segunda-feira, 10 de maio de 2010

Seulement Pour Le Plaisir - Só pelo Prazer de...

Poderei Fazer Realmente a Escolha Que Me Dá Mais Prazer?
Uma das coisas mais libertadoras que aprendi na Nova Consciência, é que finalmente podemos autorizar-nos a fazer na vida, as escolhas que nos dão mais prazer.
Parece muito básico? Não é.

Basta olharmos para as escolhas que temos feito até aqui, e ver quantas fizemos por condicionamentos vários, por «obrigação», ou porque «parece mal» fazer doutra maneira. Quantas vezes pusemos de lado a escolha mais natural e prazenteira para nós mesmos, em nome dum «sacrifício esperado» por filho, parceiro, familiar ou amigo. Ou muito simplesmente porque achamos que não «temos direito a» ou «não somos capazes de».
Não estão em causa naturalmente as «responsabilidades» que assumimos com outros, em casa ou no trabalho.
Mas as coisas podem começar a deixar de ser feitas por uma suposta obrigação. Podem mesmo. Sem culpas nem remorsos.
Nós somos como aqueles prisioneiros que viveram a maior parte da sua vida entre as grades do cárcere, e depois quando se vêem cá fora, não sabem muito bem o que fazer do seu tempo e da sua liberdade.
Os sistemas de crenças, são espartilhos muito apertados, e as pessoas têm muito medo das mudanças, dos desafios e dos confrontos. Estão mais «seguras» dentro da «caixa» mesmo que esta tenha uma data de grades.
Assumir a responsabilidade pelas suas escolhas e não ter medo das consequências nem do julgamento dos outros, é um passo de gigante.

Viajando há uns anos, de carro, entre Paris e Chartres, fui abençoada com a visão maravilhosa de um canteiro de lindas flores que fora semeado na berma direita da estrada, por vários kilómetros (2 ou 3). Um regalo para a vista. No final, estava uma simples tabuleta pintada toscamente à mão, que dizia: «Seulement pour le plaisir». Só pelo prazer -(de ver, sub-entende-se).
Fiquei tão tocada pela dádiva dum semeador anónimo cultivador da beleza,
pelo simples prazer que dá olhar para ela, que nunca mais me esqueci. Que lição maravilhosa! (Foi muito mais proveitosa do que percorrer o labirinto de Chartres, na catedral da dita cidade). Que louco gastaria o seu tempo a semear uma beira de estrada rural, senão alguém que valoriza realmente o que é importante?

Quando começamos a descobrir que a coisa mais importante na Integração é o amor que temos por nós, a confiança que depositamos em nós, e a certeza de que os outros não são «deuses escangalhados» à espera de serem resgatados por nós, podemos começar a permitir-nos o prazer de fazer certas coisas, «seulement pour le plaisir».

E se fosses realmente livre de fazeres as escolhas que queres? Das mais sérias às mais divertidas? Das mais tolas às mais sábias? E «Seulement pour le plaisir»?

A cada respiração consciente, compreende que nada te está vedado. Os limites estão dentro da tua cabeça, não do teu coração. E quanto mais dizes sim à vida, mais apropriadas e prazenteiras são as tuas escolhas. E tudo isso, acredita, «seulement pour le plaisir» de existir, de estar aqui incorporado na vida que TU escolheste, em primeiro lugar.
Quando é que te permites deixar de ser responsável pelos outros e passas a ser responsável por TI? Quando é que assumes as TUAS escolhas?

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