E silenciosa. Vão sendo horas de aplicar cada vez mais na prática todas as «dicas» que levam à Integração. E isso passa por um olhar lúcido e desimpedido sobre as minhas próprias manobras de sabotagem.
Ah, a mente! Que instrumento maravilhoso manifestámos, programámos e aperfeiçoámos, desde os tempos da Atlântida! Quem diria que hoje nos enredaríamos no seu controle e na sua limitação, fazendo-nos a muitos de nós verdadeiros prisioneiros das suas redundâncias!...
Como contornar esta voz mecânica, automática, que tudo mede, julga, avalia, codifica, «caixifica» e complica? Só há um método : Começar a escutar a voz da Essência.
A doçura, o calor, a alegria e a fluidez da voz da Essência, ressoa dentro de nós como uma brisa suave e traquina, que nos desafia a abrir o coração.
Se algo em nós diz: «Não podes», «é muito difícil», «é impossível», «mas...», «e se...», é certamente a voz da mente. Do medo. Da carência. Da limitação.
Se algo em nós diz : «Avança!», «ousa experimentar», «confia em ti», «psst, queres uma surpresa?», «sim, tu podes», é a voz da nossa Essência. Em alegria. Em celebração.
Procura dentro de ti: O que é que faz cantar o teu coração? Ouve as vozes que ressoam dentro de ti. E depois escolhe. Ousa.
A mente não sabe «Integrar». Para isso é preciso «sentir» e a mente também não sabe sentir. Ela é um Aspecto a integrar, não o comandante da tua Barca. É uma peça, uma ferramenta apenas.
Quando te resolves a pegar no Leme e a dirigir o rumo da tua Vida? Até lá, essa espécie de «software biológico» far-te-á atravessar todos os filmes de terror, impotência e limitação que conseguir inventar.
Sim, há um lado absolutamente brilhante na mente. Mas esse já está bem integrado e não causa nenhuns problemas. A parte que não vê, não sente, não intui, não ama nem compreende é a que limita, proíbe e bloqueia.
Por aqui poderás ver quem tem governado a tua vida.
Ousarás escutar e seguir a voz que faz cantar o teu coração?

Eu já entendi: Tenho «trabalhos de casa» para vários meses. Mas não importa. Descobrir, abraçar, ouvir e seguir a minha Essência foi decididamente o que me trouxe a esta encarnação.
Desta vez é a sério. Renuncio a «sobreviver» como na velha energia. Custe o que custar, eu escolho VIVER e CELEBRAR nesta nova Consciência, nesta Nova Energia.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Amor a Si Mesmo


Partilhar um seminário de SES (Sexual Energy School de Tobias) é sempre uma nova jornada de integração.
Os psicólogos falam de auto-estima e as pessoas em geral já se deram conta de quão importante é «reservar tempo para si», «cuidar de si». Mas estas noções tão simples e essenciais ficam sempre a milhas de distância do verdadeiro Amor-a-Si.
Estamos habituados a «amar» os outros, a devotar-nos integralmente aos outros, e achamos muito louvável exaurirmo-nos pelos outros em nome do «Amor». E este «AMOR» engloba os nossos relacionamentos, a família, os filhos, os colegas e os vizinhos. Todos têm prioridade sobre nós no geral, sobretudo quando entramos no mundo da espiritualidade e começamos a fazer as coisas em nome do «serviço à humanidade».
Esse trabalho já está bem feito. Somos catedráticos de serviço aos outros, mas a maioria de nós é ainda caloira no serviço a si mesma. Se não dermos a primazia aos outros, tacham-nos - e tachamos-nos nós mesmos de «egoístas», como se o mundo girasse de facto ao redor dos outros.
Aprender o «Amor por si mesmo» é uma tarefa urgente no caminho novo da Integração. Como vais «ascender» ou «Integrar totalmente» se estiveres ausente de ti? Como é que diz Kuthumi? «O que é que falta na tua Vida?... TU».
Porque o «amor» é muito mal compreendido ainda neste planeta, confundido com partilha desequilibrada - a esmagadora maioria das vezes - de sensações, sentimentos, submissões e possessões, os relacionamentos poucas vezes nos «preenchem as medidas». É sempre um jogo que pode ser facilmente interrompido, desfeito ou desvirtuado, por causa do eterno desajuste entre as nossas expectativas, e aquilo que o «amor» realmente nos traz para preencher a rotina dos dias. E a causa número um desse desequilíbrio é exactamente causado pela «eterna busca» daquilo que nos falta... fora de nós.
É doce o sabor de um novo amor? É .
A «paixão» inspira-nos ao sublime? Sem dúvida.
Um casamento bem sucedido de 5 ou 10 ou 50 anos é uma bênção? Não vamos mentir: tem dias, como todos sabem.
E a alma-gémea? Lamento: É romântico, vende livros, mas não passa duma patranha. TU não és gémeo de ninguém. Tu és único e irrepetível no universo inteiro. Um Deus completo em Ti mesmo.

Apaixonarmo-nos a sério por nós mesmos é uma coisa da Nova Consciência.
Não é preciso excluir ninguém, nem deixar de prestar o auxílio apropriado a quem recorre aos nossos préstimos, nem descuidar a atenção devida a parceiros, filhos e familiares. Mas porque tudo parte dum pilar de equilíbrio dentro de nós, os «jogos» já não «colam», os abusos já não são tolerados, nem a «energia de vítima» tem onde se aninhar dentro ou ao redor de nós.
Apaixonarmo-nos por nós, redimensiona os nossos relacionamentos TODOS para uma nova perspectiva. É incrivelmente ousado e libertador.
E muito polémico também. Mas não viemos nós, os pioneiros, uma vez mais até este planeta azul para quebrar tabus e avançar destemidamente no caminho da Integração?
Então? Não está na hora de experimentarmos o que é isso de nos «apaixonarmos por nós mesmos»?
«Apaixonarmos por nós mesmos» é o que acontece à medida que nos fundimos com a nossa Essência, com o Divino em nós.
A cada respiração consciente cresce esse caso de amor... de nós por nós.
Quando começares a experienciar isso no teu dia-a-dia, vais compreender por fim o que é Amar
de verdade... Tu e a Totalidade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Escolher Sem Medo

Falei há dias com uma pessoa «muito certinha», muito «pés na terra», nada de «passos maior que a perna». Já não é filiada na religião feroz do «ver para crer», mas ainda é adepta ferrenha do «nós temos responsabilidades (leia-se condicionantes) para com ou outros a que não podemos fugir», por exemplo. Foi um diálogo de certo modo surrealista, porque os meus parâmetros neste momento não têm correspondência no mundo dos «muggles», sem desrespeito algum por nenhuma das partes.
Mas essa «cortina» que havia entre nós e nos punha cada um a falar estrangeiro para o outro, serviu-me para ver com nitidez uma coisa: o quanto «eu» mudei nestes últimos 5 anos. Minha nossa, mas que grande diferença!!
Tentar mudar as crenças dos outros, é realmente uma tarefa totalmente insana. Sosseguem, eu não fui por aí. Já deitei fora a agenda salva-mundo, Deus a tenha em eterno descanso. Limitei-me a afirmar claramente as minhas novas convicções, com uma paixão (e alegria!) genuína. E já não me importa o que os outros pensam de mim, quando dou testemunho de MIM.

Daí a pergunta: Sabendo que de tolo não passas para os outros, o que mais te impede de fazer escolhas conscientes?

Sabendo que se seguires o que «sentes» no teu coração, o que faz sentido para ti e ressoa dentro de ti, sabendo que o atreveres-te a escolher a tua própria alegria te pode acarretar ser posto de lado como louco, irresponsável, mal orientado, hipnotizado, ou até mesmo tendo "parceria com o diabo em pessoa"... o que hás-de fazer? Dar ouvidos ao medo dos outros? «Empatizar» outra vez com os seus velhos sistemas de crenças? Voltar à estaca zero?
Nada disso é possível já, bem sabes. Nunca mais.

Então, se o mundo acha que tu és louco de qualquer maneira que coloques essa questão, porque hás-de preocupar-te com o que os outros acham da tua loucura? Não é de todo, assunto que te diga respeito. Por isso segue em frente e não olhes para trás.

Mais do que nunca o processo é só TEU. Tão privado, tão pessoal, tão único quanto possível.
Lembra-te, tu estás a inventar um Caminho Novo. Não tem mapa. Não tem manual. Não tem Gps. O caminho está a surgir literalmente por debaixo dos nossos pés. Até aí, ainda não existia. Uau, que frisson!!

Dear One, escolhe conscientemente como queres que seja a tua vida, sem medo nem culpas de espécie nenhuma. Escolhe BIG, XXL, o maior que houver. Se escolheres a partir da tua Essência Divina, só para ti, o que achas que vai acontecer?

Sente isto. Respira isto. Observa isto.
Até que ponto confias nessa Essência que tens dentro de ti?
Melhor: até que ponto
acreditas mesmo que podes escolher o que queres para ti???????

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Escolhas Conscientes


Adamus encoraja-nos a manifestarmos a nossa vida segundo os nossos sonhos e desejos. Há 10 ou 5 anos atrás isso parecia uma coisa irreal, uma aspiração utópica, um sonho belo e impossível de realizar.
Saltavam à vista as nossas limitações, os condicionantes cármicos, a prisão do despojamento e do serviço aos outros, sempre postos à frente de nós mesmos. Já nem falo da missão «salva-mundo» e da «missão 5ºImpério» da nação Portugal. Onde isso já vai, benza Deus todas essas nossas alienações!...
Mas hoje, com a Nova Consciência acelerada e expandida, sabemos sem sombra de dúvida que manifestar a nossa vida segundo os nossos sonhos e desejos é algo muito real e perfeitamente ao nosso alcance.

Tens que «limpar» muita tralha dentro de ti até ficares suficientemente vazia para começar do zero? Tens.
Tens que deitar fora toneladas de crenças velhas? Ai, tens, tens.
Tens que renunciar ao conforto da «protecção» dos anjos e das «hierarquias? Sem dúvida.
Tens que crescer depressa e assumir a total responsabilidade pela tua vida? É claro. Senão, o que é que estás a pensar que fazes aqui, na Nova Consciência?

Tens medo de começar a escolher? É natural. Estás enferrujada, não tens prática nenhuma.
E se escolheres mal, o que é que acontece? Aprendes mais depressa quais são as tuas «verdadeiras escolhas», mas sem medo, porque um Criador faz... e desfaz sem complexos.

E se as tuas escolhas afectarem os outros? Aí tropeças no «1º mandamento» das escolhas conscientes: Quando escolhes conscientemente, escolhes só para ti. Para a TUA vida. Não sabes que é uma falta de respeito querer escolher pelos ou para os outros? É mesmo.

Então e os que são casados e querem coisas diferentes? Pois. O que é que estás a fazer numa relação onde cada um puxa para o seu lado? Se fizeres as escolhas certas para TI, a tua vida harmoniza-se apropriadamente. APROPRIADAMENTE. O teu Espírito não tem nada de burro, ama-te para lá de tudo o que possas imaginar, e sabe como levar as coisas certas à tua vida.
Se houvesse «mandamentos» nesta coisa das escolhas conscientes, eu diria que o seguinte é «saber receber sem medo». Porque na verdade, tens de estar preparada para que as coisas comecem a mudar. Se receias mudanças (sejam elas quais forem), então para que é que escolhes? Deixa-te estar onde estás, muito quentinha na tua inércia. Não é bem nem mal, só demoras mais uns mileniozitos a chegar lá. Sabes? O teu Espírito é muuuuuito paciente. Só ele é que tem pachorra para as tuas hesitações.

Mas se fazes parte do «bando dos loucos» que querem à viva força avançar na senda da Integração, vais ver que fazer escolhas conscientes é muito divertido. Vai cair-te o queixo de espanto com as coisas que acontecem.
Começa por respirar a Presença da tua Essência. Escolhe com clareza e simplicidade. Sente a energia já presente no teu campo de realidade. E larga, deixa ir a tua escolha.
Confia em TI, e vê como o Universo se põe em bicos dos pés para te abençoar com as tuas escolhas conscientes...

Como é que diz Adamus? Um dia vocês vão ficar zangados com vocês mesmos por terem demorado tanto tempo a fazer uma coisa tão simples.

Gentes, abaixo o «complicómetro» nas nossas vidas!!

sábado, 12 de junho de 2010

Quem cria a Tua Realidade? (II)


Um dos passos de gigante da Nova Consciência, é perceber claramente quem cria a nossa realidade.
Enquanto formos «vítimas» de alguém - dos familiares, dos amigos, dos colegas, dos conhecidos e desconhecidos, estamos claramente a apontar na direcção errada.
Por muito que nos custe reconhecer, Quem cria a Nossa Realidade... Somos Nós. Tudo. Absolutamente tudo. Sem nenhuma excepção.
Neste Syncrothise da Nova Energia, que estou a descobrir de novo, Adamus entra «a matar». Como queres fazer escolhas conscientes, se achas que és o joguete de forças exteriores a ti, que governam a tua vida?
Não adianta arranjar desculpas nem fazer como a avestruz, que esconde a cabeça no chão para não ver o que vem por aí.
Estás pronta a aceitar que tudo o que tens neste exacto momento na tua vida, foste tu que escolheste?
Não foi «castigo» de Deus. Seguramente conheces o velho resmungo «Que mal fiz eu a Deus para merecer isto?». Não se trata de merecer ou não. Trata-se sim de escolhas conscientes ou inconscientes.
O que é que isto te diz?
Muito simplesmente que está na hora de começares a escolher mais concientemente as coisas que queres que aconteçam ou apareçam na tua vida.
E olha... não basta «querer».
Se as coisas que «queremos» se manifestassem só com esse pensamento, estávamos todos numa santa paz. Por aí já vês a distância que te separa do que «queres» e do que «escolhes».
Bem, meus amigos, a distância é abissal.

E o que é que andas cá a fazer neste momento - neste exacto momento aqui na Terra - senão a descobrir urgentemente como se fazem essas escolhas conscientes?

(Se continuares a preferir pôr velinhas a Nª Sª de Fátima, também está bem. Os padres agradecem imenso. Agradecem menos se só esfolares os joelhos na passadeira de mármore que vai até à capelinha das aparições... Bem, não vamos por aí adiante. O «ponto», é que não há ninguém para escolher por ti. Não há mesmo).

Como se fazem escolhas conscientes?
Não vou poder debitar o Syncrothise completo aqui nestas linhas. Aliás, nem adianta. Porque reconhecer que criáste tudo na tua vida é apenas o primeiro passo. Vem muito mais por aí! Chumbo grosso, mesmo. E para isso precisas de estar num espaço onde te permitas ficar sozinho em frente de um grande espelho, que Adamus segura com firmeza na frente do teu nariz.
Uma dica: Respira.
Respira conscientemente como se disso dependesse a tua vida.
Porque na verdade, depende mesmo.
«Sobreviver»... todos sabem.
Mas VIVER, meus amigos, viver em Soberania e Completude... só os Mestres.
Que tempos maravilhosos estes! E que desafio!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

COMPAIXÃO - O Grande DESAFIO

Dizem que para se tornar Bodisatwa, e ter direito a sentar-se à direita de Buda, foi posto um desafio a Kwanin: ressuscitar um pássaro.
A Deusa olhou para o pássaro morto na sua mão e perguntou-lhe docemente se queria viver. A Essência do pássaro disse que sim. E só então Kwanin soprou gentilmente sobre ele a sua cálida Respiração da Compaixão e o fez retornar alegremente à vida.
Esta atitude de respeito absoluto pela escolha de outro ser, chama-se COMPAIXÃO.

E assim, a palavra Compaixão precisa urgentemente de ser reformulada no nosso dicionário.
Os significados antigos eram «simpatia», «pena», «piedade», misturados todos com uma vontade quixotesca e compulsiva de aliviar o sofrimento dos outros. Era o modo antigo de medirmos a nossa real tendência para o «serviço aos outros». Era saber o quão atentos estávamos àqueles que se mostravam de algum modo «carentes» do que quer que fosse, e portanto
mais incompletos e/ou menores que nós.

Esse jogo terminou na Nova Consciência.

COMPAIXÃO -trazida neste novo tempo à consciência humana, uma vez mais, pelo Amor que Kwanin nos tem - significa na Nova Consciência, Aceitação Total e Incondicional do processo de vida de cada ser individual, e do desenvolvimento espiritual respectivo, incluindo as experiências pelas quais passamos, por mais dolorosas e desnecessárias que nos possam parecer.

A Compaixão começa sempre connosco. E já sabemos até que ponto nós temos dificuldade em nos aceitarmos a nós mesmos e a tudo o que escolhemos que aconteça dentro e fora de nós.
Compaixão é observar sem julgar, sem querer emendar nem concertar, sem querer catequisar, mudar ou «trabalhar» de modo diferente. Nem a nós nem aos outros.

Quando compreendemos este novo sentido da Compaixão, percebemos logo porque é que é uma falta de respeito para com os outros acharmos que eles são «deuses escangalhados», inábeis com o tipo de experiências que escolheram para si mesmos, a precisarem de uma «mãozinha» nossa para fazerem as experiências (que são DELES) do modo como Nós achamos melhor.

Vi recentemente uma reportagem na televisão, exemplo maravilhoso a ilustrar esta escrita, feita na sequência duma vaga de frio prolongada na nossa capital, mostrando a distribuição de cobertores e de sopa quente aos sem-abrigo num dado recanto da cidade, por entre os inevitáveis caixotes do lixo. E a repórter estava numa excitação tremenda porque descobrira um belo furo de reportagem, um «drama» fresquinho ali mesmo à sua frente. Uma jovem mulher sem-abrigo, exibia uma barriga evidente de gravidez avançada. A repórter contorcia-se de comiseração, tentado passar o drama e injustiça daquela condição aos espectadores, tecendo considerações sobre o que devia ser feito para subtrair a infeliz futura-mãe ao seu amargo destino, e indicando-lhe logo ali o abrigo mais próximo que estaria desejoso de resgatá-la da rua.
Mas para sua surpresa, tudo o que a jovem disse foi que «aceitava o cobertor a mais que lhe davam, mas estava muito bem onde estava, que tinha saúde e amigos, que nada lhe faltava entre eles, e que não tencionava ir para abrigo nenhum». Um horror. Mais que depressa, a repórter deu o assunto por encerrado e voltou-se para outro ser logo ali ao lado que, esse sim, muito mais promissor em termos de interesse jornalístico, debitava lamúrias «decentes» sobre o seu abandono.

Compaixão. Aceitação total e incondicional das escolhas dos outros.

É difícil de engolir? É.
É difícil de praticar? Não.

À medida que compreendemos a verdadeira Compaixão por nós mesmos, adoça-se o nosso olhar sobre o mundo. Podem chegar-nos lágrimas aos olhos ao vermos quão difícil é a jornada que alguns anjos escolheram para si mesmos. E nada nos impede de os ajudar sempre que eles solicitem directamente esse serviço. Mas a agenda salva-mundo, salva tudo e todos a qualquer preço, pode ser deixada de lado com elegância.
Com uma Nova Consciência: Não temos de carregar os fardos dos outros. Não temos MESMO.


Por caminhos diferentes, oh, anjos de luz, vamos todos um dia por certo, recuperar a memória de Quem Somos.
Mas até lá, cabe aos mais conscientes fazerem o verdadeiro serviço aos outros: descobrirem dentro de si a Divindade unida ao sagrado Humano em nós. Tornarmo-nos o Exemplo. O Farol a iluminar a escuridão dos dias daqueles que escolheram lições cármicas duras para o seu crescimento, e mostrar-lhes como é possível agora, que o Novo Humano-Divino possa viver e estar neste belo Planeta, apenas em Alegria e Celebração. Em perfeita Compaixão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Seulement Pour Le Plaisir - Só pelo Prazer de...

Poderei Fazer Realmente a Escolha Que Me Dá Mais Prazer?
Uma das coisas mais libertadoras que aprendi na Nova Consciência, é que finalmente podemos autorizar-nos a fazer na vida, as escolhas que nos dão mais prazer.
Parece muito básico? Não é.

Basta olharmos para as escolhas que temos feito até aqui, e ver quantas fizemos por condicionamentos vários, por «obrigação», ou porque «parece mal» fazer doutra maneira. Quantas vezes pusemos de lado a escolha mais natural e prazenteira para nós mesmos, em nome dum «sacrifício esperado» por filho, parceiro, familiar ou amigo. Ou muito simplesmente porque achamos que não «temos direito a» ou «não somos capazes de».
Não estão em causa naturalmente as «responsabilidades» que assumimos com outros, em casa ou no trabalho.
Mas as coisas podem começar a deixar de ser feitas por uma suposta obrigação. Podem mesmo. Sem culpas nem remorsos.
Nós somos como aqueles prisioneiros que viveram a maior parte da sua vida entre as grades do cárcere, e depois quando se vêem cá fora, não sabem muito bem o que fazer do seu tempo e da sua liberdade.
Os sistemas de crenças, são espartilhos muito apertados, e as pessoas têm muito medo das mudanças, dos desafios e dos confrontos. Estão mais «seguras» dentro da «caixa» mesmo que esta tenha uma data de grades.
Assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e não ter medo das consequências nem do julgamento dos outros, é um passo de gigante.

Viajando há uns anos, de carro, entre Paris e Chartres, fui abençoada com a visão maravilhosa de um canteiro de lindas flores que fora semeado na berma direita da estrada, por vários kilómetros (2 ou 3). Um regalo para a vista. No final, estava uma simples tabuleta pintada toscamente à mão, que dizia: «Seulement pour le plaisir». Só pelo prazer -(de ver, sub-entende-se).
Fiquei tão tocada pela dádiva dum semeador anónimo cultivador da beleza,
pelo simples prazer que dá olhar para ela, que nunca mais me esqueci. Que lição maravilhosa! (Foi muito mais proveitosa do que percorrer o labirinto de Chartres, na catedral da dita cidade). Que louco gastaria o seu tempo a semear uma beira de estrada rural, senão alguém que valoriza realmente o que é importante?

Quando começamos a descobrir que a coisa mais importante na Integração é o amor que temos por nós, a confiança que depositamos em nós, e a certeza de que os outros não são «deuses escangalhados» à espera de serem resgatados por nós, podemos começar a permitir-nos o prazer de fazer certas coisas, «seulement pour le plaisir».

E se fosses realmente livre de fazeres as escolhas que queres? Das mais sérias às mais divertidas? Das mais tolas às mais sábias? E «Seulement pour le plaisir»?

A cada respiração consciente, compreende que nada te está vedado. Os limites estão dentro da tua cabeça, não do teu coração. E quanto mais dizes sim à vida, mais apropriadas e prazenteiras são as tuas escolhas. E tudo isso, acredita, «seulement pour le plaisir» de existir, de estar aqui incorporado na vida que TU escolheste, em primeiro lugar.
Quando é que te permites deixar de ser responsável pelos outros e passas a ser responsável por TI? Quando é que assumes as TUAS escolhas?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Permites que as tuas crenças mudem?



Reflexão sobre a
Nova Consciência


Uma das coisas mais importantes que acontece com a Nova Consciência é mostrar-nos a que ponto estamos mergulhados em sistemas de crenças restritivos e castradores, incluindo dentro do
chamado «esoterismo» e da «espiritualidade». Assim foi - ou assim deixámos que fosse durante muitos séculos - porque enfronhados que estávamos no jogo da limitação da consciência, tornou-se necessário que alguém nos apontasse o caminho «para o alto», nos mostrasse a saída dos nossos múltiplos labirintos e redundâncias, da nossa perda de referências e até dos nossos esquecimentos. As religiões foram as guardiãs do «mais além do humano», mas confinaram-nos a regras e leis que nos escravizam a dogmas forjados pelos próprios humanos, acenando-nos com castigos e «rejeições divinas» que nos forçavam a ver-nos como muito menores que os seus Deuses. As Escolas de Mistério do passado foram as que estiveram mais perto do caminho da Integração, mas recorreram a instrução mental maciça, aproximando-se cada vez mais ao longo do tempo, duma verdadeira «ciência profana». O «alvo» estava à vista... mas a flecha estava «emplumada» demais.
E umas e outras levaram-nos sempre, vida após vida, a um esgotamento de horizontes, a uma perplexidade angustiante, a uma irremediável decepção.
Esgotaram-nos os horizontes colocando-nos metodologias complexas à frente do nariz, análises exaustivas dos fenómenos para convencer os leigos e os próprios adeptos, um desparrame de informação que os tempos modernos da net levaram à exaustão. E à nossa frente os inevitáveis Mestres Ascensos, os Gurus iluminados, o milenar Deus judaico-cristão, o Alá muçulmano, o Buda e os Avatares, a Deusa e os Arcanjos, e os mais recentes Seres das longínquas estrelas ou dos mais próximos centros intra-terrenos. Um estendal de deuses, todos maiores do que nós.
A «perplexidade angustiante» seguiu-se em todos aqueles que se acharam bloqueados com o exces
so de informação e a incapacidade real de pôr as coisas em prática, pela exacerbada complexidade e impraticabilidade das vias propostas para alcançar a Integração.
A «irremediável decepção» aparece quando o ser se sente impotente para ver a luz ao fundo do túnel.
Tudo isto, meus queridos Anjos, foi absolutamente apropriado. Fascinados com o trabalho mental desde os tempos da Atlântida, era necessário chegar a um ponto de esgotamento tal, que inevitavelmente conduzisse à simplificação total de teorias e métodos. Por isso, quando encontro hoje pessoas fascinadas porque descobriram a Astrologia, a Claire Profet, ou o Guru de Santa Eulália, dá-me uma dor no coração. Como eu gostaria de poupar-lhes um pouco das suas futuras decepções!
Mas não é apropriado alterar uma vírgula dos seus percursos, como bem sabemos, a menos que elas nos peçam. Terão de percorrer por si mesmos a via-sacra esotérica que os levará mais cedo ou mais tarde (quantas mais vidas?) - a chegar a uma Consciência inteiramente Nova. A consciência pura e simples de que TU ÉS DEUS TAMBÉM. Sempre foste e sempre serás.
Só falta assumires-te como tal, e é aí que começam as complicações.
Os sistemas de crenças atacam-nos ferozmente com desmerecimento intrínseco, com falta de confiança própria, com medo de cometer «infracções» ou de«ofender» o Espírito com a nossa «soberba». Pelo que tenho observado e partilhado nestes últimos anos, só conheço um tratamento de choque: entrar na Nova Respiração ou permitir-se passar pela
experiência dum seminário da Nova Consciência. A quantidade de sistemas de crenças que fica logo ali «arrumada» de vez, é claramente superior a tudo quanto eu já vi, lá li, já ouvi e já pratiquei. É um facto incontornável.
Chegar à SIMPLICIDADE absoluta, meus amigos... já é obra! Concordar em entrar nela... é um desafio total. Começar a praticá-la... bem, é a «loucura» total!
Por isso as coisas têm andado a passo de caracol... até à fase em que as pessoas «concordam» em entrar nela. A partir daí, é literalmente entrar num foguetão espacial.

Mas a inércia... a inércia da mudança é terrível. Vencer o fascínio dos mantras e dos rituais, das iniciações e das meditações, é um bico de obra tramado.
Na Nova Consciência estás nu frente a Ti mesmo. Sem enfeites nenhuns, sem Gurus nem redes de segurança nenhumas. Mete medo ao princípio.
Depois... ah, depois embriagas-te de TI, começas a descobrir o que sempre esteve escondido dentro de Ti: Tu, o Eu Divino que quer conhecer e abraçar o Eu-Humano aqui, e quer sentir através de ti o que é estar incorporado a pisar o pó deste planeta azul. Descobres uma alegria nova, ao atirares descaradamente um monte de «proibidos» pró lixo. Descobres um novo sentido para a vida: o verdadeiro.

Mas tirar os teus olhos dos altares, das alturas dos céus ou da «posição mais elevada e esclarecida» ou até «ascendida» dos Gurus que contactas directamente ou através de terceiros, é coisa muito difícil.

Se queres entrar na Nova Consciência, oh Anjo das mil cores, vais ter de responder às perguntas:
Permites que as tuas crenças mudem?
Permites-te olhar para Ti mesmo e saber que tudo o que tu precisas está dentro de TI?

Se estás indeciso, o mesmo é dizer «se ainda não esgotaste o fascínio pelas coisas que achas que desconheces... não ouses dizer que sim.
Sabes, é que se provares desta Nova Consciência, podes até ficar na mesma casa, com o mesmo partner e os mesmos filhos, o mesmo emprego e a mesma família. Mas acredita, TU... NUNCA MAIS ÉS A MESMA PESSOA! :))
Vais até querer entender como foi que sobreviveste até aí.

Esta é a experiência mais radical que existe. Qual asa delta qual nada... frente às tuas Asas de Fogo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A BORBOLETA


A «ferramenta» essencial da Nova Consciência é a Respiração.
É uma respiração consciente sim, mas muito fácil e muito prazenteira. Não tem técnicas nenhumas como o yoga, nem o tantra nem nada dessas coisas. É NATURAL.

Se recuares no tempo até à tua primeira respiração, vais lembrar-te como foi essa invocação da VIDA. Se não tivesses feito essa respiração, não estavas a ler estas linhas. É a respiração de RECEBER a VIDA. Os traumas pelos quais passámos depois, fizeram-nos respirar dessincronizados desse chamamento vital e absolutamente natural. Ficámos com medo de viver a vida, e desde então permitimo-nos receber só um pouquinho, só o suficiente para não morrermos já.

Um dos principais entraves à sua prática é pois a RESISTÊNCIA a introduzi-la na nossa vida comum. Tenho ouvido as desculpas mais «descabeladas» :)) para justificar o boicote a uma coisa tão simples como eficaz. E isso está bem: cada um decide por si mesmo o tamanho da sua passada, o QUANTUM de Vida que está disposto a experienciar neste momento.

A Respiração Consciente trata dum simples convite: Psst! Não queres aliviar o teu fardo? Não queres respirar «em grande» em vez de dares apenas umas «cheiradelas» à vida?

Se começares a respirar conscientemente e a conhecer o «Ponto de Presença» em ti, é certo que te arri
scas a uma mudança radical de vida. E isso, sair da «zona de conforto», do conhecido e do expectável, (ainda que incómodo ou miserento) é algo que nem toda a gente está disposta a fazer dum dia para o outro. Sair do «certinho» da caixa, (lembram-se?) ou até mesmo das dores e restrições conhecidas, é sempre uma aventura.

E assim, estás tu no «quentinho» da tua vidinha «just enough», feita crisálida da futura borboleta. Hibernar é o máximo. Mas até quando?


Permites que a tua vida mude? Ou vais agarrar-te com os dedos dos pés e das mãos ao casulo, com medo de sair cá para fora? Se sim, vais ficar uma lagarta cada vez mais verde e mais gorda, é certo. Mas não passas disso. E mesmo isso... tem prazo. Um dia, ou morres ou sais. Vais ter de ir de medo em medo... até ao último medo. Se não sais... empurram-te. Ou morres e pronto.

Para seres a bela Borboleta de Asas Magníficas... tens de aceitar as mudanças que chegarem à tua vida, através da Respiração Consciente. A Nova Respiração.


Quanto é que estás disposta a mudar? Só 5 cm? Olha, a Nova Energia trata de mudanças Kilométricas.

Vê, a lagarta enfronhada no seu medo, não imagina sequer a maravilhosa transformação que a espera no final da «fase lagarta».


Se te abres a respirar a Vida e a deixar-te respirar pela Vida, sabe que essa Vida, no seu incomensurável AMOR POR TI, só sonha com o dia em que deixes o casulo e ouses desfraldar as tuas Asas de Luz. Tu e a tua vida mudarão de forma absolutamente extraordinária, inesperada, mas muito apropriada.
É claro. Passas a funcionar no «modo» Inteligência Criativa, não mais no «just enough» da lagarta, enroladinha na sua dormência.

Psst!.. Não queres abrir uma janelinha na caixa?

Respira Sim à Vida... Sim... Sim!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Convidar a Essência


Perguntam-me como se contacta a Essência.

Sabe, Dear One, que nesta incrível Jornada de Limitação, confinado que estavas a um recipiente biológico, (tu Humano), em grande Amor pelo Espírito - (TU, Espírito) - permitiste-te o maior leque de experiências possíveis, dentro desta preciosa Barca Azul. Cedo descobriste que a matéria pode ser dura e cruel, escorregadia e redundante, e sem perderes a coragem empenhaste-te em continuar as tuas experiências. Algumas foram tão duras que não aguentaste muito tempo incorporado na tua biologia. Outras foram absolutamente fascinantes, longas e prazenteiras. Mas as experiências difíceis deixaram em ti um sabor tão amargo, uma dor tão funda, que achaste melhor tapar caridosamente os olhos à tua parte Espírito - tão pura e tão inocente - e mantê-la bem afastada do campo dos sofrimentos. «Não vejas, não olhes, não ouças. Isto aqui é feio, escuro e assustador. Mantém-te longe de mim, bem longe do meu lado humano».

Sabe, amado, que se te achas cansado agora, eons depois de teres começado esta Aventura, confuso sobre o sentido de tudo o que experienciaste, desiludido na tua busca dum Deus que é só uma figura mental com atributos humanos -que tu mesmo inventaste - sabe que chegou a hora de recuperares a memória de TI.
A Essência continua lá, respeitando e aceitando integralmente a tua magnífica e corajosa parte Humana, que lida directamente com o campo das experiências terrestres.

Amando-te mais do que se poderá alguma vez descrever, Ela, a Tua Essência, jamais interferirá com o processo humano que desenvolves em favor do Conhecimento Global do Espírito, sem que tu expressamente a convides a participar inteiramente desde agora, na tua vida.

É muito simples. Recolhe-te num sítio que gostes. Fecha os olhos e SENTE. Respira conscientemente e sente o ar dançar dentro de ti, descendo dentro de ti, até mover o teu ventre. Lembras-te do 2º chacra de antigamente? O chacra da Criatividade, da Vitalidade - voilá, o lugar onde a Essência (o Deus-Criador) se conecta contigo.
Não sabes como? Simples. Observa uma criança dormindo. Ou um gato. A respiração é rítmica, lenta, sem pausas entre inspiração e expiração. Inspira e expira pelo nariz. Essa é a Respiração Natural. Todos nos dessincronizámos a partir do primeiro medo, da primeira dor ou mágoa profunda. Suspendemos a respiração em grande susto e passámos a hiperventilar acima do diafragma. Se assim decidires, escolhe regressar ao que é natural.
Respira ao teu ritmo, serenamente, sem esforço algum. Em breve notas uma Quietude especial que invade o teu Ser. Estás na tua própria PRESENÇA SAGRADA. A biologia é dual, feita de acções e reacções contínuas (químicas, eléctricas, mecânicas), não sabe o que é Quietude. As tuas energias estabilizam. Esse é o PONTO DE PRESENÇA em ti, o teu Espaço Sagrado.
Agora, fala a partir do teu coração: «Essência de Mim, convido-te de volta para mim!». Pronto, já está.

Quando abrires os olhos pela manhã diz simplesmente nas tuas palavras: «Essência, convido-te a estares presente em todas as experiências deste meu dia». Inventa tu as palavras. Não precisas de repetir 3 vezes. Ela não é burra nem surda. E está desejosa de regressar a ti! Precisa apenas de perceber que o convite é sincero e claro como cristal. Ela não sabe o que é ser humano, mas lê as tuas energias como num livro aberto. Portanto, amado, só não virá a ti se te «ler» confuso, indeciso, medroso. Ou a fazer jogos de novo. Então, esconder-se-á de novo de ti, na concha que lhe preparaste intencionalmente e conscientemente, obedecendo ao teu requisito.

Quando lavares os dentes, convida-a a saborear contigo a pasta de dentes. Toma banho com ela. Fá-la cheirar e provar contigo o café da manhã. Veste-te com ela. Anda de metro com ela. Lê o jornal com ela. Trabalha e almoça com ela.
Quando te irritares, chama por ela. Se sentires vontade de esganar alguém, fá-lo na presença dela. Ser humano só, às vezes é chato mesmo, e ela adoraria perceber como te sentes. Convida-a para as coisas «menos boas», tanto como para as coisas «boas». Para ela a experiência dum abraço, é tão deliciosa como a chatisse duma fila de supermercado. Tudo é novo, tudo é apropriado, nem bem, nem mal. Tu humano, és a parte do TODO que sabe deslizar com mestria por entre os afazeres e experiências da Terra. Ela segue-te fascinada.
Faz amor com ela presente. Vê um filme. Ri ou chora na presença dela. Faz jogging com ela ou deita-te a preguiçar na presença dela.

A Essência és TU. A forma mais Pura, mais Sensível, mais Inteligente e Sábia de TI.
Chama-a simplesmente de volta a TI.
Respira conscientemente, docemente... uma vez... duas ... três... mil.

Ah, sem joguinhos nenhuns!
Se ela te apanha a quereres negociar, ou controlar, ou a pedinchar... Ela sorri simplesmente, em profundo respeito por ti e recolhe-se de novo lá longe: «A parte humana deste Ser está ainda ocupado com os jogos da sua experiência. Ainda não é a hora da reunião final. Vamos esperar mais um pouco».

Mas se o teu convite é sincero... coisas incríveis começam a acontecer. Mas isso só TU Inteiro é que sabes.

Sente isto: Como será um Humano-Divino, totalmente Integrado e Incorporado, aqui mesmo , vivendo livremente à superfície da Terra?


Dear One, a Essência está aí... à distância duma Respiração...
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